Giro Econômico GGN: confira os mercados nesta quarta-feira

Em meio às notícias sobre a vacina contra a covid-19 e o avanço da pandemia, mercados acionários nos EUA fecham em queda e avançam na Europa

Foto: Reprodução

Jornal GGN – As negociações no mercado financeiro internacional perderam força nos Estados Unidos e na Europa, enquanto autoridades aguardam o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a covid-19.

Nos Estados Unidos, o mercado financeiro zerou os ganhos vistos anteriormente e fechou o dia em queda, enquanto os investidores acompanham a escalada de casos de covid-19 no país em meio às notícias de uma nova vacina com resultados satisfatórios. Ao final do dia o Dow Jones Industrial Average (DJIA) encerrou em queda de 1,16%, enquanto o índice S&P 500 encerrou em baixa de 1,16% e o Nasdaq Composite perdeu 0,82%.

Segundo analistas ouvidos pelo site Market Watch, o entusiasmo em torno dos avanços sobre a vacina contra o novo coronavírus foi afetado pelos desafios logísticos de vacinar milhões de pessoas, o que levou investidores a reavaliarem seus investimentos em empresas do setor de saúde.

Enquanto isso, levantamento do The New York Times contabiliza 159.431 novos casos de covid-19 no país apenas nesta terça-feira, e pelo menos 1.583 óbitos. Na semana passada, a média era de 158.254 casos por dia, um aumento de 79% em relação à média de duas semanas atrás, com os registros avançando aumentando em 50 estados e territórios.

Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx encerrou o dia em alta de 0,4%, por conta de novas notícias sobre uma vacina contra a covid-19 e dados positivos da economia local, que ajudaram a compensar as preocupações em torno da segunda onda da pandemia na região.

De acordo com a agência de notícias Reuters, as bolsas europeias avançaram com a divulgação dos bons resultados da vacina desenvolvida pela Pfizer, que teve uma taxa de sucesso de 95% e dois meses de dados de segurança, mas a resposta do mercado passou a ser mais cautelosa diante do tempo necessário para a implantação das vacinas, ao mesmo tempo em que novas restrições nos EUA e na Europa e a falta de novos estímulos podem afetar a atividade econômica.

Já o mercado da Ásia não apresentou uma trajetória definida: a perspectiva de avanço dos casos de covid-19 gera perspectiva de realização de lucros, mas alguns mercados se mantiveram com viés de alta por acreditarem que a China deve sofrer menos com novas ondas da doença.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a preocupação aumenta por conta da proximidade do inverno no hemisfério norte. Isso deve levar a novos registros de infecções pelo coronavírus antes que uma nova vacina seja distribuída. Enquanto isso, países como a Coreia do Sul e o Japão aumentaram suas regras de isolamento social. Por outro lado, espera-se que a China consiga identificar locais críticos e isolar essas populações após os bons resultados obtidos na primeira onda da pandemia.

Dentro desse contexto, o índice Xangai Composto fechou em alta de 0,22% e atingiu seu maior patamar desde o começo de março, enquanto o Shenzhen Composto recuou -0,34%. Outro índice que fechou em alta foi o Hang Seng, de Hong Kong, que chegou a 0,49%.

Na outra ponta, o índice Nikkei na bolsa de valores de Tóquio fechou em queda de 1,10%, enquanto a índice Kospi, da bolsa de Seul, subiu 0,26%.

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