Onyx também se beneficiou de caixa 3 da OAS, diz jornal

Delatores da empresa teriam relatado o esquema sem expor detalhes sobre políticos e partidos favorecidos

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Além de ter “passagem” pelo crime de caixa 2 – já admitido e, na visão de Sergio Moro, reparado – o ministro-chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, também teria sido beneficiado por caixa 3 eleitoral. É o que informa a Folha de S. Paulo deste sábado (9).

O jornal afirma que delatores da OAS relataram às autoridades como funcionava o esquema de doação eleitoral por meio do chamado caixa 3, que teria ocorrido nas campanhas a partir de 2010.

Para não aparecer na lista de doadores da Justiça Eleitoral em alguns casos, a empreiteira utilizava suas prestadoras de serviço para fazer os repasses. As firmas faziam a doação eleitoral pelos meios legais, porém, eram “compensadas” com o superfaturamento dos contratos com a OAS. Em troca, elas ganhavam vantagens na seleção para os serviços e nas formas de pagamento.

“Com isso [o esquema], [a OAS] evitava que seu nome fosse associado a determinados candidatos e ficava livre para ultrapassar limites de repasses impostos pela lei eleitoral vigente naquelas eleições –que proibiam uma companhia de doar mais de 2% de seu faturamento bruto”, explicou a Folha.

Os delatores, segundo o jornal, não entregaram detalhes sobre partidos e políticos que foram favorecidos no esquema. “Mas, nas prestações de contas informadas à Justiça Eleitoral de 2010 até 2014, ao menos 13 das firmas mencionadas somaram repasses oficiais de R$ 5 milhões para 40 candidatos e pelo menos três direções partidárias”, apurou a Folha.

Onyx está nesta lista, com uma doação de R$ 50 mil da empresa Arcoenge em 2010. Marcelo Crivella (PRB), os ex-governadores Sérgio Cabral (MDB) e Tarso Genro (PT), a deputada federal Bruna Furlan (PSDB-SP), que recebeu em 2010 R$ 800 mil de duas firmas (Singulare e Selten), também foram citados pela Folha.

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O PSC, em 2013, teve doações de 3 prestadoras de serviços da OAS, que somam R$ 750 mil. “São elas: Terraplenagem Modolo, Kingstone Construtora e Bertini Comércio.”

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5 comentários

  1. Oba, oba!!!! tem um do PT, prende e arrebenta, oba!! Os outros vamos perdoar pois são amigos do mesmo time, oba!!!! e corrupto amigo é corrupto irrisório não é general?

  2. O atual diretor presidente da LAMSA Sr. José Alberto Beranger Gallo também bancou a publicação de livros e panfletos para eleger o então deputado que supostamente teria implementado a Lei Seca no Rio de Janeiro. A força foi tão grande que até confundiu quem seria o verdadeiro autor da lei se o dep. Hugo ou esse que foi bancado no marketing da Lei Seca. Acabou sendo eleito…

  3. O Onix e toda a cambada do Bozo podem cometer crimes à vontade. O super ministro Moro já perdoou todos eles quando aceitou ser ministro desse desgoverno de laranjeiros, milicianos e fascistas.
    Jogou a toga na lama sem maiores preocupações desde que aceitou perseguir Lula e o PT e acobertar o PSDB com Aécio com 4 malas, Serra 23 mi na Suíça, Aloísio 500 mil e Paulo Preto nas costas, Geraldo Santo com Merendão, Rodoanel, CPTM (Trensalão) etc.
    Aquilo nunca foi um juiz, antes sim um capitão do mato ávido por enriquecer a qualquer custo.

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