PF contradiz Bolsonaro sobre troca no comando na superintendência do Rio

Ao contrário do que disse presidente, mudança estava sendo discutida há meses e não tem relação com falta de "gestão e produtividade" do atual superintendente

Foto: Alan Santos/PR

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro fez declarações que causaram mal-estar junto ao comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Aconteceu na manhã desta quinta-feira (15). “Todos os ministérios são passíveis de mudança. Vou mudar, por exemplo, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Motivos? Gestão e produtividade”, afirmou à imprensa.

A troca no comando da superintendência no Rio de Janeiro já estava sendo discutida na cúpula da Polícia Federal “há alguns meses”, disse a instituição em nota. Segundo informações da Folha de São Paulo, a instituição foi pega de surpresa pela fala de Bolsonaro, além disso, ficou incomodada com os apontamentos feitos pelo presidente de que a troca acontecia por problemas de “gestão e produtividade”.

“A Polícia Federal informa que a troca da autoridade máxima do órgão no estado já estava sendo planejada há alguns meses e o motivo da providência é o desejo manifestado, pelo próprio policial, de vir trabalhar em Brasília, não guardando qualquer relação com o desempenho do atual ocupante do cargo”, disse a PF na nota.

O atual chefe, Ricardo Saadi, será substituído por Carlos Henrique Oliveira, homem de confiança do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, que já tinha sido promovido neste ano, quando virou superintendente em Pernambuco.

“A substituição de superintendentes regionais é normal em um cenário de novo governo. De janeiro para cá, a PF já promoveu a troca de 11 superintendentes”, segue a PF na nota.

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A Folha lembra que essa é a segunda vez que a entidade se manifesta para negar ou esclarecer alguma declaração do governo. No final de julho, a PF veio a público para desmentir sobre a possibilidade de destruição do material encontrado com os suspeitos de hackear autoridades da Lava Jato.

Na época, o ministro da Justiça, Sergio Moro, ligou para autoridades, supostamente grampeadas, para avisá-las que o material seria destruído.

Na nota, a Polícia Federal disse que “o conteúdo de quaisquer mensagens que venham a ser localizadas no material apreendido será preservado, pois faz parte de diálogos privados, obtidos por meio ilegal”.

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