Com vagas disponíveis, hospitais militares negaram internar civis por Covid-19

É o que revela um documento do Ministério da Defesa à CPI da Covid. Pedidos do Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Amazonas e Santa Catarina foram negados

Foto: Alex Ribeiro/Fotos Públicas

Jornal GGN – As Forças Armadas negaram pedidos de estados e municípios para hospitalizar civis por Covid-19 em UTIs e leitos de enfermaria de estabelecimentos militares. É o que revela um documento do Ministério da Defesa à CPI da Covid no Senado, obtido por reportagem da Folha de S.Paulo.

Segundo o jornal, o documento foi assinado pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, em resposta a pedidos do Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Amazonas e a cidade de Xanxerê, em Santa Catarina.

Ao mesmo tempo, planilhas entregues à CPI da Covid mostram que de janeiro a abril deste ano, havia vagas disponíveis nos hospitais militares, mas mesmo assim a pasta do governo de Jair Bolsonaro negou atender civis.

Antes do documento chegar aos senadores, uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) já mostrava que o governo do Distrito Federal havia solicitado vagas, mas os militares negaram. O próprio órgão já havia recomendado que, ao mesmo tempo que consumem um alto custo do Orçamento público – R$ 3,45 bilhões, as vagas ociosas deveriam ser disponibilizadas para o uso de civis em situações de colapso do SUS.

No documento, para justificar a negativa, a pasta alega que a demanda do sistema de saúde militar era alta. Mas, segundo o jornal, um dos pedidos, por exemplo, do Rio Grande do Sul , foi feito em março deste ano e, naquele mês, a ocupação não passou de 65% em 5 dos 6 hospitais militares do estado.

Em Manaus, no pior mês de pandemia, janeiro, quando houve o colapso do sistema de saúde, o Hospital da Aeronáutica disponibilizava leitos.

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