TRF-2 julga Bretas por participação em ato político de Bolsonaro

Nas redes sociais, o juiz do Rio decidiu se defender dizendo que "em nenhum momento, cogitou-se tratar de eventos político-partidários”

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Jornal GGN – O juiz federal Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, é figura marcada nos palanques de Jair Bolsonaro (sem partido) e do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). O comportamento, irregular para um magistrado, deve ser julgado na próxima quinta-feira, 17, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). As informações são Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

Em fevereiro, Bretas esteve com Bolsonaro e Crivella na inauguração de uma alça na Ponte Rio-Niterói e a uma festa evangélica na praia. No entanto, magistrados não devem participar de atividades político-partidárias, de acordo com as diretrizes vigentes.

Após a aparição de Bretas com os políticos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) fez uma reclamação disciplinar sobre a conduta do juiz no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Na época, o então corregedor e hoje presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, determinou a abertura de investigação contra Bretas por “atos de caráter político-partidário” e de “superexposição e promoção”.

Segundo a coluna, o julgamento pelo TRF-2 deve “elevar a temperatura no Judiciário por uma coincidência explosiva”, já que nesta semana Bretas ordenou busca e apreensão na casa do filho de Humberto Martins, o advogado Eduardo Martins. 

Segundo delação de Orlando Diniz, ex-dirigente da Fecomércio do Rio de Janeiro, Eduardo teria recebido R$ 82 milhões para atuar em causas da entidade.

No entanto, outros advogados acusam Bretas de parcialidade por sua ligação com Jair Bolsonaro.

Nas redes sociais, o juiz do Rio decidiu se defender dizendo que “em nenhum momento, cogitou-se tratar de eventos político-partidários, mas apenas de solenidades de caráter técnico/institucional (obra) e religioso (culto)”, escreveu.

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4 comentários

  1. Tudo revirado, ao contrário, desde que este governo começou…
    é obrigação do juiz zelar pela confiança pública na justiça, não dos advogados

    no popular: Bretas, o neutro que tem lado

    deve ser coisa da bíblia, só pode

  2. Estou começando a me convencer que pessoas como Bretas, Moro, Dallagnol e cia bela não tem nada de inteligência estratégica, assim como os Bolsonaro, é pura vontade de aparecer ante a certeza absoluta de impunidades, tipo mauricinho e patricinhas só que com uma cargo importante, não a zelar mas para esnobar. Uma única palavra define a todos e todas. ESNOBES!

    Uma boa chinelada judicial, se tiver juízes que o faça, bota todo mundo na caixinha de volta.

  3. disse tudo…
    me fez lembrar uma tal Rainha Joana que ordenou que em todo lugar ou situação em que cada um faz o que quer ou impere a desordem, o abuso, a vadiagem, a safadeza e a sacanagem ao bel prazer de cada um, deve haver uma porta para que todos tenham acesso

    coisas do já famoso internacionalmente Brasil da Mãe Joana Verde e Amarela

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