Após 7 anos de polêmicas, força-tarefa da Lava Jato em Curitiba chega ao fim

A ideia de colocar fim na “marca” de Curitiba vinha sendo discutida desde o segundo semestre do ano passado

Jornal GGN – O Ministério Público Federal (MPF) anunciou nesta quarta-feira, 3, o fim da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, no Paraná, autora do modus operandi da operação no país. O anúncio ocorre após quase sete anos de investigações e processos marcados por arbitrariedades que prejudicaram a economia e mudaram o destino da política nacional.

A ideia de colocar fim na “marca” de Curitiba vinha sendo discutida desde o segundo semestre do ano passado. O grupo de procuradores criado em 2014 era coordenado por Deltan Dallagnol até 2020, e alcançou dimensão nacional sob a batuta do ex-juiz Sérgio Moro. 

A partir da determinação de uma portaria de 7 de dezembro da Procuradoria-Geral da República (PGR), desde o dia 1 de fevereiro os quatro últimos integrantes da Lava-Jato passaram a integrar o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Com isso, os casos que faziam parte do acervo da Lava Jato serão conduzidos por cinco procuradores alocados no grupo, que contam com nove membros. Além disso, até outubro, outros dez procuradores devem continuar atuando em processos que ainda tramitam na Justiça Federal do Paraná.

“A força-tarefa paranaense deixa de existir, porém alguns de seus integrantes passam a atuar no Gaeco, com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos”, afirmou o MPF, em comunicado.

Outros braços estaduais da Lava Jato também devem acabar. No Rio de Janeiro, a força-tarefa da foi prorrogada somente até o final de março.

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