Caixa deixa trabalhadores sem resposta e prorroga trabalho remoto só até dia 17

Com dois dias de atraso, o banco decidiu estender Projeto Remoto. Para entidades da luta pelos direitos trabalhistas, a medida é "fundamental" em meio a pandemia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornal GGN – Após pressão dos trabalhadores, a Caixa Econômica Federal prorrogou o chamado “Projeto Remoto” e permitiu que parte dos seus empregados façam o trabalho de forma virtual e de suas casas até 17 de junho. Para entidades da luta pelos direitos trabalhistas, a medida é “fundamental” em meio a pandemia da Covid-19. 

No entanto, o prazo do projeto esgotou no dia 30 junho e desde então os trabalhadores não tinham uma resposta do banco sobre como ficaria o modo de trabalho. A Caixa só anunciou o novo prazo após pressão de entidades sindicais. 

“Não ter o teletrabalho vai na contramão de tudo. Temos vários estados que estão no pico da doença e o trabalho remoto é essencial para manter o distanciamento social dos empregados, preservando as vidas dos trabalhadores e da população”, disse o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto. 

De acordo com comunicado da Caixa enviado aos empregados, todos os contratos do “Projeto Remoto” vigentes estão prorrogados automaticamente. Para entidades sindicais, a modalidade deve se estender até o fim da pandemia. 

Para a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara, o atraso do banco para a prorrogação do programa foi um desrespeito com os trabalhadores e a prorrogação não deve parar no dia 17. 

“É um absurdo essa atitude da Caixa de deixar o anúncio para a última hora. Os empregados ficam apreensivos e inseguros”, disse. “Chega de desrespeito com os bancários. Queremos que a prorrogação aconteça até o final da pandemia”, completou Uehara.

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1 comentário

  1. Precisava fazer uma matéria completa a respeito do funcionamento irregular deste auxílio emergencial. Além de não está acontecendo dentro de um período mensal (na média tem havido atrasos com as pessoas recebendo com 40 a 50 dias do último recebimento). Enrolando assim, o governo paga 5 parcelas em 8 a 9 meses no total. Parece atraso programado. Fora que com esta história de liberar o valor em uma conta na caixa e a liberação do saque para 20. 25 dias depois, isto afeta ainda mais os que não tem celular ou não sabem lidar com tecnologias, que costumeiramente são os mais necessitados.
    O irresponsável, já notou a importância do auxílio na manutenção da popularidade e parece estar usando o recurso para manter poir mais tempo às custas do desespero alheio.

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