Série especial relembra 10 anos da morte de Chico Xavier

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No próximo dia 30 de junho completam-se 10 anos da morte de Chico Xavier. Confira nesta semana uma série de reportagens especiais sobre a data. Entre os assuntos  abordados estão: o legado deixado por ele, a cidade mineira de Pedro Leopoldo onde ele nasceu, as caravanas que continuam indo até Uberaba, o sucesso das obras no cinema e, na primeira delas, as últimas 24 horas de vida do médium.

O líder espírita morreu aos 92 anos, cego de um olho e debilitado por problemas no coração e nos pulmões. Segundo os amigos próximos, duas semanas antes de morrer ele pediu para visitar a cozinha onde é preparada a comida distribuída aos pobres, em Uberaba, onde viveu a maior parte da vida.

O dia 30 de junho de 2002 amanheceu ensolarado. Os brasileiros tinham um motivo para acordar bem cedo naquele domingo: a final da Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha. Chico estava na casa onde morava e não assistiu ao jogo, mas já sabia o resultado. “Ele falou para eu prestar atenção no jogo que o Brasil iria ganhar”, disse o filho adotivo de Chico, Eurípedes Higino.

Uma das últimas fotos tiradas antes da morte de Chico (Foto: Reprodução/TV Integração)Uma das últimas fotos tiradas antes da morte
de Chico (Foto: Reprodução/TV Integração)

“Ele sempre falou que queria morrer quando o Brasil estivesse alegre. Foi a última coisa que ele disse”, contou a amiga Kátia Maria, que era vizinha do médium. As fotos tiradas na tarde daquele domingo são as últimas recordações. “Aquele domingo foi metade alegre e depois ficou tudo muito triste. Ele teve uma morte muito serena, tranquila, eu não apavorei e com certeza ele já estava me preparando para isso. Fiquei calma e ele morreu no meu colo”, contou Kátia.

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O filho adotivo do médium também acompanhou a despedida de perto. “Ele disse que estava com um pouco de dor e pôs as mãos para o céu e não deu tempo de mais nada”, lembrou. A notícia mudou a expressão de muitos brasileiros e 150 mil pessoas foram se despedir do líder espírita. Famosos e anônimos, muitos tocaram a mão direita do médium, a que ele usava para psicografar as mensagens. Antes do enterro houve um cortejo com honras militares e chuva de pétalas de rosas.

O enfermeiro que cuidou de Chico durante o último ano de vida, Sidnei Pereira, faltou aquele dia no serviço. Assim que soube da morte do médium se sentiu culpado, mas hoje acredita que o afastamento tem uma explicação. “Eu imagino que ele pensou, por eu ser da área de saúde, que eu poderia atrapalhar, perceber que ele estava sentindo algo e levá-lo para o hospital. Ele queria ficar quietinho no quarto porque era hora de ir embora”, contou Sidnei. Enquanto trabalhava para o médium ele nunca foi chamado de Sidnei. Para Chico, o enfermeiro era Antônio. “Eu perguntei por que o nome Antônio e ele falou: já nos conhecemos de vidas passadas”.

Depois da morte o maior enigma é como Chico Xavier irá se comunicar. Nos últimos dez anos cinco mensagens surgiram em diferentes partes do Brasil. Contudo, segundo amigos íntimos do médium, todas são falsas e existe um código para identificar a verdadeira. Somente o filho adotivo, o médico e a amiga sabem da suposta senha criada por Chico para garantir a autenticidade de uma carta que ele enviaria do além. “O código eu entendo e como foi feito. Se ele viesse a se manifestar para mim ou através de alguém eu saberia dizer que aquele fenômeno era do Chico Xavier”, disse o médico Eurípedes Tahan.

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