Toffoli pode assumir lugar de Celso de Mello na Segunda Turma do STF, sinalizando derrotas para a Lava Jato

Jornal diz que articulação para garantir Toffoli na Segunda Turma está em curso. Outro ponto pesa a favor: evitaria que o novo ministro indicado por Bolsonaro seja constrangido

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Apesar de Luiz Fux, um entusiasta e homem de confiança da Lava Jato, estar perto de assumir o Supremo Tribunal Federal, com o fim da presidência de Dias Toffoli, a avaliação de membros do Ministério Público Federal é que a operação vai sofrer derrotas em série nos próximos meses.

Isso porque, em setembro, chega a aposentadoria compulsória do decano Celso de Mello. Com isso, a Segunda Turma do Supremo – que hoje já tem imposto algumas derrotas à Lava Jato – pode receber um novo ministro. E a articulação, segundo a Folha desta segunda (7), é para que Toffoli seja o substituto de Celso de Mello no órgão.

Dessa forma, haveria maioria para votar contra a operação dentro da Turma. A composição ficaria assim: Gilmar Mendes, Toffoli e Ricardo Lewandowski pelo lado do garantismo, e Cármen Lúcia e Edson Fachin, se não mudarem suas posições, continuariam votando a favor da Lava Jato. Atualmente, com Celso de Mello afastado por questões de saúde, a Turma tem empatado em várias questões e, em alguns recursos, o empate favorece o réu.

Folha ainda destaca que essa articulação tem outro peso a seu favor: evitar o constrangimento precoce do novo ministro que será indicado por Jair Bolsonaro para o lugar de Celso de Mello.

A Segunda Turma é o colegiado onde há julgamentos relacionados ao caso Queiroz, que atinge a família Bolsonaro. Se Toffoli assumir a vaga de Celso de Mello, no órgão, “o novo integrante do STF não precisaria enfrentar o constrangimento de analisar tema que afete quem o escolheu para a vaga”, diz o jornal.

A Segunda Turma deve julgar também os dois habeas corpus apresentados pela defesa de Lula sobre a suspeição de Sergio Moro e dos procuradores de Curitiba. Este julgamento pode fazer as três ações penais contra o ex-presidente, no Paraná, regredirem à estaca zero.

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