Iemanjá, a rainha do mar

Enviado por Anna Dutra

Iemanjá, a Rainha do Mar

PRECE PARA IEMANJÁ

Oh! Iemanjá, sereia do mar. Canto doce, acalanto dos aflitos.
Mãe do mundo tenha piedade de nós.
Benditas são as benções que vem do teu Reino.
Meu coração e minha Alma se abrem para receber as bênçãos de Iemanjá.

Mãe que protege, que sustenta, que leva embora toda dor.
Mãe dos Orixás, Mãe que cuida e zela pelos seus filhos e os filhos
de seus filhos.
Iemanjá, tua Luz norteia meus pensamentos e tuas águas
lavam minha cabeça.

O DÔ SEI ABÁ!

Iemanjá, a Rainha do Mar

Iemanjá é um orixá feminino (divindade africana) cultuada no Candomblé e na Umbanda. O seu nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significam “Mãe cujos filhos são como peixes”.

Mãe-d’água dos Iorubatanos no Daomé, de orixá fluvial africano passou a marítimo no Norte do Brasil.

No Brasil, Iemanjá recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc.

Iemanjá é a padroeira dos pescadores. É ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. Também é considerada como a “Afrodite brasileira”, a deusa do amor a quem recorrem os apaixonados em casos de desafetos amorosos.

No dia 2 de fevereiro acontece em Salvador, capital do Estado da Bahia, a maior festa popular dedicada a Iemanjá. Neste dia, milhares de pessoas trajadas de branco fazem uma procissão até ao templo de Iemanjá, localizado na praia do Rio Vermelho, onde deixam os presentes que vão encher os barcos que os levam para o mar.

No Rio de Janeiro as festas em honra de Iemanjá estão relacionadas com a passagem de ano, e acontecem nos dias 08 (Nossa Senhora da Conceição) e 31 de dezembro, com procissão e entrega de oferendas nas praias.

Nos candomblés fiéis às origens africanas, o culto é prestado em locais fechados, nos atuais o culto é ao ar livre, prestado no mar e nas lagoas, sendo Iemanjá muitas vezes representada como sereia.

Os devotos levam para o mar vários presentes que são tidos como recusados quando não afundam ou quando são devolvidos à praia.

Dentre as diversas oferendas para a bela e vaidosa deusa, encontram-se flores, bijuterias, vidros de perfumes, sabonetes, espelhos e comidas. O ritual se repete em outras praias do Brasil.

Iemanjá e o Sincretismo
No sincretismo religioso, Iemanjá corresponde a Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição (8 de Dezembro), Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Piedade e Virgem Maria.

Iemanjá e a Música

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Iemanj%C3%A1

http://www.raizesespirituais.com.br/orixas/iemanja/

https://povodearuanda.wordpress.com/2007/09/10/iemanja/

Quem se banha nessas águas, nada teme.

Salve Mãe. Salve Rainha do Mar. Salve Sereia.

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8 comentários

  1. Mais Sobre, Fé e o Sincretismo Religioso na Cultura Brasileira !

    Nossa Senhora da Conceição X Iemanjá  !!! Por Rui Galdino Filho

     

    Meus amigos, minhas amigas, meus caros leitores. Hoje vamos falar de um assunto muito especial, que diz respeito à religião, crenças, tradições e principalmente à fé em Deus. Um tema que sempre gera polêmicas e mal entendidos entre as pessoas e muitas vezes sem conhecimento de causa. Todos em busca de uma verdade que cada um acha que está apenas dentro de si e que na verdade NINGUÉM ainda descobriu a sua verdadeira razão. O assunto é delicado, porém, é preciso ter coragem de enfrentá-lo e desculpem antecipadamente,  aqueles que não concordarem comigo, pois, mesmo que também não concorde, sempre respeito a opinião do próximo. Vamos lá:

     

