17 de junho de 2026

Diálogos de militares são “absolutamente terríveis”, diz Eliziane

Em entrevista, senadora e relatora da CPMI do 08 de janeiro destaca cronograma de depoimentos e questiona presença de Do Val
Edilson Rodrigues - Agência Senado

A divulgação dos diálogos em torno da preparação de um golpe de Estado pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e o coronel Jean Lawand Junior, ex-subchefe do Estado Maior do Exército, são “absolutamente terríveis”, nas palavras da senadora Eliziane Gama (PSD), relatora da CPMI do 08 de janeiro.

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Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, a senadora lembra que existia uma cobrança muito intensa em torno da “necessidade de implantação de um golpe no Brasil”. Ela mesma encaminhou um requerimento para ouvir os dois militares.

A senadora destaca que pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento de dados que não estivessem na fase de diligências. “O ministro Alexandre de Moraes deu a informação para o presidente da CPMI que essas diligências finalizam, possivelmente, em 45 dias e, logo após, ele enviará essas informações para a CPMI”, disse.

Quanto às convocações, Eliziane destaca que foi traçado um cronograma a partir do resultado da eleição, uma vez que todas as datas destacadas na investigação envolvem o questionamento do resultado das eleições.

“Por isso, apresentamos um volume de requerimentos voltados para essa cronologia e tivemos a aprovação. Na segunda remessa, vamos ouvir o G. Dias, depois Flávio Dino, depois o interventor, o (Ricardo) Cappelli. Temos uma fase da investigação, não dá para atropelar”, pontua a senadora.

Permanência “temerária”

Eliziane ressalta que a oposição tenta desviar o foco dos trabalhos quando acusa a bancada governista de omitir informações, como a não convocação do ex-ministro Gonçalves Dias, gravado interagindo com invasores no Planalto.

Além disso, a senadora acredita que a permanência do senador bolsonarista Marcos do Val (Podemos) na CPI é temerária e que ele “deveria ter a atitude de pedir a saída da comissão” por faltar com as responsabilidades necessárias para o cargo.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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