21 de maio de 2026

Derrotado em SP, Moro retorna ao Paraná, faz “suspense” sobre candidatura e anuncia viagens pelo interior

Ex-juiz Sergio Moro ainda estuda candidatura ao Senado e flerta com apoio do governador do Paraná, Ratinho Junior, nas eleições de 2022
Ronsagela Moro, Sergio Moro e Luciano Bivar, em reunião do União Brasil
Foto: Reprodução

O ex-juiz Sergio Moro anunciou nesta terça-feira, 14, durante encontro da União Brasil no Paraná, que retornou ao seu berço de origem e pretende disputar as eleições de 2022 no estado natal, mas deixou a decisão sobre a candidatura ao Senado ou Câmara Federal “em suspense”.

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O retorno de Moro ao Paraná ocorre após uma tentativa frustrada pela Justiça Eleitoral de mudar o domicílio para São Paulo. Moro teve o registro na capital paulista negado pelo TRE-SP, após ação movida pelo deputado Alexandre Padilha (PT) e o diretório municipal do PT. O ex-juiz não apresentou provas convincentes de vínculos com São Paulo.

A esposa de Moro, Rosângela Moro, não era alvo da ação de impugnação de inscrição eleitoral movida pelo PT. A advogado afirmou que ainda não decidiu se disputará a eleição de 2022 por São Paulo ou pelo Paraná. Presidente nacional do partido e pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2022, Luciano Bivar disse que o objetivo é emplacar o casal no Congresso e que não vê nenhum óbice para Rosângela puxar votos por São Paulo.

Moro anunciou que fará viagens pelo interior do Paraná e conversará com lideranças políticas antes de anunciar seu futuro como candidato. Ele disse que está em “posição confortável” e não quer atropelar o processo, jogando para julho, mês das convenções partidárias, uma decisão final sobre disputar a Câmara ou o Senado contra o aliado Álvaro Dias, do Podemos.

A União Brasil frisou que se Moro decidir concorrer ao Senado, o partido irá conversar e buscar apoio do governador Ratinho Junior (PSD).

“Meus desejos pessoais ficam em segundo lugar. Em primeiro lugar, apoiar o projeto nacional, para oferecer uma alternativa aos brasileiros, com a candidatura de Luciano Bivar. E depois construir o bastião da resistência, se o pior acontecer. O bastião da resistência tem que ser construído nos estados, no Paraná e São Paulo, por exemplo, e também no Congresso. Se um dos extremos ganhar a eleição [presidencial], teremos quatro anos muito difíceis, e precisaremos de pessoas fortes em todos os lugares”, disse Moro.

Leia também: Jurisprudência do TSE já torna Deltan Dallagnol inelegível

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.
alvesscintiaa@gmail.com

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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