OAB repudia violência da Tropa de Choque de Doria na Alesp

A Tropa chegou com força, tirou os manifestantes das galerias e os empurrou, a poder de bombas de gás, spray de pimenta e bala de borracha, para o lado externo.

Jornal GGN – Hoje foi a votação da Reforma da Previdência na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O governador João Doria enviou a Tropa de Choque da Polícia Militar para reprimir os manifestantes, que tentavam segurar a votação por entenderem lesiva ao funcionalismo público.

A Tropa chegou com força, tirou os manifestantes das galerias e os empurrou, a poder de bombas de gás, spray de pimenta e bala de borracha, para o lado externo. Os corredores são estreitos e muita gente se machucou.

A Comissão de Direitos Humanos da OAB esteve na Alesp, junto aos manifestantes, tentando assegurar seu direito à manifestação e, ali na casa do povo, puderam constatar graves violações de direitos humanos. A Comissão da OAB repudia a violência da tropa de Doria e redigiu nota pública reproduzida abaixo.

Nota da comissão de direitos humanos da OAB/SP

Votação da Reforma da Previdência na ALESP.

Hoje os deputados estaduais de São Paulo votaram a Reforma da Previdência proposta pelo Governo de São Paulo.

Um grande aparato policial foi montado para que o plenário fosse isolado, a pedido do Presidente da ALESP, Deputado Cauê Macris.

A TROPA DE CHOQUE reprimiu de forma violenta e absolutamente desnecessária a tentativa dos manifestantes, funcionários públicos, de acompanharem a votação na galeria do plenário. Chegou-se ao desatino de se lançarem bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha, nos exíguos espaços internos, destinado a circulação de funcionários, colocando em sério risco a vida de milhares de manifestantes.

Do lado de fora da ALESP, onde havia um caminhão de som e milhares de servidores públicos, das mais diversas atividades, que exerciam pacificamente seu direito de manifestação, a intervenção da PM interviu foi ainda mais violenta com bombas e tiros, transformando um ato político legítimo e pacífico em uma praça de guerra.

A Comissão de Direitos Humanos OAB SP se fez presente no local com o intuito de garantir o direito de manifestação, e constatou graves violações de Direitos Fundamentais, sofrendo seus integrantes na própria pele a violência policial, exagerada, desnecessária e truculenta, afrontosa ao regime democrático e que desonrosa à Casa do Povo, que é o Parlamento paulista. Buscou-se contato com as autoridades públicas para negociar uma forma de pacífica que garanta o legítimo direito de manifestação e a segurança de todos.

Por fim, a CDH repudia com a mais absoluta veemência todas as arbitrariedades cometidas e presenciadas por seus observadores institucionais e aguarda das Instituições envolvidas, ALESP e Polícia Militar as explicações necessárias, não apenas aos manifestantes e funcionários públicos, mas ao povo em geral, que não elegeu a barbárie, tampouco se ombreou com os abusos e arbitrariedades de agentes públicos, concebidos para proteção e segurança de toda a população.

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2 Comentários

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Rui Ribeiro

- 2020-03-03 19:23:30

Contra os Trabalhadores não existe força policial, existe apenas violência policial

Antônio

- 2020-03-03 18:54:48

OAB não tem que repudiar o ato tem que tomar as devidas providências e se ouve excesso tomar e fazer ser cumprida a lei processar, punir responsáveis não simplesmente ficar de braços cruzados e dizer que repudia tem que fazer valer a muito esses dois bandidos, marginais Dória e Macris e seus puxa saco vem passando por cima de todos e até mesmo das leis e inclusive da OAB mais ninguém vê isso nem vocês da OAB

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