    A data de hoje, 08 de dezembro, representa um importante sincretismo religioso. Antes de mais nada, quero deixar bem claro, que sou uma pessoa de muita fé em Deus, e por tradição familiar, sou católico, apostólico, romano, ok ! Pois bem, hoje a Igreja Católica comemora e celebra o dia da Imaculada Nossa Senhora da Conceição. Este dia invoca a vida e a virtude da Virgem Maria, mãe de Jesus, concebida sem a marca do pecado original, e cujo o tema é sempre: “ O Poderoso fez em Mim maravilhas e Santo é o Seu nome ”. É uma data de grande significado para os cristãos católicos, que merece todo o nosso respeito e devoção, e que é celebrada pela Igreja com missas, procissões e orações de terço. Aqui em João Pessoa, a data é celebrada nas Paróquias dos bairros dos Bancários, Varadouro e São José.

     

    Na mesma data e com relação à mesma Santa, Nossa Senhora da Conceição, os Umbandistas, através da Federação dos Cultos Afro Brasileiros, comemoram com muita alegria e devoção o dia de Iemanjá, a Rainha do Mar. E ao contrário do que muita gente pensa e critica, essa comemoração e celebração, não tem nada a ver com “catimbó”, “macumbeiros”, “despachos”, etc, etc, etc … Eu sou católico, porém, faz 13 anos que acompanho e prestigio a festa de Iemanjá em nossa capital. Faço questão de ir às areias da praia de Tambaú, fazer as minhas orações, acender as minhas velinhas, andar com os pés no chão, contemplar o mar e a nossa bela natureza, assistir as lindas apresentações no Palácio de Iemanjá, que é instalado e fica defronte ao Busto de Tamandaré e depois, me dirijo até as quentes águas da praia de Tambaú, presenteio a Rainha do Mar com alguns objetos, tomo meu banho no mar de Tambaú e volto para casa com espírito leve, alegre e feliz.

     

    Na verdade, a festa de Iemenjá em João Pessoa, no dia 08 de dezembro, é uma tradição que já dura 50 anos, que atraia muita gente para as praias, porém, precisa ser mais organizada e melhor patrocinada pelos poderes públicos. Além disso, sugiro aos organizadores, que saiam da mesmice anual e procurem celebrar a festa com novidades e criatividade. A Rainha do Mar, é uma Santa vaidosa, alegre e poderosa, que gosta de receber presentes e que por isso mesmo, a sua festa deve ser mais caprichosa e organizada.

     

    Mas, por quê duas celebrações diferentes no seu modos operandi relativas à mesma Santa ? Nossa Senhora da Conceição é a mesma Iemanjá ? SIM. Diz a história, que a festa era comemorada no passado apenas pelos senhores de engenho e as classes dominantes da época ( católicos que celebravam Nossa Senhora da Conceição ). Os negros e escravos da época, considerados pessoas inferiores, mas, que também eram cristãos católicos, em virtude das suas condições de inferioridade, não poderiam cultuar e comemorar a mesma Santa das classes dominantes. Então, inventaram uma maneira diferente de comemorar a data da Senhora da Conceição, mudando o ritual da homenagem, para disfarçar dos senhores de engenho e manter viva a tradição da data, e com isso, cada classe fazia a sua comemoração do seu jeito, e para os afro brasileiros, a senhora da Conceição, passou a ser chamada de IEMANJÁ. Depois, vieram outras histórias, outras datas como ocorre na Bahia ( 02 de fevereiro ), etc, etc, etc …

     

    O que importa é a FÉ em DEUS. É o respeito e as homenagens à Mãe de Deus. É o conforto e a espiritualidade que a Fé nos traz. É o respeito às tradições e a crença das pessoas, afinal, todas são voltadas para o mesmo DEUS, que é Único, Soberano, Poderoso e Verdadeiro. Não devemos discriminar os meios e as maneiras de se comemorar e cultuar esta FÉ. A festa de Iemanjá é também uma celebração de origem católica, com todo respeito aos que pensam diferente, não a considero uma festa pagã ! Sou cristão devoto de Santo Antônio, São José, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora da Conceição, Iemanjá e de Nossa Senhora do Polegar, e daí, qual é o problema ?

