Resumo semanal: teto de gastos, recuperação europeia e queda de taxas são destaque

Veja um apanhado dos principais acontecimentos no Brasil e no mundo que ocorreram na última semana!

BRASIL

Índices de preço em queda

Quedas acentuadas nos preços administrados ocasionaram o recuo atual do IPCA. O preços livres, por sua vez, mantiveram certa resistência, mesmo sendo mais susceptíveis à desaceleração econômica. Há ainda perspectiva de que haja retração de 11% na safra de grãos do país. Os efeitos da apreciação cambial em 2015 acabaram com os principais fatores de pressão da inflação.

PEC 241 é aprovada na Câmara

A PEC 241, que propõe teto de gastos, foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados. Com 366 votos a favor e 11 contra, além de duas abstenções, a PEC pode significar mais controle nas despesas do governo. A aprovação pode ser entendida como uma conquista do presidente Michel Temer. Entre outras coisas, o otimismo abre mais espaço para a votação da Reforma da Previdência que deve ocorrer em breve.

Baixa da Selic é aguardada

Na sexta-feira, dia 14 de outubro, a Petrobras anunciou redução de 2,7% no valor do diesel e de 3,2% na gasolina. A informação colabora para reforçar as apostas na queda da taxa Selic, o que muitos acreditam que poderá acontecer na semana que vem. Caso a taxa se mantenha em 14,25% a.a., há possibilidade de ocorrer volatilidade nos mercados. Essa movimentação vem sendo evitada pelo Banco Central e seu presidente, Illan Goldajn.

MUNDO

Nos EUA

Em setembro, os dirigentes do FED (Federal Reserves) deixaram a entender que há perspectiva de elevação das taxas de juros de curto prazo, mas não esclareceram quando isso iria acontecer de fato. Se o mercado de trabalho mantiver a melhora e a atividade econômica permanecer se fortalecendo, a elevação da taxa pode ocorrer ainda este ano. Todavia, alguns especialistas preferem aguardar por evidências mais concretas de que a inflação vá caminhar rumo à meta de 2%.

Em relação ao mês anterior, o índice de preços ao produtor (PPI) apresentou alta de 0,3% em setembro, segundo informações divulgadas pelo Departamento do Trabalho norte-americano. O Departamento de Energia (DoE) dos EUA teve o primeiro crescimento verificado nas últimas seis semanas no estoque de petróleo bruto. Porém, houve redução maiores do que o previsto nos estoques de gasolina e de destilados.

Na Europa

Foi registrado superávit comercial de 23,3 bilhões de euros, algo em torno de US$ 25,7 bilhões, em agosto na zona do euro. O valor é maior que o saldo positivo averiguado em julho e corresponde ao primeiro aumento desde abril. Ainda na zona do euro, as exportações da cresceram 2,3% no comparativo com agosto. Deste modo, a queda que ocorreu em julho foi revertida. As importações, por sua vez, subiram 0,9%.

Na Ásia

As exportações chinesas vivenciaram forte queda anual de 10% em setembro. As importações também caíram, chegando a -1,9%. O superávit comercial da China diminuiu em setembro, fechando em US$ 41,99 bilhões. São mais de 10 bilhões a menos do que o mês anterior, que teve saldo de US$ 52,05 bilhões.

O índice de preços ao consumidor (CPI) da China cresceu 1,9% em setembro, na comparação com o mesmo mês em 2015. Isso corresponde a um avanço anual de 1,3% em agosto. O índice de preços ao produtor (PPI) chinês também subiu em setembro, chegando a 0,1% a mais que setembro do ano passado.

 

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