Itália iniciará campanha de vacinação contra a Covid-19 em janeiro

O anúncio foi feito neste sábado (21) pelo ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza

Na sexta-feira, o grupo farmacêutico americano Pizer/BioNTech depositou na agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, o pedido emergencial para comercializar a sua vacina. | AFP
da RFI

A Itália iniciará no final de janeiro uma “campanha de vacinação sem precedentes” começando pelos grupos da população mais expostos à Covid-19. O anúncio foi feito neste sábado (21) pelo ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza.

A campanha “ocorrerá até o final de janeiro, quando esperamos receber as primeiras doses destinadas às categorias mais expostas”, declarou o ministro no Congresso de Farmacêuticos italianos, destacando uma “mobilização extraordinária” de agentes de saúde. Enquanto o movimento contra a vacinação conta com vários seguidores na Itália, o ministro lembrou que “as vacinas representam um grande passo adiante na história da humanidade”.

Na sexta-feira, o comitê técnico-científico, organismo público encarregado de assessorar o governo em sua política de combate à pandemia, lembrou que “a presença da agência italiana de medicamentos e das agências reguladoras internacionais nos dá garantias sobre a segurança das vacinas”. No mesmo dia, o laboratório americano Pfizer/BioNTech depositou seu pedido de autorização da vacina desenvolvida em parceria com a empresa de biotecnologia alemã na agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, a FDA.

A mensagem sobre a segurança da vacina foi reforçada depois que um virologista italiano muito presente na mídia nos últimos meses, Andrea Crisanti, disse que eram necessários de cinco a oito anos para produzir uma vacina e ele, particularmente, não tomaria o novo imunizante em janeiro.

Segundo uma pesquisa do instituto Ipsos para o canal de televisão La7, divulgada na terça-feira passada, 16% dos italianos entrevistados afirmam que rejeitarão a vacina que estará disponível em 2021. Na mesma sondagem, 42% afirmaram que irão esperar para se vacinar, para avaliar primeiro sua eficácia.

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Apenas um terço dos entrevistados respondeu que se vacinará “sem dúvida alguma quando [o imunizante] estiver disponível”. Além disso, 58% considera que não haverá doses suficientes para todos.

A Itália, que foi o primeiro país europeu duramente afetado pela primeira onda do novo coronavírus, registrou até agora ao menos 1,34 milhão de casos e mais de 48 mil mortes pela infecção. Nas últimas 24 horas, o país registrou queda no número de infectados – 34.767 novos casos positivos, contra 37.242 na véspera. Mas até poucos dias atrás, epidemiologistas consideravam a doença fora de controle.

Com informações da AFP

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