Chevron, a aventureira do Petróleo, por André Araújo

Por André Araújo

Essa empresa, uma das Sete Irmãs originais do petróleo, foi fundada em 1876 por californianos, um pessoal por definição aventureiro em um Estado que nasceu com a busca do ouro. Comprada em 1885 pelo lendário John Rockefeller, fundador da Standard Oil, teve que ser separada do truste dos Rockefeller por determinação do Sherman Antitrust Act de 1911, tornando-se então independente com o nome de Standard Oil Company of California, com sede em San Francisco. A empresa sempre teve no seu DNA um espírito aventureiro, muito diferente da Standard Oil of New Jersey, a mãe de todas as empresas do grupo Rockefeller. A Standard of New Jersey (hoje Exxon Mobil) foi criada pelo velho sovina contador de tostões que detestava o risco da exploração e fez sua fortuna com refino, transporte e distribuição. Rockefeller achava que exploração era negócio para malucos e aventureiros, preferia o negócio seguro do refino e distribuição.

A Standard Oil of California desde os anos 20 operava em parcerias com a The Texas Company, conhecida como TEXACO, também aventureira e que investia em exploração, as duas eram conhecidas como “As gêmeas piratas”.

A TEXACO foi uma das três pioneiras do petróleo venezuelano, descoberto durante o governo de Juan Vicente Gomez, “El Bagre” o Tirano dos Andes, juntamente com a Shell e a Esso.

A Standard of California começou a usar o nome CHEVRON para algumas redes de postos em 1926 mas não como nome da companhia. Em 1933 obteve concessões na Arábia Saudita, novo reino onde ninguém imaginava que havia petróleo, anteriormente uma província do Império Otomano, onde se deu bem como pioneira do óleo saudita.

Em 1938, descobriu petróleo na península arábica, a maior reserva do planeta. Criou a ARAMCO-Arabian American Oil Company, hoje a maior empresa de petróleo do mundo, controlada pelo governo saudita mas com contratos de prestação de serviço com a Chevron, os velhos laços se mantém apesar de agora em outro modelo.

A Chevron fez duas grandes aquisições que a fizeram dobrar de tamanho, ambas com operações no Brasil. . Em 1989 comprou a Gulf Oil, da família Mellon e em 2000 compra sua antiga parceira, a TEXACO por 45 bilhões de dólares.

A Chevron tem um mega projeto de gás na Austrália, o Gorgon Gas Project, um vasto conjunto de poços de produção, plantas de liquefação, gasodutos e portos, onde está investindo 47 bilhões de dólares.

A Chevron tambem tem grandes explorações na Nigéria, em Angola e especialmente no Cazaquistão, onde é a maior acionista do Caspian Pipeline, o oleoduto e gasoduto que leva a produção do Cazaquistão para os mercados europeus.

Na Indonésia é dona do conjunto de usinas geotermais, que extraem vapor a partir de poços de água quente e que fornecem energia (1.273 MW)  para a capital da Indonésia, Jakarta.

A Chevron tem muitas usinas a gás nos EUA e vende energia para as distribuidoras, também tem essas usinas em outros países como Paquistão, Singapura e Tailândia.

Na distribuição tem 19.500 postos em 84 países, na energia renovável é a maior produtora de energia solar na California (2.000 MW), esá investindo US$2 bilhões por ano em energias alternativas, especialmente petróleo de xisto (shale oil) sendo dona de processos novíssimos e que causam menos danos ambientais do que o processo conhecido até o começo do Século XXI.

A CHEVRON tem duas operações importantes na América do Sul. Na Venezuela é uma das principais concessionárias da reserva da Franja do Orinoco, a maior do mundo com 290 bilhões de barris, que explora em sociedade com a PDVSA e na Argentina assumiu a gestão da maior petrolífera do País, a YPF, que foi estatizada pela Presidente Kircher depois de ter sido privatizada no governo Menem para a espanhola REPSOL, que está processando o governo argentina e a CHEVRON, esta por ter se tornado cúmplice da reestatização ao assumir a gestão em nome do Estado argentino.

O histórico da CHEVRON mostra que a empresa faz qualquer negócio, não tem medo de assombração.

Seu lucro em 2014 foi de US$ 26 bilhões para vendas de US$257 bilhões, margem de 10%, nada mau, o que fez seu valor de mercado atingir US$240 bilhões.

Hoje a sede da CHEVRON é em San Mateo, na Califórnia, em um campo verdejante de 40 hectares mas sua subsede em Houston, uma torre de 50 andares é onde estão seus principais escritorios.