     

    Calma gente ! Ninguém é dono da verdade e nem é dono de Deus. A não ser que no futuro a história mude tudo, e Deus passe a ser uma criação do homem, será ? Somos muito pequenos para querer saber e entender os mistérios de Deus. Quem achar que é grande e poderoso, que se atire de um prédio, tome veneno, atire no ouvido, etc, e deixe as consequências para os seus. Calma gente ! Lembrem-se que a vida é um dom de Deus, um grande mistério e que a morte também faz parte da vida. Depois vamos falar de Nossa Senhora do Polegar e da VIDA, porém, hoje com erros e acertos, vamos celebrar e comemorar a data em homenagem à Nossa Senhora da Conceição e Iemenjá, ok !

     

    Confira a programação a 50º Festa de Iemanjá em João Pessoa:

    06h – Acorde com Iemanjá – Valentina de Figueiredo: Queima de fogos abrindo o dia de homenagens

    14h – Toque Especial de Odoyá: No terreiro de Pai André de Oxalá no Valentina

    16H – Grande caminhada, saindo do Palácio Xangô Alafin. No bairro de Cruz das Armas. Responsável: Pai Gilberto (O Rei do Candomblé da Paraíba)

    19h – Pré-abertura com apresentação do Grupo de Afoxé Aruanda, de Pitimbu

    19p5 – Discurso do diretor de comunicação da FCAB-PB radialista Elialdo Silva, falando sobre as futuras ações da federação

    19p5 – Abertura oficial da festa, com presidente Mãe Penha de Iemanjá. Na oportunidade, ela inaugura o Palácio e hasteia a imagem comemorativa dos 50 anos, seguido de um show pirotécnico

    19p5 – Início das homenagens dos templos, de toda a Paraíba

    21p0 – Caminhada do Pai Zé Bambolê, saindo do bairro São José no sentido Busto de Tamandaré

    23p5 – Encerramento das atividades com entrega dos presentes para Iemanjá.

    http://www.polemicaparaiba.com.br/variedades/nossa-senhora-da-conceicao-x-iemanja-por-rui-galdino-filho/

    • Obrigada.
      Belo post, Meire.
      Dia Especial.
      Que a Mãe nos cubra com Seu Manto Azul da cor do Mar e nos proteja e ampare neste momento doloroso para todos os brasileiros.
      Que as nossas lágrimas, amparadas pelo mar sem fim, nos ensinem as lições que nos cabe aprender.
      Que o Menino, na pureza, e o Mestre, na sabedoria, estejam presentes nos festejos natalinos, cumulando de bênçãos o teu lar e os teus afetos.
      Boas festas.

      • Anna

        Obrigada ,

        Também desejo bençãos de Natal à você e aos seus !

        Mas, acredito que estamos em tempo de propormos ensinamentos de honestidade e democracia e não aceitarmos o golpe que está sendo descaradamente desenrolado.

        Não existe NADA para ser aprendido com tamanha desonestidade.

        O tempo nos dirá os acontecimentos.

         

        Boas Festas, à você Anna, também!

         

         

  2. Daomé e ” Marabô “

       Sem querer ser um chato, más:

       1. No conceito original na tradição gege-nago, daomeana – que só veio a somar no Brasil e em Cuba quando do contato com os iorubás, litoraneos – esta definição ” fluvial ” de Yemonjà , aplica-se a Nanã, a que “fez os homens”, a divindade fluvial e dos pantanos, comuns a area do Daomé, a qual na tradução sincrética foi assumida nos candomblés, como a Mãe original. Já na tradição de ketu, Yemanjá é um orisá da “boca de rio ” com o mar e senhora dele, tanto que em certos yaôs pode ser confundida com outras variaveis de Oxum.

