10 de junho de 2026

Moro culpa Bolsonaro por assinar portaria que favoreceu milícias armadas

Moro diz à imprensa que fora pressionado a assinar a portaria e que não discutiu com Bolsonaro sobre ela porque já tinha outro problema, que era a interferência na PF

Jornal GGN – O ex-ministro Sergio Moro agora diz que foi “pressionado” por Jair Bolsonaro a assinar, às vésperas de deixar o cargo, uma portaria que aumentou a munição disponível para civis e dificultou o rastreamento de armas.

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Em reunião ministerial cujo vídeo foi divulgado pelo Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro disse que a portaria era um “recado” para os “bostas” dos governadores e prefeitos que adotaram medidas contra o coronavírus.

“A portaria elaborada no MD (Ministério da Defesa) foi assinada por conta da pressão do PR (Presidente da República) e naquele momento eu não poderia abrir outro flanco de conflito com o PR”, explicou o ex-ministro Sérgio Moro em entrevista ao Estadão, nesta segunda (25).

No domingo (24), Moro também disse ao Fantástico que fora pressionado a assinar a portaria e que não discutiu porque já tinha outro problema, que era a interferência de Bolsonaro na PF.

Na reunião ministerial, Bolsonaro disse: “Peço ao Fernando e ao Moro que, por favor, assinem essa portaria hoje que eu quero dar um puta de um recado pra esses bosta! Por que eu tô armando o povo? Porque eu não quero uma ditadura! E não dá para segurar mais! Não é? Não dá pra segurar mais.”

O GGN PREPARA UM DOSSIÊ SOBRE SÉRGIO MORO. SABIA MAIS AQUI.

 

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Na “reunião das hemorroidas”, a questão do armamento é “a mais grave de todas”

 

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7 Comentários
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  1. IVETE MARIA CARIBÉ DA ROCHA

    25 de maio de 2020 4:56 pm

    É um escândalo essa resposta de Moro. Quantos atos assinou por pressão?
    O cargo que ele exercia era pago pelo povo e ao povo ele devia servir, não a um chefe fascista e perigoso.
    Moro mostrou sua face covarde, mentirosa, egoista e criminosa, ao se calar diante dos crimes do chefe miliciano.

  2. Rui Ribeiro

    25 de maio de 2020 6:38 pm

    Preferiu emporcalhar sua biografia a abrir outro flanco de conflito com o Bolsa de Bosta
    Tadin

  3. Boeotorum Brasiliensis

    25 de maio de 2020 6:54 pm

    Esse é Moro. Já o adjetivei o bastante, aqui segurarei o impulso. Passo apenas para registrar que Moro, apud Moro, escolheu entre o fogo e a frigideira.
    Em uma analogia extrema podemos dizer que matou uma criança, para evitar o risco de que matassem a sua criança. Matou uma e, na sequência, assistiu matarem a sua. Morrem as duas, mas, como se escusa Moro: “não foi minha a culpa”.
    Escolha de Sofia? Não, né? Só se Sofia fosse uma débil mental ou uma safada.
    Pronto! Não resisti e adjetivei. Mas, também, quer o quê?

  4. AMORAIZA

    25 de maio de 2020 9:24 pm

    A culpa de bozo foi pressionar o moro a fazer tudo o que ele queria.
    Logo ele, o moro, que fiel e leal servia ao seu presidento sem qualquer interesse.
    Se alguém tem realmente culpa é o moro por ter eleito o bozo na esperança de que ia se dar bem.
    Foi bem feitinho pra ele, que agora vai ter tempo de voltar pra casa e trocar aquele seu terno ensebado.

  5. Rui Ribeiro

    25 de maio de 2020 11:19 pm

    Pilatos condenou Jesus Cristo mas a culpa é do Caifás.

    Me poupe, seu Rato

  6. Bo Sahl

    26 de maio de 2020 1:40 am

    Moro como juiz (?) transformou uma operação criminal que poderia ter sido saneadora num dos maiores desastres político-econômicos deste país (com apoio e/ou ordens da míRdia e dos donos desta eterna colônia). Além de ser juridicamente vergonhosa.
    Isto não quer dizer que o “inimigo do meu inimigo não possa ser meu amigo”…
    Pelo menos temporariamente. Como dizia Jack o Estripador, vamos por partes!
    “Pureza” (das crianças?) e eficácia raramente estão juntas.
    Sendo um pouco pragmático, ambos, Moro e Bozo se abocanharam e saíram feridos. Ótimo!
    Não interessa nesta grave crise (politica, econômica e sanitária) quem perdeu mais ou menos.
    O fato é que NESTE MOMENTO (de já longos >500 dias), o mais nefasto está sendo o despresidente. O outro foi antes.
    Então, como águas passadas etc., estou (no momento) com Moro.
    Aí pergunta-se:

    1) Qual a parte da frase: “VOU INTERFERIR! e ponto final!”, seguida de uma olhada para o (então) min. Justiça não foi entendida por alguém, mesmo mínion? (admitir é diferente de perceber).
    2) Quem disse que a REUNIÂO é ou precisa ter ou ser um ou O “crime”? Ela só precisa LIGAR as PROVAS, conter e ser parte do (já farto) CONJUNTO PROBATÓRIO de um crime (da interferência politica/pessoal na PF). E É!
    3) Há outras evidências (anteriores e posteriores) que COMPÕEM tal conjunto probatório: mensagens trocadas, fatos ocorridos e a própria CONSUMAÇÂO DO CRIME, efetivada após e em acordo com todas as evidências levantadas: as mudanças feitas na cúpula da PF e na do RJ.

    Portanto, vamos exigir que este processo vá adiante, sob pena de prevaricação da PGR e sua possibilidade de impeachment pelo Congresso. Isto precisa estar claro para ele!
    Todas as armas precisam ser usadas, de forma legal e inteligente.
    De resto, alongar este ponto com os demais crimes (aí sim) cometidos e/ou evidenciados na tenebrosa reunião miliciana de boteco é também OBRIGAÇÂO da PGR dar início, pois são muitos, múltiplos e já foram comentados por todos, inclusive a míRdia.

    Porém, como estamos no novo braZil, o risco que todos corremos é:
    a) O PGR “parça”, sempre muito “alegre” em receber o despresidente, mesmo sem agenda, pode alongar a “investigação” (precisa mais?) por meses, até que Celso de Mello seja aposentado compulsóriamente. Assim, continua (fingindo que) está cumprindo seu dever.
    b) Aí, Bolsonaro indica um substituto “parça” (até Aras!) para o decano, sempre “fiel e obediente” (isto para ele é o conceito de técnico e “não ideológico”).
    c) TODOS os envolvidos ficam bem: o despresidente, os militares, a PGR e o STF, pois ou o Aras não denuncia ou o “parça” não aceita a denúncia (até por ser mal feita)…
    Todos não! Nós continuaremos sendo cozidos como sapos em banho maria.
    Até a corda arrebentar ou chegarmos em 2022, discutindo nossas apostas eleitorais.
    Para um braZil cada vez mais vendido, predado, destruído e “sem” povo.

  7. Afonso Schroeder

    26 de maio de 2020 11:16 am

    Golpe de estado pelo Congresso Nacional- Os “empresários” não satisfeitos vendo que iam perder a eleição em 2018 o laranja “Moro” prendeu o ex-presidente (Lula) comprovado pela INTERCEPT, todos vemos o engenhoso golpe construído na “areia movediça” ruir. Cadeia já a “Moro”

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