A ex-Secretária de Estado Condolezza Rice fez parte do Board da Chevron logo que saiu do governo Bush.

O caráter aventureiro da CHEVRON está no seu DNA, se lhe oferecessem para gerir a PETROBRAS aceitaria na boa.

Andre Motta Araujo

Advogado, foi dirigente do Sindicato Nacional da Indústria Elétrica, presidente da Emplasa-Empresa de Planejamento Urbano do Estado de S. Paulo

25 Comentários

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  1. Ok, estamos a caminho de tê-la por aqui, é isso?

    Aventureiros já os tivemos/ temos, estamos acostumados a eles desde 1530, com as expedições exploradoras- e até antes- com consários e piratas.

    Que faremos contra isso agora?

    1. Ja a temos por aqui há mais

      Ja a temos por aqui há mais de cem anos, com a marca TEXACO e hoje produz  no Brasil um dos lubrificantes mais conhecidos, o HAVOLINE, tambem está com duas concessões off shore no Ceará e uma na Bacia de Campos.

  2. Esse texto é da seção de humor do blog?

    Há dezenas, centenas e talvez até milhares de empresas espalhadas pelos quatro cantos do mundo e das quais se pode dizer que a ”aventura” está ou esteve em seus respectivos DNAs. 

     

    Muito mais aventureiras foram, por exemplo, a Companhia das Índias Ocidentais e a Companhia das Índias Orientais, criadas para saquear recursos naturais mundo afora, há quase 400 anos. Eram empresas com capital dividido em ações, ações essas que já eram negociadas nas bolsas de valores da época. 

     

    Ou seja, essa ode à Chevron, além de rasgação de seda pura e simples, é apenas um oco exercício de bajulação. Desconsidera a existência de centenas de outras histórias e estórias do meio empresarial surgidas nos últimos 562 anos (fim da Idade Média e início da Idade Moderna). 

     

    A pérola do texto vem no último parágrafo, ao dizer que graças ao ”espírito aventureiro” da Chevron, ela assumiria a Petrobras sem problema algum. Ora, qualquer empresa de petróleo do globo terrestre assumiria a Petrobras com todo o entusiasmo do Universo! 

     

    Não é preciso ser nenhum gênio para saber que qualquer empresa do mundo assumiria com total alegria e ”aventura” o controle da Petrobras, da PDVSA ou da Saudi Aramco. Isso é o óbvio ululante. 

    1. Meu caro Diogo, quem faz uma

      Meu caro Diogo, quem faz uma biografia de individuos ou monografias sobre  empresas NÃO  está elogiando e não fazendo nenhuma ode, está descrevendo um fato, assim como o zoologo descreve um animal ou o geologo um mineral.

      Eu aqui no blog fiz mais de cem artigos sobre empresas historicas, do ponto de vista do interesse para a sociedade.

      Existem sim milhares de empresas aventureiras mas só Sete Irmãs do petroleo que dominaram esse mercado no Seculo XX, portanto a Chevron não é uma empresa qualquer.

      Quanto à Petrobras é claro que fiz uma ironia mas engaa-se voce em achar que qualquer empresa de petroleo teria interesse na Petrobrás. O ESTRAGO monumental que a Lava Jato fez na reputação da empresa a tornou hoje um alvo muito menor do que foi no passado, hoje é considerada uma EMPRESA PROBLEMA assim como a PDVSA e multinacionais geralmente não querem comprar problemase.

  3. go-go mentality

    Ótimo texto Andre, faço apenas uma correção sobre a disputa da Chevron com a Repsol.

    No comecinho do ano passado o governo argentino e a empresa espanhola resolveram a disputa sobre a expropriação dos 51% da YPF: em troca da compensação de US$ 5 bilhões a Repsol também aceitou retirar as duas ações contra a Chevron que corriam nos EUA e na Espanha.

    Quanto à ousadia exploracionista da Chevron, poucas grandes petroleiras partilham o mesmo nível de go-go mentality, que é mais comum às independentes (como no caso da BG no Brasil). Dentre as super-majors a mentalidade da Exxon é a do businessman, da BP a do diplomata e da Shell a do intelectual.

    1. Parabens pelo nivel de seu

      Parabens pelo nivel de seu comentario. As empresas tem ALMA, tem seu DNA proprio, a Exxon Mobil empresas-base do grupo Rockefeller, a Exxon é a antiga Standard of New Hersey e a Mobil é a antiga Standard of New York, depois Socony Mobil, tem o perfil de empresa conservadora da Costa Leste, ja a Chevron tem o espirito californiano, que é o americano mais improvisador e menos amante das regras, isso depois de mais de cem anos se mantem.

