5 de junho de 2026

O desastre do mercado de trabalho em abril, por Luis Nassif

Em relação a jan-mar de 2020 o quadro é devastador. Jan-mar pegou apenas um período de isolamento, contra dois períodos em fev-abr. Em apenas um mês, houve uma redução de 3 milhões de pessoas na Força de Trabalho.

A última PNADM (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Continua) mostra os efeitos devastadores da Covid-19 sobre o mercado de trabalho. A contagem é trimestral. O levantamento se refere ao período fev-abr de 2020.

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Em relação a jan-mar de 2020 o quadro é devastador. Jan-mar pegou apenas um período de isolamento, contra dois períodos em fev-abr.

Em apenas um mês, houve uma redução de 3 milhões de pessoas na Força de Trabalho.

Em relação a um ano atrás, as perdas chegam a 5 milhões.

Um quadro dramático do mercado de trabalho é quando se analisa o comportamento dos desalentados (que desistiram de procurar emprego) de 2012 para cá.Por setores, as maiores perdas foram no Comércio, reparação de veículos, Construção e Serviço Doméstico.

Houve uma melhoria na relação contribuintes da Previdência x força de trabalho, mas por maus motivos: o desemprego afetando especialmente os informais.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. Boeotorum Brasiliensis

    30 de maio de 2020 9:21 pm

    Entenda-se que sob o ponto de vista técnico, a fim de poder medir os diversos e distintos impactos sociais e econômicos do emprego e suas variações, há a necessidade da observação em mais de uma dimensão e usando múltiplas métricas.
    Entretanto, para que a informação alcance divulgação entre todos os grupos de interessados – aí incluído o público – exige-se que seja acessível a todos e não somente a um grupo selecionado de experts.
    O que as pessoas buscam saber são quatro simples números: quantas pessoas estão aptas e dispostas para trabalhar (população economicamente ativa); quantas dessas pessoas estão ocupadas (população ocupada), quantas estão desocupadas mas querendo trabalhar (população desempregada) e quantas desistiram de procurar emprego (desalentados). Somando os desempregados e desalentados temos a ociosidade total que é o mais amplo conceito de desemprego.
    Compara-se isso, por exemplo, com o trimestre imediatamente anterior e com o mesmo trimestre do ano anterior. Pronto. Informação, simples clara, acessível e útil para as pessoas comuns usarem como referência para suas próprias avaliações.
    Quem quer ou precisa de dados mais elaborados vai direto à fonte, não busca em publicações na imprensa. Força de trabalho potencial, subutilizada e outros fatores não agregam nada para o cidadão comum, só confundem.

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