“Esse foi o primeiro ano que o produtor de arroz teve lucro”, diz ministra

A declaração ocorre quando o preço do arroz dispara, com regiões em que os supermercados já parcelam o alimento no cartão de crédito

Jornal GGN – A ministra da Agricultura Tereza Cristina disse nesta quinta (10) que, com Jair Bolsonaro, os produtores rurais tiveram “seus custos cobertos e uma margem de lucro” pela primeira vez “em muitos anos”.

A declaração ocorre quando o preço do arroz dispara – há regiões em que os supermercados já parcelam o alimento no cartão de crédito – sem que o governo Bolsonaro aceite regular as exportações e o preço no mercado interno, usando recursos como os estoques reguladores da Conab.

“Esse foi o primeiro ano que o produtor rural de arroz teve seus custos cobertos e uma margem de lucro. Trabalharam no vermelho muitos anos… Então foi muito difícil a tomada dessa decisão”, disse a ministra. Com a crise do arroz, o governo decidiu zerar a taxa de importação de arroz em países de fora do Mercosul – algo que, segundo a ministra, “incomoda muito o produtor”.

A isenção da tarifa deve abrir caminho para a exportação de arroz dos Estados Unidos e da Tailândia, que produzem um grau mais próximo do que é consumido no Brasil.

“Em meio ao dólar forte frente ao real que dificulta compras externas, as importações de arroz pelo Brasil de janeiro a agosto somaram 373,3 mil toneladas, queda de 26% ante o mesmo período do ano passado, segundo dados do governo”, frisou a Reuters.

A ministra ainda admitiu que a alta no dólar e o aumento da demanda no exterior impulsionaram as exportações de arroz produzido no Brasil, ajudando a elevar o preço no mercado interno. Mas assim como outros membros do governo Bolsonaro, Cristina indicou o aumento do consumo, por causa do auxílio emergencial, como fator de desequilíbrio nos preços vistos nos mercados.

Na noite de quarta (9), Bolsonaro disse que “de jeito nenhum” vai regular o preço do arroz intervindo no mercado. Segundo o ex-ministro Aloizio Mercadante, o presidente é obrigado por lei a fazê-lo, e o PT vai estudar a viabilidade de uma ação judicial.

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