EUA estudam retirar companhias chinesas da lista de empresas que atuam nas bolsas de valores

Grupo bipartite do Congresso americano apresentou projeto de lei propondo expulsar das listas das bolsas empresas chinesas que não se submeterem a supervisão regulatória

Donald Trump e o primeiro-ministro da China, Li Keqiang. Foto: Reprodução/imagem de vídeo

Jornal GGN – A guerra comercial entre China e Estados Unidos está longe de terminar, mesmo após as declarações de Donald Trump, na quarta-feira (25), de que um acordo comercial estaria próximo de acontecer entre os dois países.

Nesta sexta-feira (27), a agência de notícias Reuters confirmou que o governo dos Estados Unidos considera a possibilidade de tirar companhias chinesas da lista de empresas que atuam nas bolsas de valores americanas.

A medida seria uma maneira de limitar os investimentos dos EUA no país asiático e havia sido divulgada primeiro em um relatório da Bloomberg. A notícia levou a uma série de reações na Bolsa de Nova York rebaixando o valor de ações das gigantes chinesas Alibaba, JD.com e Baidu. A moeda chinesa yuan também apresentou recuou 0,4% em relação ao dólar no mercado ‘offshore’ após a repercussão.

Não está claro quais serão os procedimentos do governo Trump contra as chinesas, o que se sabe é que ele não está sozinho.

Em junho, um grupo no Congresso dos EUA, formado por parlamentares dos dois partidos (democratas e republicanos), apresentou um projeto de lei propondo expulsar as empresas chinesas das listas das bolsas de valores que se recusarem a obedecer a supervisão regulatória e avaliação de auditoriais.

Não é de hoje que as autoridades chinesas protegem suas empresas de serem inspecionadas nos países onde atuam, argumentando o risco de segurança nacional.

Na terça (24) e quarta-feira (25) o pregão das bolsas de valores nos Estados Unidos fecharam em queda, em resposta ao risco que dominou o mercado financeiro com a abertura do processo de impeachment contra o presidente Donald Trump, na Câmara dos Deputados.

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Os mercados voltaram a apresentar alta depois da declaração de Trump falando da possibilidade de colocar um fim à guerra comercial com a China: “Eles [chineses] querem muito fazer um acordo…Isso pode acontecer mais cedo do que você pensa”, disse Trump a repórteres em Nova York.

Pouco antes, na segunda-feira (23), Trump havia atacado o Irã e a China em seu discurso na Assembleia Geral da ONU. Agora a semana termina com uma nova turbulência, a partir da repercussão do relatório da Bloomberg confirmando a proposta do governo norte-americano de deslistar empresas chinesas das bolsas de valores.

*Com informações da Folha de S.Paulo

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1 comentário

  1. Impressiona a quantidade de alucinados que, em poucos anos, conseguiu chegar a postos importantes em governos de diversos países.
    Este formidável DTrump é um deles, e se destaca por ocupar um trono inegavelmente bastante relevante.
    Tal absurdo só ocorreu porque o canastrão mentiroso teve o fortíssimo apoio de Robert Mercer, que, ao lado de Steve Bannon, usou e abusou dos algorítimos para encaixar DTrump na Casa Branca.
    Como é natural, o pagamento da bondade fica expressado nas decisões do presidente capenga, que obviamente atende os interesses, não somente os pessoais, do seu mecenas da ultra extrema-direita e sua filha, que foi a responsável direta pela mudança de rumo a campanha do mentiroso compulsivo.
    Exigir supervisão regulatória semestral é atitude de quem está com muito medo, de quem não sabe como fazer para deter o avanço do concorrente. USA já atacou a Huawei e, até onde se sabe, a empresa chinesa ainda não deu sinais de que irá naufragar.
    Quando USA precisar enfrentar a concorrência não só de empresas chinesas, terá dificuldades, pois o made in USA não consegue atingir o elevadíssimo padrão de tecnologia de tais concorrentes.
    DTrump, não mais que um especulador imobiliário mentiroso prá xuxu, resolveu abrir diversas frentes de combate, os casos de Coréia do Norte, Irã, empresas estrangeiras, Síria, etc…, além de não cumprir diversas promessas feitas em sua campanha, agora resta acompanhar a campanha de 2020 para ver se tal tática trará o resultado esperado.

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