    1. Não. A Atlantic Richfield

      Não. A Atlantic Richfield Corporation era uma companhia independente, foi vendida a British Petroleum e esta a revendeu a outra independente, a Tesoro Petroleum, de San Antonio, California, que nada tem a ver com a Chevron.

    1. Daniel, eu não estou sabendo

      Daniel, eu não estou sabendo desse interesse no pre-sal, as petroleiras americanas está saindo da exploração de combustiveis fosseis e indo para energias alternativas como solar, geotermal, biomassa, tambem no xisto (shale oil) a Chevron por exemplo é uma das pioneiras. A exploração off shore está sendo demonizada em todo o mundo por causa dos riscos ambientais, as multas em caso de vazamento são enormes, a propria Chevron pagou à ANP 130 milhões de dolares por 3.000 barris vazados na Bacia de Campos.

  4. E se – passadas as

    E se – passadas as turbulências golpistas de delegados aecistas, de procuradores fanfarrões e de juizecos que aceitam bajulações da mídia – a Chevron for oferecida à Petrobrás? A empresa brasileira aceita gerir a empresa estadunidense encampada? Sinto muito, André; mas neste artigo bajulatório você NÃO convenceu ninguém.

  5. Não precisa nem oferecer a

    Não precisa nem oferecer a empresas estadunidenses para gerirem recursos brasileiros, elas já o fazem através de seus agentes, uns remunerados, outros por pura babação de ovos, mesmo. Capataz gosta de ficar bem na fita com o latifundiário, sabe como é?

    – “Melhor comer migalha que cai da mesa do ‘chefe’ do que fazer meu próprio pão, bró!”

     

  6. … bem informado?

    Puxa!!!!…

     

    “… na Argentina assumiu a gestão da maior petrolífera do País, a YPF, que foi estatizada pela Presidente Kircher depois de ter sido privatizada no governo Menem para a espanhola REPSOL, que está processando o governo argentina e a CHEVRON, esta por ter se tornado cúmplice da reestatização ao assumir a gestão em nome do Estado argentino…”

     

    A Repsol não está processando o governo argentino… já foi acordada e paga.

     

    A Chevron tem acordo para a exploracão de “Vaca Muerta” (que tem gas para mais de 400 anos)…

     

    Não coloco nenhum link porque o amigo AA tem – estou seguro disso – capacidade de acessar  buscas no google ou consultar a amada – dele, digo – La Nacion (Será La Tribuna de doctrina?).

    1. Não está mais processando mas

      Não está mais processando mas processou e dentro do processo se fez um acordo. Processou tambem a Chevron nos EUA, os dois fatos existiram, se não existem mais mesmo assim deve-se registrar no historico da companhia.

  7. ???

    Se não é esta a empresa (Chevron), qual é o interesse do sr. Senador da República do Brasil, por São Paulo? E a urgência, que o tornou amigo de infância do Eduardo Cunha ? Deve ser pq a Petrobrás está baratinha, né ? Quem a barateou tanto ? Quem barateou tanto o petróleo ?

    E a minha vã filosofia fica entre os mistérios do céu e da terra !

    1. Boas questões, Lenita. Posso

      Boas questões, Lenita. Posso acrescentar mais umas?

      Porque precisamos da Chevron? Para que? Temos cacife (poder) para liderar a relação entre nós e essa empresa de forma a tirar dela tudo o que queremos, e mais, dando a ela um mínimo para que se mantenha interessada na relação? Podemos controlá-la e submetê-la aos nossos interesses?

      Digo da Chevron mas pode ser qualquer outra empresa do mundo… Temos que ser como os EUA: visarmos sempre e agressivamente nossos próprios interesses, ver o que é bom e o que é mais lucrativo para nós, é isso? Como tá na moda dizer, “não há almoço gratis”, não é mesmo? Competitividade é uma boa mas não vejo porque competir para termos o que já é nosso, porque por o nosso em disputa.

      1. Renato

        O “pobrema” é que tem alguns que vendem até a alma para o demônio, Não é ? Como o “dígno ” senador Serra, que é tão vira-lata, que não acredita nos brasileiros, só nos irmãos do norte.

  8. Fim do uso dos hidrocarbonetos

    The Fossil Fuel Energy Industry Is Now Entering Terminal Decline

     

    Originally published on RenewEconomy.
    By Paul Gilding

    fossil-fuel-future-e1436749084990It’s time to make the call – fossil fuels are finished. The rest is detail.

