Fazendas do grupo de Dantas poderão ser utilizadas para reforma agrária

    Sugerido por Gão

    Do Valor
     
     
    A superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no sul do Pará notificou nesta segunda-feira a Agropecuária Santa Bárbara ((AgroSB), que faz parte do grupo do investidor Daniel Dantas, com o objetivo de vistoriar três imóveis da empresa para fins de reforma agrária. Os imóveis totalizam 21 mil hectares e têm capacidade para assentar cerca de mil famílias.
     
    Os imóveis estavam ocupados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desde 2008. A notificação vai permitir a formalização de processos administrativos visando a possível obtenção das áreas para fins de reforma agrária, o que também deve garantir uma indenização à companhia. A avaliação preliminar deve ser concluída em 90 dias. Tal medida foi fruto de uma negociação coordenada pelo presidente do Incra, Carlos Mário Guedes de Guedes, com representantes da empresa ao longo do último ano.

     
    Estimativas indicam que o hectare na região pode superar R$ 10 mil. O Incra paga pela terra nua por meio de Títulos da Dívida Agrária  (TDAs) e as benfeitorias existentes nos imóveis, em dinheiro.
     
    As fazendas são Cedro, Rio Pardo/Fortaleza e Maria Bonita/Caroço do Olho.
     
    No mesmo dia, a Agropecuária Santa Bárbara  afirmou que “há anos” negocia com o Incra uma “solução amigável para o conflito agrário nas fazendas invadidas da empresa no Pará”.
     
    “A AgroSB não tem conhecimento de qualquer decisão do Incra sobre desapropriação de suas fazendas à exceção da Itacaiúnas, cujo processo de desapropriação está suspenso por decisão judicial pois a propriedade foi considerada produtiva”, destacou a companhia por meio de nota. “AgroSB e Incra buscam solução amigável para as demais fazendas invadidas no Pará.”

     

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    7 comentários

    1. Justiça?

       Eh a devolução de um pouquinho do que o homem do Opportunity ja ganhou do Estado brasileiro. Mas, como DD ja disse ter facilidades la em cima, vamos esperar para ver.

    2. A quem isso irá

      A quem isso irá beneficiar?

      Lembrando que o acórdão do TCU (TC 013.842/2010-2) recomenda que não se faça nenhum tipo de vistoria em áreas invadidas/ocupadas, mesmo com anuência do proprietário.

      Por isso pergunto, a quem interessa essa desapropriação?

       

    3. Aproveita e manda pra lá os

      Aproveita e manda pra lá os “latifundiários” do Maranhão desintrusados da área indígena de 1.160 km2, que será ocupada por cerca de 400 indivíduos nômades. Esses “latifundiários”, não tendo para onde ir, podem agora engrossar caldalosamente a turma do MST.

    4. Não vai dar certo, essas

      Não vai dar certo, essas terras ficam no meio do nada, o MST só gosta de area nobre, com sede, piscina e churrasqueira, na beira do asfalto e com shopping na estrada.

      • Das duas uma: ou não é no meio do

        Das duas uma: ou não é no meio do nada ou não vale 10 mil o hectare.

        Aqui no interior de SP, em lugares nobres acha-se hectar por 20 a 30mil.

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