5 de junho de 2026

´Fogo amigo´ matou quase 10% dos soldados israelenses em Gaza

Conforme as Forças de Defesa de Israel, 20 dos 105 soldados do país morreram devido ao chamado ‘fogo amigo’ e outros acidentes
Veículos blindados em invasão israelense à Faixa de Gaza, na Palestina. | Foto: Forças de Defesa de Israel

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram nesta terça-feira (12) que 20 dos 105 soldados israelitas dados como mortos na Faixa de Gaza, Palestina, morreram devido ao chamado ‘fogo amigo’ e outros acidentes.

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De acordo com o relatório das IDF, ao qual o The Times of Israel teve acesso, 13 soldados foram mortos por fogo amigo devido a erros de identificação em ataques aéreos, bombardeios de tanques e tiros. 

Da mesma forma, um morreu devido a detonações que não tinham a intenção de atingi-lo e outros dois devido a tiros perdidos acidentalmente.

Nessa linha, foi relatada a morte de dois soldados após serem atropelados por veículos blindados israelenses e outros dois atingidos por estilhaços, inclusive por explosivos lançados pelas forças de Israel.

Causa para as mortes

As IDF explicaram que entre as causas dos acidentes acima mencionados está o grande número de forças israelenses destacadas em Gaza desde o final de outubro, problemas de comunicação e tropas exaustas que não prestam atenção aos regulamentos.

Atualmente, no enclave palestino, existem milhares de forças de infantaria, tanques e outras tropas que participam na ofensiva terrestre contra o Hamas e operam nos densos bairros da Cidade de Gaza.

Vítimas palestinas

De acordo com o Ministério da Saúde palestino, em Gaza, o número de mortos em consequência dos bombardeios israelenses contra a Faixa de Gaza aumentou para 18.412, sendo quase a metade crianças. Além disso, mais de 50 mil pessoas ficaram feridas.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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