“Famílias dos assassinados pelo impeachment de Netanyahu”, diz cartaz de ato em Tel Aviv

O The Times of Israel noticiou que entre 200 e 300 israelenses reuniram-se nesta sexta-feira (8) para pedir o impeachment do primeiro-ministro

O presidente dos EUA, Joe Biden, ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante visita do norte-americano a Tel Aviv. Foto: Haim Zach/GPO

O The Times of Israel noticiou que entre 200 e 300 israelenses reuniram-se nesta sexta-feira (8) em frente à tenda instalada perto do Knesset, o parlamento do país, local de vigília de familiares dos assassinados e raptados no dia 7 de outubro pelo Hamas, num ato de protesto para exigir a saída do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

“Famílias dos assassinados pelo impeachment de Netanyahu”, diz o texto de um banner, conforme o The Times of Israel. Durante esta semana, a polícia debelou manifestações pacíficas de judeus ortodoxos não sionistas com violência – o grupo tem divergências históricas com o sionismo.

Os protestos (veja imagens da rede X, abaixo) ocorreram após incêndio na tenda da vigília, durante a noite, onde várias pessoas dormiam. Os organizadores da manifestação detalharam que as autoridades estão investigando o incidente e que a instalação possui todas as autorizações necessárias da companhia elétrica.

No evento, relata o The Times of Israel, Ronni Neeman, cuja sobrinha Rotem foi assassinada por militantes do Hamas no festival de música Supernova, em 7 de outubro, pediu a renúncia de todo o governo.

“Como é possível que o primeiro-ministro, sob cuja liderança o maior número de israelenses foram assassinados e feitos reféns, não tenha renunciado?”, perguntou Neeman

Ela acusa Netanyahu de “continuar a semear a divisão” entre os cidadãos e cidadãs insistindo que quem é contra as decisões do governo se coloca ao lado do inimigo.

Antes do início da guerra com o Hamas, Netanyahu enfrentou meses de protestos por causa da sua controversa reforma judicial que dá ao governo uma influência decisiva na escolha dos juízes, limitando o alcance do Supremo Tribunal para revogar leis ou tomar decisões contra o Executivo.

Com informações da Agência RT

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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