       2. Marabô : Em alguns locais do Brasil ( Norte ), em Cuba e Haiti, este “nome” dado a Yemanjá, reflete-se a uma das tradições de santo muito presentes no candomblé, na qual Yemanjá seria a “mãe de todos”, inclusive do ORIXÁ EXÚ enquanto “em vida”, algo que recorre a Nanã e tambem a Yansã ( Aborimessan, ou a “Senhora dos 9 Eguns ” ), tanto que na umbanda, existe o Exú Marabo, o qual na cosmogonia Ketú , são todos os Exús que acompanham os “orixás das aguás”, que não incluem apenas Yemanjá, mas tambem : Oxum, Nanã e alguns Oguns.

        No Haiti, como em Cuba, saidas de Yemanjá, sempre são precedidas pelo Orixá Exú, assim como em alguns candomblés do Brasil ( Maranhão e Pernambuco ), a Yemanjá “feita”, dança no xirê, com Exú – uma bela cerimonia, Yemanjá dança no meio, no toque para ela, e os exús a sua volta.

    • Junior,
      De maneira alguma. Teu conhecimento sobre os cultos afro e toda a cosmogonia e o “panteão” de raiz é muito importante para ancorar meus posts a respeito, sempre muito básicos. Neles minha intenção é unicamente a de prestar homenagem, respeitosamente, a estas Entidades domiciliadas em minha alma, nas minhas reminiscências, na consciência que tenho da minha pequenez diante do imponderável e do inefável.
      A abrangência e a profundidade do sincretismo que se estabeleceu nos cultos, frente aos movimentos migratórios e expansionistas, nos legou muitas “Rainhas” e muitas “Mães”, todas nos cobrindo amorosamente – às vezes, combativamente – com sua proteção e amparo.
      Agradeço sempre às minhas muitas “Mães”, não importa onde reinem.
      Que teu apreço pela origem dessas firmes e amorosas “Mães” te reverta em proteção e resguardo. Nanã, Oxum, Iemanjá, te guardem.
      Obrigada pelo comentário. Boas Festas.

      .

      • Um “oriki”

         Pedindo e em homenagem a Yemanjá:

         ” Emi- nfê, odára abanê, asé odá, alê in fé odoya ” –  ou como vc. me deseja : ” Alò , infé, asé abo yabás, adê coma dilê, alá bossum, Osum, Oyá, Nanã “, o qual tb. desejo a sua Oxum.

          Orikis, são “orações”, ou “chamadas”, as quais dedicamos aos orisás, não a eles, más a nós.

           E Anna, vc. não tem nenhuma “pequenez” ,  a alma/odú de qualquer filho, a crença, a sua origem, suas praticas, seu carater, é que formam, estendem a compreensão, do que significa o Orisá, portanto vc. é parte dele, é gigante dentro dele, nunca será pequena – somos parte de um todo, e somos dele reflexo, inclusive e pricipalmente em nossa atitudes, e visão da vida, pois os Orisás cobram atitudes.

           Querida, quem tem fé, a professa, nunca será pequena, pois tem mais condiçoes de “entender o outro “, sem preconceitos, pois entender e compreender o diferente, aceita-lo, é uma condição que aprendi – sou economista, trabalhei com armas, atualmente sou especulador financeiro  – no “terreiro”, tanto de candomblé como de umbanda, e conheço sinagogas e mesquitas tambem, tenho amigos em ambas confissões religiosas, até evangélicos.

            O que falta, em minha modesta opinião, é uma doutrina, tanto da umbanda como do candomblé, a de compreender o outro, o diferente de vc., sem critica, mas entende-lo, pois sempre haverá algum  ponto em comum, e neste deve ser investido.

             “Alê asé in-dê apará, adê Ossum, in da-quê in-dá “

        • Filha D’água que sou,
          reside em mim a emoção. Água represada que tua bondosa manifestação fez transbordar. Em lágrimas te agradeço e peço sobre a tua cabeça as merecidas e necessárias bênçãos.
          Muito, muito obrigada pelas palavras de alento.

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