Aras põe procurador alinhado ao bolsonarismo em secretaria de direitos humanos

Benedito já relativizou mortes provadas por PMs e defendeu reintegração de posse contra indígenas e censura a livros

Jornal GGN – O procurador-geral da República, Augusto Aras, escolheu para comandar a Secretaria de Direitos Humanos e Defesa Coletiva o procurador da República em Goiás Ailton Benedito, ideologicamente alinhado com o bolsonarismo, em contraste com o cargo que ocupará.

A Secretaria cuidará de processos sobre principalmente 3 tipos de assuntos: casos de violência e mortes praticadas por policiais, reintegração de posse que afetam comunidades tradicionais e indígenas e ações sobre censura, como as praticadas por João Doria e Marcelo Crivella, contra livros sobre gênero ou que citam homossexualidade.

Adepto da Escola Sem Partido, Benedito relativiza a violência policial e já defendeu reintegração de posse no contexto em que irá analisar.

Só de procedimentos relacionados à violência policial há 60 abertos, sobre “execuções sumárias; atuação de grupos de extermínio; tortura e execuções em presídios; atuações de milícias e esquadrões da morte, inclusive no campo; e acompanhamento de medidas determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).”

No Twitter, quando da morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, vítima de bala perdida no Complexo do Alemão (a população local afirmou que a PM abriu fogo numa rua movimentada), Benedito disparou: “Laudo da Polícia Civil conclui que será impossível identificar arma que matou a menina Ágatha. Para a militância bandidólatra e democida espalhada na grande mídia, tal conclusão é excelente, porque livra os bandidos e poderá servir para acusar a Polícia Militar eternamente.”

No mês passado, Benedito também criticou nota da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão a respeito de reintegração de possem em assentamento do MST em Caruaru (PE). “A PFDC já pediu aos invasores para desocupar pacificamente a área invadida?”, escreveu.

No episódio em que Crivella tentou recolher um gibi à venda na Bienal por causa de uma cena de um beijo gay, Benedito ficou do lado do censor e chamou a obra de “pornográfica”.

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O secretário tem o dever de orientar diretamente o PGR, elaborando a redação de minutas e petições que serão levadas aos tribunais.

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2 comentários

  1. Tá bom, é mais um cafajeste que conseguiu ser aprovado na sabatina no Senado e se não me engano até com votos de opositores de boçalnaro. E daí um cafajeste nomeia outro e fica tudo por isso mesmo. E daí, quando algum doido passar uma navalha na garganta de um carneiro pro próximo churrasco, vai ser aquele deus nos acuda. Mas infelizmente parece que a imbecilidade tomou conta desse país inteiro, inclusive dentro de hostes oposicionistas. Afinal, onde já se viu confiar no capeta?

  2. Bem, há muito PGR nada significa para a democracia. Então, mais um menos um descompromissado com o direito do cidadão não fede nem cheira.
    Trata-se só de mais uma micose, vai coçar mas passa.

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