Raio X dos Ritmos: Frevo

Jornal GGN – A palavra frevo vem de ‘ferver’, que é a ebulição da festa temperada pela alegria do povo. Foi usada pela primeira vez pelo Jornal Pequeno, em sua edição de 9 de fevereiro de 1907, segundo o pesquisador Evandro Rabello em seu livro “Memória da Folia – O carnaval do Recife pelos olhos da imprensa 1822/1925”.

A música é bem rápida, frenética, com raízes em vários gêneros musicais. Uma pitada de quadrilha, outra de polca, um passeio pelo repertório erudito, um não-sei-quê de maxixes e, é claro, o dobrado.

Os passos do frevo foram inspirados na capoeira, uma luta criada pelas populações negras trazidas como escravos no período colonial. A capoeira ganhou gingado para que os escravos não fossem castigados por treinarem uma luta, tão necessária para sua defesa. Daí misturavam os golpes ao estilo de dança, com piruetas e saltos. São mais de cem passos clássicos registrados, mas vale também o improviso e o estilo pessoal de cada dançarino. Uma explosão de criatividade.

A sombrinha, marca registrada do frevo, no começo veio para proteger do sol ou mesmo como arma, em caso de confusão. Depois, com o tempo, foi ficando menor e mais colorida, se tornando uma tradição e símbolo do frevo.

Os estandartes, com emblemas, vão na frente dos cortejos, caracterizando a agremiação. Isto é, o estandarte identifica o grupo que está passando. Este elemento foi tirado das Cruzadas, na Idade Média, quando as missões ostentavam bandeiras com símbolos alegóricos.

Em 2012, o frevo ganhou o título de Patrimônio Imaterial da Humanidade, pela UNESCO.

O frevo pode ser dividido em três gêneros, os principais:

– Frevo-de-Rua: estilo exclusivamente instrumental, com uso de pistões, trombones, trompetes e notas agudas.

– Frevo-de-Bloco: que surgiu das serenatas de carnaval, com uso de banjos, cavaquinhos, violões e outros instrumentos de corda e de sopro, como o clarinete.

– Frevo-Canção: o frevo cantado, diferente daquele tradicional que acompanhava apenas a percussão da banda. É um gênero mais lento.

O carnaval do frevo chega às ruas levados por famílias e comunidades de uma cidade ou bairro, sem samba-enredo, escolas de samba ou trios-elétricos. O carnaval de Olinda é considerado o maior carnaval do frevo.

O Dia do Frevo é comemorado, no Brasil, em 14 de setembro.

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