10 de junho de 2026

Oposição articula CPI dos pastores no MEC, mas presidente do Senado resiste

Presidente do Senado, Pacheco escancarou que a proximidade com as eleições é um fator que pesa para a CPI do MEC
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante entrevista coletiva - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A prisão do ex-ministro Milton Ribeiro reacendeu a tentativa do Senado de criar uma CPI para investigar o escândalo dos pastores no MEC. Mas enquanto a oposição ao governo busca recolher as assinaturas para os trabalhos, o próprio presidente da Senado mostra resistências.

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Rodrigo Pachedo (PSD-MG) disse que considerava a prisão de Ribeiro algo “grave” e que o governo de Jair Bolsonaro devia dar explicações. Por outro lado, já decretou que a CPI não irá ocorrer com facilidade.

A primeira prisão no governo Bolsonaro: Milton Ribeiro, pelo esquema dos pastores no MEC

O presidente da Casa quer, antes, reunir os líderes dos partidos para tomar a decisão. Até o início da noite desta quarta (22), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição, havia garantido quase a totalidade das 27 assinaturas necessárias para a criação de uma CPI.

Em declaração à imprensa, momentos antes da sessão plenária da noite de ontem, Pacheco escancarou que a proximidade com as eleições é um fator que pesa para a CPI. Caso criada, a CPI prejudicaria Jair Bolsonaro.

“O fato de estarmos muito perto das eleições termina prejudicando o trabalho dessa e de qualquer outra CPI. Talvez seja o caso de submeter ao colégio de líderes esse e outros pedidos”, disse.

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Ainda, eximindo-se da responsabilidade do Congresso com investigações da administração pública, Pacheco indicou ser esse um assunto meramente jurídico.

“A prisão de um ex-ministro é algo grave, precisa ser exaurida a investigação. E é preciso que aqueles que sejam culpados sejam efetivamente responsabilizados. Então é uma questão jurídica que nós temos que ter muita cautela para evitar pré-julgamento.”

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    23 de junho de 2022 12:55 pm

    CPIs são importantes pois geram conteúdo para o Youtube e o Facebook.
    Fora a cobertura online CNN , BandNews e GloboNews.
    Fora isto nada.
    Em que deu a da COVID ?

  2. Hussein

    23 de junho de 2022 8:02 pm

    Esse senador e muito cara de pau. Lembrando, CPI = Comissao Parlamentar de INVESTIGACAO

  3. Hussein

    23 de junho de 2022 8:03 pm

    Para exaurir a investigacao, instaurar a CPI

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