“Círculo de morte”: de 35, apenas nove hospitais funcionam em Gaza

O Hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa de Gaza, também poderá fechar dentro de algumas horas por falta de eletricidade

Norte da Faixa de Gaza está sendo reduzida a escombros antes de possível entrada por terra das tropas israelenses. Foto: Flickr/ONU
Norte da Faixa de Gaza reduzida a escombros. Foto: Flickr/ONU

A retomada dos ataques das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) contra a Faixa de Gaza, na Palestina, após o encerramento do cessar-fogo na última sexta-feira (1), ampliou o caos no atendimento às vítimas palestinas do massacre imposto pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Os centros médicos de Gaza continuam numa situação desesperadora, com apenas nove dos 35 hospitais da cidade ainda operacionais. De acordo com a Al Jazeera, o Hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa de Gaza, também poderá fechar dentro de algumas horas por falta de eletricidade.

Para o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, os israelenses bombardearam e bombardeiam intencionalmente hospitais para os colocar fora de serviço e criar um “círculo de morte” para os feridos.

Segundo o porta-voz da organização, Ashraf al Qudra, Israel também bombardeou várias áreas onde palestinos deslocados se refugiavam perto da Cidade de Gaza, incluindo uma escola, um edifício perto do Hospital Batista e uma praça repleta de pessoas.

Embora os ataques aéreos israelitas continuem a atingir o enclave pelo quarto dia consecutivo após o fracasso da trégua, os hospitais continuam a receber dezenas de corpos.

“Somos inundados por um influxo de corpos”, disse o diretor-geral do Ministério da Saúde de Gaza, Munir al Bursh, à Al Jazeera.

“Todos os nossos hospitais já não podem oferecer qualquer ajuda às vítimas. Todo o nosso equipamento médico foi destruído pelos soldados da ocupação israelense”, acrescentou. “Este é um inimigo militante assassino com um único objetivo: matar civis a sangue frio”, condenou.

Com informações da Al Jazeera e Agência RT

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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