25 de junho de 2026

Novo tratamento de câncer salva homem em estágio terminal

Protocolo promissor inclui imunoterapia antes de cirurgia, quimioterapia e radioterapia para estimular o corpo a atacar as células cancerígenas
Ilustração: autor desconhecido

Um homem de 14 anos, diagnosticado com glioblastoma, um tipo agressivo e maligno de câncer no cérebro, está curado depois de participar de um ensaio clínico pioneiro, com imunoterapia para ativar as defesas naturais do corpo contra as células cancerígenas.

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Ben Trotman recebeu o diagnóstico em outubro de 2022 e logo se inscreveu para participar do primeiro estudo terapêutico, tendo em vista que a expectativa de vida dos pacientes é de nove meses, pois a doença se espalha rapidamente pelo cérebro. 

Desde o início dos anos 2000, o protocolo de tratamento do glioblastoma inclui cirurgia para retirar o máximo do tumor possível, pois há casos em que a retirada total do tumor deixaria sequelas graves no paciente. Em seguida, o paciente encara radiação diária e quimioterapia por cerca de seis semanas.

Mas com o novo tratamento, Trotman foi submetido primeiro a um curso de imunoterapia antes de seguir o tratamento padrão. O nome do medicamento usado não foi divulgado e ainda não está amplamente disponível. Um dos efeitos colaterais são fortes dores de cabeça, vistas como um bom sinal pelos médicos, porque demonstram que o sistema imunológico está atacando as células cancerígenas.

Os médicos ficaram chocados com a cura de Trotman e acreditam que a nova terapia traz um novo horizonte para a medicina e para os tratamentos oncológicos. Ben Trotman agora leva uma vida normal.

Glioblastoma

De acordo com a Associação Americana de Neurocirurgiões, a incidência de casos de glioblastoma é de 3,21 a cada 100 mil pessoas. O tempo médio de sobrevivência do glioblastoma é entre 12 e 18 meses, de acordo com a Brain Tumor Charity. Apenas 5% dos pacientes sobrevivem cinco anos depois do diagnóstico.

Agressivo, o glioblastoma pode duplicar de tamanho em apenas sete semanas. Para efeito de comparação, o câncer do pulmão de crescimento mais rápido demora 14 semanas a duplicar.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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