5 de junho de 2026

Caro Reinaldo Azevedo, aceite meu sonoro foda-se…

Durante anos Reinaldo Azevedo atacou ferozmente o PT, os petistas, Lula e Dilma Rousseff, não necessariamente nesta ordem. Quando as exceções começaram a ser criadas para possibilitar um “suave rompimento da legalidade” ele aplaudiu o protagonismo dos juízes e procuradores do MPF.

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Em momento algum, Reinaldo Azevedo criticou os abusos cometidos contra José Dirceu. É fato: ele festejou o Impedimento mediante fraude de Dilma Rousseff que foi comandado por dois mafiosos. Eduardo Cunha e Michel Temer foram heróis do anti-petismo ungidos pelo blogueiro da Veja.  

Ódio, ódio, ódio… foi só isto que Reinaldo Azevedo vomitou no semanário oficial do golpe de estado de 2016. Intolerante, ele tinha mania de apagar as críticas que recebia. O diálogo no imaginário dele sempre foi um monólogo. A democracia Reinaldo Azevedo tratava como um espaço a ser interditado aos adversários políticos da classe social que ele queria jornalisticamente representar.

O esgotífero, vocábulo que criei para homenagear Reinaldo Azevedo, era sempre feroz. Atacava sem piedade qualquer um: políticos, jornalistas, blogueiros, militantes, artistas, internautas, advogados e transeuntes. Ninguém que pensasse diferente dele merecia consideração. Nem mesmo o cadáver de Oscar Niemeyer ele foi capaz de respeitar.

Dono de um estilo atroz, vertido em um português mofado, Reinaldo Azevedo tentou ser um Carlos Lacerda pós-moderno. Lacerda, contudo, era bem mais sofisticado intelectualmente e tinha coragem de se expor à opinião pública disputando eleições. O esgotífero preferiu apenas fazer pose de varão moralista enquanto encheu os bolsos com o dinheiro pago à Veja pelos generosos anunciantes da revista (dentre eles a JBS).

Grampeado pela Polícia Federal e ridicularizado publicamente com a divulgação do grampo, o esgotífero Reinaldo Azevedo se diz vítima de um atentado contra a liberdade de imprensa. Vários de seus colegas de esquerda saíram em sua defesa. Não farei isto.

Bem alimentado e regiamente pago, o blogueiro sujo da Veja amplificou artificialmente a crise política que desaguou numa crise econômica terrível que tem produzido desemprego, desespero e fome. O esgotífero Reinaldo Azevedo ajudou dois ladrões a rasgar meu voto em Dilma Rousseff e isto eu não sou e não quero ser capaz de perdoar. Portanto, neste momento terei pelo direito dele de não ser perseguido e humilhado o mesmo desprezo que ele demonstrou por minha única parcela de poder político.

Foda-se: nada mais tenho a dizer a Reinaldo Azevedo. 

Fábio de Oliveira Ribeiro

Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. stanilaw Calandreli II

    24 de maio de 2017 11:21 pm

    Deixa prá lá

    O RA morreu bebendo o próprio veneno.

    Deve ser alguma previsão do Savonarola, que ele adora citar.

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