Pedido de impeachment de Crivella é derrubado na Câmara do Rio

Governador é acusado de improbidade administrativa por usar funcionários da prefeitura para impedir trabalho de jornalistas nas unidades de saúde da capital

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Jornal GGN – A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro rejeitou nesta quinta-feira, 3 de setembro, um pedido de impeachment contra o prefeito da cidade, Marcelo Crivella (Republicanos), por colocar servidores públicos em plantão nas portas dos hospitais da capital fluminense a fim de impedir o trabalho de jornalistas. Foram 25 votos contra e 22 a favor do processo. 

Dois pedidos de impeachment foram protocolados na terça-feira, 1 de setembro, após uma reportagem publicada pela TV Globo revelar a prática do grupo chamado “Guardiões do Crivella”. No entanto, a votação teve como base o pedido do PSOL. 

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho de Jair Bolsonaro (sem partido), foi um dos políticos que formaram a maioria contra a abertura do impeachment.

Segundo reportagem, o esquema coordenado em grupos do WhatsApp, sendo um deles nomeado de Guardiões do Crivella, contavam com pelo menos 20 funcionários da prefeitura, que eram escalados diariamente para abordar jornalistas e entrevistados e interromper gravações nas portas das unidades de saúde da capital.

O esquema funcionava com duplas de funcionários atentas a entrevistas de repórteres. Assim, quando percebiam a movimentação, eles iniciavam agressões verbais para constranger os entrevistados e interromper as entrevistas.

Com informações da Folha de S. Paulo.

3 Comentários

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paulo ramos

- 2020-09-04 05:00:58

jornalistas da globo que todo dia manipulam,omitem informações,nassif foi censurado ,globo nada,lula foi inocentado no trf1 globo manipulou a noticia,portatanto não vejo o porque desses jornalista repercurtir a pauta da globo

Carlos Elisio

- 2020-09-04 01:24:09

"O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho de Jair Bolsonaro (sem partido), foi um dos políticos que formaram a maioria contra a abertura do impeachment." A bandidagem é unida!

Curto e grosso

- 2020-09-03 23:38:57

Quando você vê, por exemplo, um funcionário lotado em um gabinete parlamentar ou em algum setor do governo em atos pró-governo (que o emprega, é preciso separar Estado e governo) em vez de dar expediente, você pode entender que a prática não é específica do Crivella. Se o engavetamento do impichamento foi um ato político, não significa que quem está envolvido não esteja cometendo um crime. Terá que correr pelo Judiciário. Ele não foi impichado, mas não significa que seja inocente daquilo que é acusado

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