Bolsonaro quer afastar radicais e atrair centrão

Para tentar melhorar sua relação com o Congresso, presidente cogita trocas na articulação política; Bia Kicis foi uma das primeiras a perder espaço

Foto: Carolina Antunes/PR

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro pretende realizar mais trocas dentro das vice-lideranças do governo, não só para evitar mais derrotas nas votações dentro do Congresso, como também para se afastar dos bolsonaristas mais radicais.

Auxiliares palacianos ouvidos pelo jornal Folha de São Paulo dizem que a ideia é trocar outros nomes que não votam tão alinhados com o Planalto, e aqueles que não defendem Bolsonaro de forma pública, aumentando o espaço do centrão em tais funções.

A primeira a perder espaço foi a deputada Bia Kicis (PSL-DF), que foi destituída do posto de vice-líder do governo no Congresso depois de votar contra a PEC que tornou o Fundeb permanente – descumprindo a orientação de Bolsonaro.

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Bia Kicis diz que esperava mais consideração do Planalto, e atribui sua destituição ao voto contrário ao Fundeb, em divergência com a orientação do governo.  Embora veja a aproximação com o Centrão de maneira natural, a deputada lamenta sua retirada de tal posição estratégica – além da visibilidade, o vice-líder integra a linha de frente da articulação federal com os outros parlamentares.

Outros fatores tem preocupado com o presidente, que já está preocupado com a campanha de reeleição em 2022, como o baixo crescimento da economia e a perda de apoio nas redes sociais. Desta forma, Bolsonaro tem se afastado de aliados identificados com o núcleo ideológico, embora não cogite rompimentos ou um esvaziamento radical da ala ideológica no governo federal.

 

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