Xadrez do paralelos entre Hitler, Bolsonaro e o Estado profundo, por Luis Nassif

Lá, houve conflitos entre o esquema militar e os terraplanistas do Partido Nazista. Aqui, os conflitos entre o Gabinete do Ódio e militares do governo

“A história é como uma espiral. Volte sempre ao mesmo ponto alguns degraus acima”.

A frase, do maestro Hans-Joachim Koellreutter cai como uma luva para montar paralelos entre Jair Bolsonaro e Adolf Hitler. Nem se imagine que Bolsonaro tenha a dimensão de Hitler e o Brasil a dimensão da Alemanha reconstruída. Mas os paralelos são interessantes por mostrar um certo determinismo histórico que acompanha a ascensão dos ditadores.

Leia, antes, o “Xadrez do pacto de Bolsonaro com o Estado Profundo”.

Um dos pontos centrais é a tentativa de criar um inimigo externo, uma guerra externa para tentar unificar o público interno. São dessa lavra as bazófias iniciais de Bolsonaro com a Venezuela. Foi demovido pelos militares, mostrando a desproporção de força entre um país armado pela Rússia e outro dependente dos Estados Unidos.

Uma outra característica foi a montagem de um simulacro de guerra interna para mobilizar seguidores. A maneira com que o Partido Nazista se organizou foi em torno de um grupo paramilitar de nome Sturmabteilung (DAs), ou Tropa de Assalto, os chamados “camisas pardas”. Atuavam como seguranças de Hitler, espalhavam o terror e a violência pelas ruas, propunham revoluções culturais reiteradas e tinham a ambição de substituir as Forças Armadas.

Nada diferente dos discursos iniciais de Olavo de Carvalho, e do boneco de ventríloquo Eduardo Bolsonaro, levantando essa proposta no início do governo Bolsonaro. Em cima dessa estratégia, flexibilizaram a entrada e o controle de armamentos no país.

Graças às SAs e à militância radical, em janeiro de 1933 Hitler foi nomeado chanceler. Assim como no tempo de Hitler, esse poder paralelo incomodou o Estado Profundo alemão, especialmente as Forças Armadas e o próprio Hitler – que, de certo modo, tornou-se refém dessa radicalização fora do sistema.

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Dentro do sistema, a radicalização tem método, subordina-se à hierarquia, não permite vôos independentes de lideranças desvairadas. Lá, houve conflitos entre o esquema militar e os terraplanistas do Partido Nazista. Aqui, os conflitos entre o Gabinete do Ódio e militares do governo.

Nos anos 70, conflitos entre a violência oficial de Ernesto Geisel e a perda de controle sobre o DOI-Codi, que levou ao afastamento do general Silvio Frota. Segundo os livros de Elio Gaspari, o próprio Geisel ordenava a execução dos adversários. Mas respeitando a hierarquia.

Assim como Bolsonaro, o passo seguinte consistiu em aproximar-se do Estado Profundo alemão, as Forças Armadas, o poder econômico, a alta burocracia, para institucionalizar o poder. Hitler foi nomeado chanceler em janeiro de 1933. Em março, o parlamento aprovou a Lei Habilitantes, conferindo plenos poderes a Hitler.

Graças ao pacto com o Estado Profundo, dois meses depois o parlamento aprovou a Lei dos Habilitantes, concedendo plenos poderes a Hitler. Agora que estava montado em um pacto com as instituições, o passo seguinte seria se desfazer da anarquia dos primeiros aliados. E, aí, as instituições cooptadas ajudaram na degola.

Àquela altura, começavam a ser montadas as SSs, não mais grupos paramilitares civis, mas organizações militares de dentro do aparelho de Estado, juntando órgãos de segurança, a polícia secreta. O desmonte das SAs foi planejado por Heinrich Himler, o chefe das SS. Levantaram as ameaças dos radicais contra o regime, abriram inquérito para levantar os nomes dos principais radicais. Do mesmo modo que o STF em relação aos youtubers radicais. Em ambos os casos, em defesa da ordem.

O corte se deu na noite de 30 de junho de 1934, no episódio conhecido como A Noite das Facas Largas. As tropas da Schutzstaffel (SS) e da Gestapo.invadiram um hotel na Baviera e executaram 85 radicais Sturmabteilung. Na mesma leva, foram executadas lideranças comunistas e sociais democratas. A ação foi fulminante. A maioria dos chefes foi tirada da cama e executada no mesmo local.

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A ação foi legitimada juridicamente pelo Ministro da Justiça Franz Gurtner, que promulgou uma “lei de autodefesa”, espécie de excludente de ilicitude para crimes políticos.

Livres dos radicais amadores, a radicalização de Hitler foi internalizada, tornou-se institucionalizada, definindo o novo padrão do regime nazista. As SS instituíram o estado policial, organizando a política secreta, os órgãos de segurança e institucionalizando a violência nazista no aparelho de Estado.

Não há determinismo histórico. Bolsonaro não chega aos pés da dimensão política assassina de Hitler. Mas o lado institucional brasileiro, hoje em dia, está nas mãos, de personalidades da dimensão de Luiz Fux, Rodrigo Maia, David Alcolumbre,

Há a necessidade de combater esses processos antes que a minhoca se transforme em uma jiboia que devore todos os avanços democráticos.

