O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), recebeu nesta sexta-feira (9/9) um parecer da vice-procuradora-geral da República Lindôra Araújo, que solicitou o trancamento da investigação contra oito empresários bolsonaristas que publicaram mensagens em um grupo de WhatsApp incitando a um golpe de Estado caso a eleição presidencial seja vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) – situação que foi exposta por reportagem de Guilherme Amado, Bruna Lima e Edoardo Ghirotto, para o site Metrópoles, publicada no passado dia 17 de agosto.
A procuradora defendeu, em seu parecer, que o ministro Alexandre de Moraes repensasse a autorização para a investigação dos empresários envolvidos (entre eles Luciano Hang, Afrânio Barreira, José Isaac Peres, Ivan Wrobel, José Koury e Marco Aurélio Raymundo), alegando que a operação estaria manchada por “inconstitucionalidades e ilegalidades”.
“Diante da prévia demonstração das inconstitucionalidades e ilegalidades que sobressaem desta investigação, com a nulidade absoluta de todos os atos judiciais e investigativos já materializados, bem como da manifesta atipicidade das condutas investigadas e de ausência de substrato indiciário mínimo, a evidenciar flagrante constrangimento ilegal, urge seja adotada a excepcional via do trancamento desta Petição por meio de concessão de ordem de ofício pelo órgão colegiado do Supremo Tribunal Federal”, sustentou Londôra.
“Polícia do pensamento”
A procuradora também criticou a investigação, comparando-a a uma “polícia do pensamento de regimes autoritários”, e que o bloqueio das contas dos envolvidos sem pedido nem do Ministério Público nem da Polícia Federal configura “flagrante constrangimento ilegal” aos empresários.
Porém, Lindôra se antecipa à possibilidade de a resposta de Moraes ao seu primeiro pedido ser negativa, e faz uma segunda solicitação, para que o ministro encaminho o caso para julgamento pelos demais ministros.
Vale lembrar que a investigação aos empresários foi deflagrada no dia 23 de agosto, uma semana após a publicação da reportagem que deu a conhecer o caso, a pedido do próprio ministro Alexandre de Moraes, que pediu a participação da PGR no caso mas não esperou a manifestação do órgão para tomar suas primeiras medidas contra os investigados, o que a procuradora considerou como uma “violação do sistema processual acusatório”, razão pela qual argumenta que todas as provas colhidas até agora deveriam ser consideradas ilícitas.
Lindôra e Bolsonaro
Também é importante recordar que a procuradora Lindôra Araújo também foi alvo de reportagem do mesmo jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, em matéria de julho passado na qual deu a conhecer os encontros secretos que ela mantém com o presidente Jair Bolsonaro desde 2020.
Esta segunda matéria de Amado assegura que, nos encontros, o mandatário teria prometido a ela uma indicação como nova PGR, em substituição de Augusto Aras, caso seja ele reeleito em outubro e indique o atual procurador a uma vaga no STF
Carlos Lima
10 de setembro de 2022 2:22 amE a parte legal, perante a constituição?
Carlos Lima
10 de setembro de 2022 2:34 amSe tais delitos informados pela mídia, de incentivo a ruptura democrática e do estado democrático de direito, levando em conta a capacidade financeira de um determinado grupo, e que substancialmente, financiasse uma ruptura, se desequilibra e interfere na disputa eleitoral, em favor de um dos candidatos, como a Procuradora professaria esse uso de poder financeiro, que nas falas, são claras quanto em que não aceitaria um resultado do escrutínio que não fosse as de suas preferencias, e assim pregariam um GOLPE DE ESTADO. A procuradora está ciente do convescote da redes sociais, e o tamanho da penetração desordeira e perigosa de tal manifestação de intolerância ao direito de escolha da maioria de um povo?
josé Oliveira de Araújo
10 de setembro de 2022 8:34 amÉ muito triste ver uma mulher se prestar ao papel de militante da tropa de choque do abominável presidente, cheios da piores deformações que um ser humano pode ser portador. Provavelmente a dobradinha Aras/Lindora, queriam que o ministro Alexandre, protocolasse um pedido de investigação do caso e ficasse aguardando que a PGR consultasse o mito e enquanto isso, eles abririam uma investigação prelimianar, que é sinônimo de procastinação , para então proceder o arquivamento.
Obs.: A PGR parece marido impotente, só fica nas preliminares.
Moacir R. de Pontes
10 de setembro de 2022 5:34 pmE de ilegalidades inconstitucionalidades a PGR não se farta?…
AMBAR
11 de setembro de 2022 9:38 pmLindora, que se traveste ora de bruxa, ora de fada, veste-se de verde “esperança” para se encontrar com o mito escondinho, posando de fada bela, a que defende o bozo por tabela. Lindora também se veste de verde porque verde é a cor da inveja, a inveja que ela tem do cargo do Aras. Já para o Xandão, Lindora se veste de bruxa, faz cara feia, embaça o olho e arreganha os dentes falando “palavrões jurídicos” em ameaça ao magistrado. Latidos, porque o Xandão, a despeito das ameaças de maldição da bruxa, vai continuar brandindo a sua capa preta.