Quarentena faz taxa de reprodução do coronavírus no Brasil cair de 3,5 para 1,4

O isolamento social reduziu a propagação do vírus, mas taxa acima de 1 ainda significa que o crescimento é exponencial

Jornal GGN – A taxa ou número básico de reprodução do coronavírus no Brasil caiu de 3,5 para 1,4. Isso significa que, no início da pandemia em terras tupiniquins, quando o isolamento social não estava em uso, um brasileiro com covid-19 passava o vírus para mais 3,5 pessoas, em média. Após as restrições de mobilidade social, cada dois brasileiros transmitem o coronavírus para outros três.

O valor menor mostra que, de maneira geral, a quarentena tem surtido algum efeito nos estados. Mas o resultado ainda está aquém do esperado. Enquanto a taxa de reprodução permanecer acima de 1, o coronavírus continuará crescendo exponencialmente, com o número de casos dobrando a cada 9 ou 10. Hoje, o País tem mais de 260 mil casos positivos.

O estudo focado no número básico da reprodução foi feito pelo físico nuclear Rubens Lichtenthäler Filho, professor da Universidade de São Paulo (USP), e seu filho, Daniel, médico do Hospital Israelita Albert Einstein. A versão preliminar da pesquisa foi divulgada na última sexta (15) no portal MedrXiv. A informação é do jornal O Globo desta terça (19).

No começo de maio, o Imperial College divulgou um estudo centrado no Brasil, avaliando que a quarentena no País não tem sido rigoroso como foi na Ásia ou na Europa. Nas duas regiões, o engajamento da sociedade colocou a taxa de reprodução abaixo de 1.

A título de exemplo, enquanto na região da Lombardia, na Itália, a quarentena fez a mobilidade social cair 75%, no Amazonas e São Paulo, “a redução máxima observada foi de apenas 18% e 21%, respectivamente.”

O Estado de São Paulo não descarta decretar lockdown se a taxa de isolamento social não subir acima dos 50%. Nesta semana, o governador João Doria e o prefeito Bruno Covas anunciaram a antecipação de feriados para manter as pessoas em casa.

Para o Imperial College, com taxa de reprodução do vírus acima de 1, “a transmissão permanece descontrolada” e “na ausência de medidas mais rígidas que levem a novas reduções de mobilidade, o crescimento da epidemia continuará.”

Imperial College: Brasil está no início da pandemia e deve ser mais “rigoroso” no isolamento

 

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