A evidente parcialidade do presidente da Comissão do Impeachment

Gente, estou muito revoltado com o presidente da Comissão do Impeachment, Rogério Rosso (PSD/DF). O deputado deu entrevista à Agencia Brasil reproduzida na mídia progressista falando ser imparcial. Entrevista é tão boa e favorável a ele que desconfiei. Segundo Rosso:

Na comissão de impeachment, zero manipulação (SQN)

Desconfiei porque suas promessas de imparcialidade não batiam com a forma como iniciou seu traalho na comissão: aceitando de cara incluir/apensar novas denúncias no pedido original do impeachment. Notificou Dilma com esses apensamentos (Delação de Delcidio e grampo com Lula).

Diante das ameaças do PCdoB de ir ao STF contra a manobra evidentemente ilegal, pois é sabido que o pedido de impeachment não pode sofrer adendos ou modificação pois já fora admitido e o processo iniciado, em sintonia com Eduardo Cunha, voltou atrás e decidiu só analisar o que consta no pedido original e ainda só ao que se refere a 2015 (mandato atual).

Mas não fez novo comunicado à defesa de Dilma numa outra manobra para não recontar o prazo já iniciado para defesa.

Tudo bem, podia ter sido só um deslize da primeira semana. Sucumbido à pressão de um lado e depois ao outro (mesmo que só quando esse ameaçou paralizar os trabalhos no STF, antes não fora sequer ouvido ou considerado). Mas isso já põe por terra a auto-declarada imparcialidade e também sua razoabilidade por encaminhar assodadamente algo evidentemente tão irregular. Rosso é advgado…

Então, na quinta-feira desta semana houve a arguição dos autores do pedido de impeachment. O momento de se defender os argumentos constantes no pedido em análise. Aí ele fez outra manobra absurda ao não permitir perguntas à Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior. Deixou eles falarem à vontade, aparecer na televisão, serem elogiados pelo relator Jovair Arantes (PTB-GO), mas não puderam ser questionados justamente para também não aparecer na televisão os buracos e erros dos argumentos usados na acusação. Reale, inclusive, foi embora assim que terminou sua fala.

Rosso suspendeu a sessão alegando o início da Ordem do Dia no plenário da Câmara. É sabido que Eduardo Cunha manobra o expediente da casa a seu favor, justlamente para paralizar comissões em momentos críticos, mas nesse caso a comissão do impeachemnt não estava em sessão deliberativa, mas em audiência pública. Daí que ela poderia continuar normalmente porque nada ali seria votado ou encaminhado, só haveria esclarecimentos.

Esse era o acordo no Colégio de Líderes, quebrado por Rosso, gerando conflitos físicos na comissão. E com razão. Como esperado os jornais só noticiaram as agressões entre Ivan Valente (PSOL-SP) e Caio Narcio (PSDB-MG), escondendo o motivo.

Estou preocupado porque não vi ninguém denunciar esse Rogério Rosso, só vi esse voto de confiança numa entrevista amigável da Agência Brasil quando Rosso já não correspondia à ética e imparcialidade que jura possuir. Só apontando os erros e manobras é que teremos o mínimo de insenção nessa comissão, incluindo no relatório informações relevantes e verdadeiras mesmo que desagradem a oposição, Cunha, o relator Joavir e seu presidente Rosso.

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