    The detail is interesting and important, as I expand on below. But unless we recognise the central proposition: that the fossil fuel age is coming to an end, and within 15 to 30 years – not 50 to 100 – we risk making serious and damaging mistakes in climate and economic policy, in investment strategy and in geopolitics and defence.

    I’ve written previously about 2015 being the year the “Dam of Denial” breaks, referring to the end of denial that climate change requires urgent, transformational economic change. While related, this is different. It is now becoming clear we’ve reached a tipping point where fossil fuels will enter terminal decline, independently of climate policy action.

    Given climate policy action is also now accelerating, fossil fuels are double dead. To paraphrase Douglas Adams, “So long and thanks for all the energy”.

    I understand this is a very big call, especially in regards to timing. There are many drivers that lead me to this conclusion, but it’s their integrated impact that makes me so confident.

    Think of energy like you think about an iPhone

    The first and most important driver is the argument I first made early in 2014, in a paper with RenewEconomy editor, Giles Parkinson. For over 100 years, energy markets have been defined by physical resources, supplied in large volumes by large, slow-moving companies developing long-life assets in the context of slow-moving shifts in markets.

    The new emerging energy system of renewables and storage is a “technology” business, more akin to information and communications technology; where prices keep falling, quality keeps rising, change is rapid and market disruption is normal and constant.

    There is a familiar process that unfolds in markets with technology driven disruptions. I expand on that here in a 2012 piece I wrote in a contribution to Jorgen Randers book “2052 – A Global Forecast” (arguing the inevitability of the point we have now arrived at).

    This shift to a “technology” has many implications for energy, but the most profound one is very simple. As a group of technologies, more demand for renewables means lower prices and higher quality constantly evolving for a long time to come. The resources they compete with – coal, oil and gas – follow a different pattern. If demand kept increasing, prices would go up because the newer reserves cost more to develop, such as deep sea oil. They may get cheaper through market shifts, as they have done recently, but they can’t keep getting cheaper and they can never get any better.

    In that context, consider this. Renewables are, today, on the verge of being price competitive with fossil fuels – and already are in many situations. So in 10 years, maybe just five, it is a no-brainer that renewables will be significantly cheaper than fossil fuels in most places and will then just keep getting cheaper. And better.

    Then we add in electric cars, which are now on the same path – converting a staid, slow moving industry (traditional auto companies like GM) into a disruptive technology-driven one (innovators like Tesla). Electric cars will accelerate the end of fossil fuels by joining with renewables to create a system shift, both directly by using clean power to charge them and indirectly by driving battery costs down to create storage for distributed renewables.

    This all then unleashes competition across sectors bringing new players to old industries. For example utilities facing the much discussed death spiral triggered by solar, will find the motor vehicle fuels market very appealing. This would then unleash a huge political and commercial driver for growth in electric cars with the utility sector providing infrastructure to use their product, locking in customers with long-term supply deals backed by renewable power and lobbying for electric cars (to also protect the grid).

    Within a decade, electric cars will be more reliable, cheaper to own and more fun to drive than petrol-fueled cars. Then it will just be a matter of turning over the fleet. Oil companies will then have their Kodak moment. Coal will already largely be gone, replaced by renewables.

    The incumbents won’t respond in time. They are steeped in their analysis that they are the underpinning foundation of the economy – which of course they have been. This is so deeply ingrained in their worldview they can’t see their error. Energy is the essential foundation of the economy, but we now have a better, cheaper way of producing energy.

    Fast beats slow

    One of key competitive advantages the fossil fuel industry has had is the huge capital, complexity risk and high level engineering skills required to develop them.

    This has two impacts. Firstly it created huge barriers to entry in the market – a disruptive entrepreneur can’t build a coal power station, drill in the deep ocean, buy an oil tanker or develop a coalmine. They can play on the edges, like shale gas, oil trading or mineral exploration, but they can’t play the main game. Secondly the industry has had huge incumbency power – it’s very expensive and politically hard to consciously and deliberately close down such a powerful industry and replace it. Thus action on climate change has stalled for decades.

    Both of these benefits are gone when you combine “energy as a technology” with most growth in energy demand being in developing economies.

    With renewables already competitive today without subsidy in some markets and the above trends playing out, it is inevitable that before long – maybe a decade – virtually all new electricity generation will be from renewables. Add in the need to be clean – not just for climate change reasons but for local air quality – and the choice developing countries will face will be between large, old, dirty, hard to finance infrastructure that requires heavy government support or small scale, easy to finance, more convenient, popular and clean energy and transport that will get even cheaper over time. Tough choice?

