Covid: Governo brasileiro acha “prematuro” debater distribuição da vacina

Não é possível debater logística ou critérios de imunização sem os "detalhes das vacinas", diz o Ministério da Saúde

Jornal GGN – É destaque em O Globo desta quarta (29) a informação de que o governo brasileiro, sob Jair Bolsonaro, acha que é cedo demais para começar a discutir o planejamento da distribuição da vacina contra coronavírus.

O País está testando duas vacinas em fase adiantada: a de Oxford, com a Fiocruz, e a da empresa chinesa Sinovac, com o Instituto Butantan. Em tese, se tudo der certo, o Brasil teria milhares de doses garantidas.

Segundo O Globo, o “Ministério da Saúde informou, por meio de sua assessoria, que o Brasil tem tradição em distribuir 19 tipos de vacinas diferentes pelo SUS, e que esse conhecimento será utilizado no caso do imunizante que deverá existir contra a Covid-19.” Antecipar o debate sobre a distribuição, agora, seria “prematuro”, porque não se conhece os “detalhes das vacinas” para “debater a logística ou os critérios de imunização.”

Ao jornal, Felipe Carvalho, coordenador da Campanha de Acesso a Medicamentos da ONG Médicos sem Fronteiras no Brasil, disse que alguns países, mesmo aqueles com tradição em vacinar, podem enfrentar problemas porque a “logística se soma a uma questão geopolítica, em que países mais ricos estão comprando os primeiros lotes, mesmo que eles talvez não estejam no pico da doença.”

“Fala-se muito da distribuição justa, primeiro para profissionais de saúde e depois para populações mais vulneráveis. Mas é preciso levar em conta grupos com menos acesso à saúde, como comunidades e refugiados, como prioritários”, comentou. “Há um desafio político sobre produção, preço, como os países estão agindo sobre essas vacinas… É uma corda bamba entre a cooperação internacional e o cada um por si.”

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O Brasil tem, hoje, 2.484.649 casos confirmados e 88.634 mortos por Covid-19.

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1 comentário

  1. O cara nomeou uma cupincha inepta para chefiar uma representação do ministério que por ora usurpa no estado de Pernambuco. O milico tem cara de idiota, mas sabe comer pelas beiradas.

    E ainda pagamos pra esses canalhas se formarem, não fazerem chongas e, armados, nos ameaçarem e reprimirem. E, no fim dos seus dias, mamarem uma boa grana do erário. Até bem poucos, até as netas “adotadas”.

    Canalhas!

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