10 de junho de 2026

Uma relação macunaímica, por Francisco Celso Calmon

Caminharemos até onde as nossas pernas não aguentarem mais, nossos herdeiros continuarão a caminhada para mostrar ao povo que não deve se calar.
Carybe

Uma relação macunaímica

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por Francisco Celso Calmon

Até que ponto chegarão as relações políticas cujos fins justificam os meios?

Se o objetivo é formar um governo de centro-direita, para recompor o Estado democrático anterior ao golpe de 2016 e ao bolsonarismo, então, esses meios estão consoantes, concordemos ou não.

Mas sem exagero, menos…

O Alkmin pode ser o companheiro de chapa do Lula, mas ser companheiro do PT e dos militantes de esquerda não é e não será, salvo se arrepender-se de tudo que fez aos movimentos sociais em São Paulo e tornar-se um verdadeiro democrata e fazer parte daqueles que compartilham o pão.  

Nessa toada macunaímica chegarão a exorcizar a Justiça de Transição, esquecer o passado e absolver os agentes das graves violações dos Direitos Humanos?

Não! Não permitiremos. Enquanto sobrevivermos, enquanto nossos filhos e netos mantiverem as nossas memórias, lembraremos e lembrarão dos crimes cometidos pela ditadura, para que a impunidade não prevaleça sobre a justiça.

Caminharemos até onde as nossas pernas não aguentarem mais, nossos herdeiros continuarão a caminhada para mostrar ao povo que não deve se calar.

Os nossos companheiros que tombaram nos deixaram saudades e também o compromisso de jamais nos calar – LEMBRAR PARA NÃO REPETIR.

Não foi bem digerido por muitas e muitos filiados do PT a Gleisi chamar o Alkmin de companheiro, porque ela representa o PT, e para o partido ele não é parceiro do ideário petista.

Se o mundo andar pra trás

Vou escrever num cartaz

A palavra rebeldia (Fala uma música, Utopia, Composição: Jonatathan Silva)

Se a palavra companheiro ficar promíscua, sugiro passarmos a nos tratar somente por camaradas.

Camaradas da luta de classes, caminhemos sem nos quedar!

Francisco Celso Calmon, coordenador do canal pororoca e ex-coordenador nacional da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected].

Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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4 Comentários
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  1. José Luiz Saavedra baeta

    9 de abril de 2022 7:32 pm

    Sim Calmon tem razão é um alia para ter a qualificação de companheiro precisa Aprender a dividir o pao

  2. José Luiz Saavedra baeta

    9 de abril de 2022 7:47 pm

    Calmon tem razão no que escreve o ex governador é um importante aliado na luta pela democracia em nosso país . Para ser chamado de companheiro tem uma caminhada que se inicia apreendendo a dividir o pão. Ditadura nunca mais!
    Jose Luiz Saavedra baeta

  3. André calmon

    9 de abril de 2022 7:47 pm

    Muito bom o artigo concordo com a ideia

  4. José Luiz Saavedra baeta

    9 de abril de 2022 8:14 pm

    Calmon tem razão em sua análise .o ex governador hoje é um importantíssimo aliado na luta pela democracia, para ser chAmado de companheiro é necessário uma caminhada e aprender a dividir o pão.
    Ditadura nunca mais
    Jose Luiz Saavedra baeta

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