26 de julho de 2026

Dilma Rousseff: “a esquerda terá de discutir com quem defendeu Bolsonaro”

Em entrevista, ex-presidente classifica atual governo brasileiro como “neofascista com programa neoliberal”
A ex-presidente Dilma Rousseff. Foto Leonardo Fernandes/Brasil de Fato via fotospublicas.com)

Jornal GGN – A esquerda brasileira tem a tarefa de se aproximar do povo e daqueles que votaram em Jair Bolsonaro. A afirmação é da ex-presidente Dilma Rousseff, ressaltando a necessidade de se debater a construção de um modelo que atenda aos interesses das pessoas.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Em entrevista ao Deutsche Welle, Dilma afirma que é preciso olhar para os evangélicos que votaram em Bolsonaro. “Nós temos de discutir com aqueles que o defenderam porque acham e acreditam que a questão da segurança no Brasil é a questão central. E nós temos de tratar essa questão”, afirma.

A ex-presidente também abordou a guinada à direita ocorrida com a entrada de Bolsonaro no poder. “No Brasil o que você constata é a existência de um governo neofascista executando um programa neoliberal. Defendem a tortura, os torturadores, dizem que não houve ditadura no Brasil”, afirma.

“[O governo] É capaz de utilizar, de forma absolutamente clara, todos os mecanismos possíveis para perseguir artistas, para desrespeitar educadores, desrespeitar a autonomia universitária, desrespeitar o direito, desrespeitar jornalistas. Eles têm de conviver com isso. Têm de conviver com a defesa da tortura, com a defesa da violência. Têm de conviver com as relações bastante estranhas que existem entre certos segmentos da milícia e setores do governo Bolsonaro”, ressaltou Dilma.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Manoel Júnior

    6 de fevereiro de 2020 7:46 am

    A esquerda ,perdeu o passo e o compasso. Perdeu assim ,da noite para o dia ,ficou de pileque ,embriagada pelo poder , e o samba , que era afinado ,desafinou perdeu o passo. Da linguagem simples e direta,passaram a usar uma linguagem sofisticada ( misógino,xenófobo,etc ) ,que o povo jamais terá acesso ,nunca entenderá. As decisões ,a meu ver passaram a ser tomadas ,em um reduto elitista , hoje abandonado, distante dos anseios da população ,da suas bases,seus fundamentos. Agora distante ,não consegue enxergar a estrada de volta ,o rumo . Está sem a bússola do entrelaçamento popular. O caminho a ser trilhado ,no meu humilde entendimento,será duro ,longo e penoso. Mais ainda ,para o nosso povo sofrido e hoje abandonado. O que fazer? Humildade de aceitar os erros,não perder tempo achando culpados ,mas não joga-los sob o tapete . Pé na estrada ,em busca de novas lideranças ,evangélicas,perfis de rede ,influenciadores digitais de massa ,e fé em Deus. Não percam tempo,mãos á obra ,pois o tempo urge.

  2. César Rocha

    6 de fevereiro de 2020 8:15 am

    Como essa senhora é patética! Só diz platitudes. Certamente ao apadrinhá-la à presidência, Lula cometeu seu maior erro político… Essa senhora deveria se reconhecer à sua insignificância política e meditar quanto à sua fraqueza política no exercício da presidência. Com efeito, o poder, num sistema político republicano, não se exerce de forma decorativa, exerce-o de maneira proativa. Em política, é sabido até pelo vereador, menos votado, da minha minúscula cidade que “quem respira, conspira”. Ademais, numa sociedade movida pelas “lutas de classes” (a violência – física ou simbólica – é decorrência do esgarçar dos antagonismos). Sabendo disso, não é de bom alvitre trazer os inimigos para sua “cozinha” (alianças espúrias para o exercício do poder, prática que o PT se esmerou ao assumir – pelo voto – o Poder maior da República). Eles (os inimigos reais) irão te envenenar mediante o “jogo de cena” da dissimulação midiática (opinião publicada). Em síntese, faltou a essa senhora: carisma político (Max Weber) capacidade de liderança (Nicolau Maquiavel), conhecimento histórico (Karl Polanyi)… Ex post: sabemos (e sofremos) por onde essa história desandou. Foi, pois, uma presidente despreparada, que arrogou a si ser presidenta.

  3. Marcos K

    6 de fevereiro de 2020 9:15 am

    Dilma ainda acredita na democracia….. Como não é mais meu caso eu, particularmente, usaria a guilhotina: simples, rápido, eficiente.

  4. Zé Sérgio

    6 de fevereiro de 2020 9:18 am

    A pseudo Esquerda Brasileira que nuca existiu (2 livros é toda sua teoria, segundo Florestan) se perdeu entre o Saguão do Charles De Gaulle e do JFK. O MEC, obra do Governo Fascista de Golpe Civil Militar de 1930, criou sua Elite em High’s Schools e Harvard. Veja onde mora a Família dos tais Progressistas AntiCapitalistas Anticolonialistas em quem você votou? Com este discurso, cara Dilma?!! Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

Recomendados para você

Recomendados