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32 comentários

  1. Com toda a franqueza, eu não sei aonde o arguto e competente autor desse e de outros textos do gênero pretende chegar. Há paralelos na história do Brasil com a ascensão de Adolf Hitler na Alemanha que também poderiam ilustrar como funciona a aventura totalitária em países de democracia frágil e/ou fragilizada como o nosso. A este respeito, me ocorre os nomes já batidos como os de Plínio Salgado e Collor de Mello. Um fracassou; o outro foi bem sucedido até cair.
    Se o objetivo desses textos é enervar os leitores. Congratulações! Você conseguiu, meu caro Nassif.
    O que me causa espécie em textos alarmantes/alarmistas como o presente é que, quando se fala em uma frente ampla para combater o “Fürher dos Trópicos”, todo mundo na oposição, em especial em sua fração dita de esquerda, têm muitas e reles razões para cair fora e prosseguir sua navegação solitária rumo a um eventual “Reich Tupiniquim”.
    De tão enervado, eu já estou com o meu passaporte na mão. Não porque eu considere factível, pelas razões expostas no artigo, o sucesso da estratégia golpista por parte do mandrião do Planalto, mas porque a oposição parece fazer tudo para que aquela pretensão política mambembe dê certo.

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    • Eduardo Magro , e tu culpa a esquerda por não ter frente ampla?!!! Eis inocente? Ou…!!!. A centro direita quer escantear a esquerda e não isolar a direita radical. Está frente seria bem pior para o país.

    • O prezado tem passaporte estrangeiro? Porque com o passaporte brasileiro vai ser difícil sair. Dizem que vão reabrir a ponte em Foz do Iguaçu… talvez o Paraguay esteja recebendo brasileiros.

  2. O incêndio do reichstag seria a guinada para o centrão? Só falta a ilegalizacao do Pt com a expulsão dos 55 deputados federais. Assim teriam maioria no congresso para enfim dissolver.
    Parece aquela série do Netflix em que as crianças enxergam o assassino disfarçado mas os adultos não. Mesmo o assassino (conde Olaff) dando todos os sinais que iria matar os órfãos (os Baudelaire). Melhor não olhar…

  3. Enquanto não sente queimar o dedo na chama, a criança não compreende o fogo!
    Assim parecem ser as criaturas que elegeram o Bolsonaro. Todos. Mesmo os que já viram o pantanal onde nos meteram mas não tem coragem de admitir.
    Não acredito que haverá forças que impeçam o progresso da barbárie.

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  4. Resta saber quem juntará os escombros do Brasil. E o caso do Brasil é muito mais difícil porque não temos aqui a identidade que a população alemã tinha com sua pátria. E mesmo assim dividiram a Alemanha. Sob interesse das nações imperialistas e num momento de troca de império será mais fácil dividir o território brasileiro do que reconstruí-lo. Com plutocratas, juízes e militares tendo por meta de vida morar em Miami quem defenderá o Brasil se não temos líderes corajosos o suficiente para defender a sua unidade. O que João Goulart impediu em 64 poderá acontecer sem luta.

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  5. Faltou o paralelismo principal.
    Hitler foi conduzido ao poder sob a condescendência do Estado Profundo americano e pelo Estado Profundo inglês (bem mais fácil de identificar e caracterizar: trata-se do Banco da Inglaterra), como forma de criar uma barreira (baluarte) contra o “inimigo” verdadeiro, o bigodinho que estava mais à leste.
    Como acontece sempre, dê poder a alguém e logo esse alguém estará desafiando o próprio poder que o criou.
    Hitler cedo deu sinais disso, mas ninguém se preocupou, ninguém levou a sério. Nem por ocasião do pacto Ribbentrop-Molotov. A URSS, que, retoricamente, estava para o nazismo assim como Venezuela e Cuba estão para os Bolsonaro, recolheu seus ganhos territoriais com o pacto, e se manteve em silêncio obsequioso. Também ela acabou pagando o pato.
    Hitler tinha admiradores cujos nomes dizem tudo: Montagu Norman, Henry Ford, etc, etc, etc. Fora alguns com sobrenomes judaicos.
    A nossa elite, no afã de liquidar um social-democrata, ex-sindicalista de resultado, mas por ela considerado uma ameaça terrível contra seus interesses (leia-se: o orçamento), apesar de confessadamente preferir um representante da Direita cheirosa (existe isso?), de bom grado apoiou o hitlerzinho tupiniquim.
    Esse é, na minha opinião, o paralelismo principal.

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  6. Bolsonaro é tão medíocre, tão minúsculo, que eu não consigo pensar o Brasil dessa forma tão pessimista.
    Ele vai continuar governando desse jeito caótico até o fim do mandato. Ora será contido, ora não. Em outubro de 22, é provável que seja reeleito, e precisa de pouco para isso, haja vista a sua permanente parcela de Ótimo/Bom nas pesquisas, sempre acima de 1/3 do eleitorado.
    Então, em 2026 haverá chance para um governo de centro-esquerda, até pelo esgotamento da população com essa baderna.
    Sinceramente, o Brasil aguentou 21 anos de generais cretinos. Não será o capitão Bolsonaro que vai destruir o país para sempre.

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    • A questão não é o Bolsonaro, Renato. É o estado profundo que o apoia. A plutocracia aliada a interesses internacionais e o estado profundo que lhe serve não tem qualquer respeito pela nação e pelo território brasileiro. Como sobreviverá um país com a cultura e a educação que lhe dá liga estilhaçado pelo fanatismo religioso e ideológico ao lado da miséria de uma parcela da população? O extrativismo e a colônia agrícola em que estão transformando o país beneficiará quantos por cento da população? De outro lado, com esse estado profundo corrupto e indecente como o governo que substituirá Bolsonaro conseguirá reverter a entrega das riquezas do país e de suas estatais essenciais para conduzir o país ao desenvolvimento? Qual juiz dará uma sentença que reverta a venda das refinarias, por exemplo? Qual juiz retirará de um latifundiário as terras roubadas da união? Como um governo com todos esses problemas conseguirá enfrentar as milícias que estão tomando conta do país e serão fortalecidas com o dinheiro dos cassinos dos quais os Bolsonaros serão sócios? