21 de maio de 2026

Ricardo Nunes, o novo prefeito de São Paulo

Boas relações ajudaram vereador a obter vaga, mesmo após denúncias envolvendo ligações com a chamada máfia da creche
Ricardo Nunes (MDB) assume prefeitura de São Paulo após falecimento de Bruno Covas. Foto: Reprodução

Jornal GGN – A morte do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), alçou o vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB) ao cargo de gestor da maior cidade do país.

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Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Nunes afirma que seu mandato será uma “Continuação da gestão Bruno Covas. Não terá diferença. Temos o nosso plano de metas, o que o Bruno e eu falamos na campanha, vamos continuar as mesmas coisas. Não haverá mudança em nada que o Bruno planejou e definiu. Dizem que vou trocar secretários. É fofocaiada. Será uma gestão Bruno Covas até 2024. Não existe qualquer outra possibilidade a não ser honrar a memória dele e homenagear o carinho que ele tem pela cidade”.

Nunes foi indicado para a composição de chapa por conta de arranjos políticos enquanto ocupava o cargo de vereador, onde conseguiu cultivar boas relações, após as recusas do apresentador José Luiz Datena e do deputado Celso Russomano (Republicanos).

Católico, Nunes foi eleito pela primeira vez em 2012, e integrava a bancada cristã da Câmara de Vereadores, além de ter a bênção de Milton Leite, apontado como um dos políticos mais influentes da capital paulista.

Embora a discrição tenha sido um dos fatores preponderantes para a sua escolha na composição de chapa com Covas, reportagem do jornal Folha de São Paulo de outubro de 2020 afirma que Nunes foi acusado pela esposa de violência doméstica, ameaça e injúria em 2011 – inclusive com boletim de ocorrência registrado na 6ª Delegacia da Mulher, em Santo Amaro (zona sul). Com a publicidade do caso, ambos vieram a público afirmar que o caso já foi superado.

Além disso, a Bancada Feminista do PSOL, candidatura coletiva para ocupar a Câmara Municipal de São Paulo, chegou a protocolar um pedido de investigação no Ministério Público Estadual contra Nunes. O político era acusado de manter “uma teia de conexões entre empresas, parentes e indicados políticos com cargos na gestão que envolvem creches contratadas pelo município”. Com isso, o grupo de Nunes lucraria com o aluguel dessas creches.

Entre as conexões da rede do político está a Associação Amiga da Criança e do Adolescente (Acria), que recebe mais de R$ 14 milhões por ano em repasses da prefeitura. Desse total, R$ 2,3 milhões vão para o pagamento de aluguéis.

Nunes também é acusado de executar modificações que retiraram menções à diversidade sexual no Plano Municipal de Educação em 2015.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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