Atuação da PM paulista se torna problema para Doria

Governador foi eleito prometendo mudanças na segurança pública, e agora enfrenta oposição dentro da área, onde muitos são alinhados ao bolsonarismo

Foto: Governo do Estado de São Paulo

Jornal GGN – Os debates em torno da atuação da Polícia Militar de São Paulo se tornaram uma dor de cabeça para o governo de São Paulo, ao ponto de o recorde de óbitos por coronavírus em 24 horas chegar a ficar em segundo plano.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, as diversas denúncias de violência policial dos últimos dias levaram o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e sua equipe a anunciarem um novo programa de treinamento da polícia, que acabou por acirrar a relação entre a tropa e as autoridades.

A hostilidade entre Doria e os policiais militares é mais ampla do que o visto em governos anteriores, tanto por conta do histórico de relacionamento entre as forças e o PSDB – a tropa culpa os tucanos pelo arrocho salarial da categoria – além da frustração em torno da política de “atirar para matar” e da promessa de chegar ao segundo melhor salário do país quando, na verdade, o aumento oferecido foi de 5%.

A animosidade também pode ser atribuída ao bolsonarismo: a estratégia adotada por Doria durante a campanha eleitoral casava com o discurso de Jair Bolsonaro e, agora que está rompido com o presidente, Doria passou a condenar os excessos policiais e afastou os profissionais envolvidos, afirmando que eram casos isolados.

Uma parcela expressiva da polícia paulista é alinhada ao bolsonarismo, e policiais chegaram a declarar que o compromisso de Doria com a classe foi uma jogada de marketing.

 

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