    So the very thing that the fossil fuel industry had relied on for its growth – the rapidly expanding need for energy in the developing world – is the very thing that will drive the competition to wipe them out.

    Implications

    It’s hard to know where to begin with what this all means, because this really does change everything. Of course no one can accurately forecast the dates involved. But the assumptions pretty much everyone’s working with – that without policy intervention the energy system will be dominated by fossil fuels in 2050 and beyond – is frankly delusional. How could an incumbent, unpopular and dirty technology with increasing prices beat a disruptor that is cleaner, better, lower risk and falls in price every year?

    Once you accept that, whether we stop burning fossil fuels in 15 years or 30 years is important, but it’s not the main question because either way it’s a very different outcome than most are planning for.

    As I argued in early 2014, in Carbon Crash – Solar Dawn, the industry’s condition is terminal and once everyone wakes up to that reality, it will die faster because the market will discount it, taking away capital and shifting it to the future winners. This process will drive scale deployment and innovation of renewables while denying capital to fossil fuels, constraining their options.

    Then the only logical strategy for fossil fuel companies will be to get their depreciating assets out of the ground as fast as possible and invest zero in exploration and development, instead paying out spare cash as dividends to shore up their stock price. With everyone doing this, prices will fall, chasing the declining market, undermining the value of the fossil fuel industry, and reducing its political influence further.

    All businesses, like humans, fight death. And fight they will, with all the considerable power they have. So it will be messy and chaotic, and not consistent around the world. But in the end, the fossil fuel giants have no strategy that involves fossil fuels which makes any business or economic sense.

    Other companies like utilities and auto companies, meanwhile, have great options – like taking away a large share of the oil industry’s market with renewable powered electric cars. They know that today we spend around twice as much on motor transport fuel as we do on electricity.

    But big oil versus big utilities aligned with big auto is not the only disruptive impact for investors. There’s a whole range of industries that will benefit and join the party that will dance on the grave of fossil fuels: battery manufacturers, copper and lithium miners, electronics producers, software developers, electric engine makers, smart grid builders and, of course, solar and wind power manufacturers, installers and financiers. Shell and Exxon don’t see Google and Apple as competitors, which is just why incumbents so often lose. In combination, these forces will unleash the predictable pattern of technology driven market disruption.

    If you think this is all far into the future, think again. In the USA, coal companies have lost around 75 per cent of their value in the past few years, while the Dow Jones went up nearly 70 per cent! And electric car maker Tesla, producing less than 40,000 cars per year, is valued at over half of GM, which produces 9 million cars per year! The market can smell death and knows that fast beats slow.

    For climate advocates and policy makers, nothing changes in their approach, but everything changes in the result – and their level of confidence and influence.

    With fossil fuels on the run, that industry’s support will evaporate. Governments are much more inclined to regulate when what they seek is already happening, but needs speeding up. So as fossil fuels are falling off the cliff, governments will give them a kick so they can claim credit.

    Climate advocates, whose main challenge is speed of action, don’t need to change their approach. Their strategy is working: make fossil fuels harder, make solar easier. The only change, now, is that victory is at hand. Everyone loves a winner.

    In conclusion, I will summarise my argument:

    • The fossil fuel energy industry is now entering terminal decline and will be all but gone within 15-30 years. The key driver is not what most see as their greatest threat – future climate change policy. It’s that competing energy products of renewables and batteries, in a system with electric vehicles, will behave as a disruptive technology always does, delivering ever lower prices and ever higher quality in a decades’ long period of innovation and deployment, which fossil fuels can’t match.

    • Because of the nature of this transformation, there will be a wide variety of new business players entering the market from the side, profoundly changing the market. The obvious example is utilities promoting electric cars as an enormous new market opportunity, which will assist them in avoiding the “death spiral” threat posed by the end of centralised generation.

    Joining already are companies like Apple and Google who are both developing battery and car opportunities, with a close eye on the technology integration opportunity. Together this will form a powerful economic force both driving disruption and advocating climate action, undermining the historically dominant political and economic resistance of the fossil fuel companies.

    • In combination these forces will unleash the predictable pattern of technology driven market disruption. The incumbents will stay in denial and fail to respond to what’s coming, despite it being obvious. They will hold on and fight against change as long as possible, but in the end will be wiped out by nimbler, new players without the cultural or asset baggage of the old. There will be an unknown tipping point – I think before 2020 – at which time the momentum will rapidly accelerate.

    • The key difference in this transition, versus previous technology-driven change, is that it has the added dimension of climate change, making the resulting transformation a very high priority for policy makers and an unbeatable source of public support for the disruptors.

    Fossil fuels are dead. The rest is detail.

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