Editor do Correio Braziliense diz que Brasil fracassou como nação

Em artigo, Carlos Alexandre analisa os diversos responsáveis pela tragédia causada pelo vírus no Brasil, e diz que “país não está nem aí”

Reabertura da feira da avenida Eduardo Ribeiro, que tem o apoio da Prefeitura de Manaus. Foto: Ione Moreno – Semcom/via fotospublicas.com

Jornal GGN – O Brasil decidiu mostrar sua cara pouco mais de três meses depois que o novo coronavírus matou 63 mil pessoas – um indicador que supera (e muito) o total de vítimas por mortes violentas no ano, que oscila em torno de 41 mil segundo dados recentes.

O editor de política do jornal Correio Braziliense, Carlos Alexandre, usou o espaço do jornal para discorrer a respeito do comportamento do país durante a pandemia, e afirma que todo o trabalho dos médicos e profissionais da saúde, além de todas as medidas de cuidado constantemente divulgadas, perde o sentido quando parte da população decide abraçar o vírus.

“Pouco importa se as pessoas ficarem doentes; se morrerem. A morte, a miséria e a desigualdade sempre estiveram presentes no cotidiano brasileiro, muito antes da chegada da covid-19. Não será uma mera gripe que nos despertará o senso de coletivo, que nos aproximará, que encurtará o distanciamento social da realidade brasileira”, diz Alexandre.

“O Brasil de hoje é um país que escolheu os piores caminhos para enfrentar a pandemia. Fracassamos no desafio de agir como nação. Mostramo-nos incapazes de enxergar um propósito coletivo a ser alcançado, que precisa da colaboração de todos. Em vez de se buscar a cooperação, insistimos em alimentar rivalidades. Ficamos restritos à nossa mesquinhez, ao nosso obscurantismo, à nossa arrogância de achar que só têm razão aqueles que pensam como nós”.

Dentre os erros cometidos pelo país, o articulista destaca a abordagem equivocada por parte das autoridades, que priorizou a economia em detrimento das pessoas, além das sucessivas crises políticas. Tudo isso deixou a saúde pública em segundo plano, ao ponto de se achar algum alívio quando a média de mortes a cada 24 horas fica em torno dos 1000 óbitos – equivalente a cinco acidentes da TAM todos os dias.

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9 comentários

  1. Pra mim, o texto do editorial se soma ao que o Pedro Cardoso tem afirmado. Se ser brasileiro é se somar a estes loques fascistas de amarelo e bandeira do brasil, então eu não sou brasileiro. Tenho horror até da idéia de, um dia, ter algo em comum com esta gente. Asco é pouco.

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  2. Nassif: é muita ousadia desse editor. Quem lhe deu o direito de elevar Pindorama à tal categoria? Já imaginou se o Suserano do Quintal onde moramos se melindrar com o tupete? Pode até autorizar os do KhmerVerde apertar a repressão, com cloroquina e arrocho nos Mercados e nos Bancos. Desde meados do Século XIX que os gringos despejam escravos por aqui. Dizem, somos sinônimos de “Senzala”. Seus navios já singravam as águas de VeraCruz com gadohumano, se lixando pro tal BillAberdeen. No escambo, levavam, como agora, commodities etc. A mentalidade, de lá e de cá, continua originária, imutável. Quando muito, muda só a mosca. Portanto, essa de chamar NAÇÃO a um punhadinho de terra cercado de corruptos e bandoleiros por todas as bandas só na cabeça de acadêmico.

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  3. O problema não é como enfrentamos o coronavírus, mas sim como enfrentamos os desafios de um país por fazer, multirracial e multicultural, ocasião em que se pode falar em falta de solidariedade, competição ao invés de colaboração, mesquinhez, obscurantismo etc. O Brasil não falhou como nação. Aqui a metonímia mascara os reais responsáveis, aqueles que, desde o nascer deste país, tinham o dever de pelo menos tentar transformá-lo numa Nação (o que ele nunca foi) e não apenas num Estado. Mas todos sabemos que é muito mais fácil não assumir a própria incompetência e culpar o “povinho que somos” e tirar o deles da reta.

  4. Assistir o vídeo daquelas duas coisas asquerosas, asquerosas em tudo diga-se de passagem , somente me resta o sonho da guilhotina. Esse nojo de gente é muito mais fatal que o Covid. Sem a guilhotina e seu uso constante e altamente educacional por mais sangrento que seja, jamais existirá algo próximo a um nação.
    Obviamente, tudo acima é figurativo. Jamais me passaria pela imaginação algo tão indigno e obra de bárbaros selvagens.

  5. Brasil, país terrivelmente consumido internamente pelo desejo de poder de seus políticos, de sua população fraca e frouxa. A sede de dinheiro neste país é um câncer maldito, a imbecilidade e idiotia da população um espetáculo cômico de mau gosto. Isso nem país é mais.

  6. a imprensa brasileira é cheia de CÍNICOS elevados a décima potência. mais 1 que não assume pelo caos que estamos. haja moleques em forma de adulto.

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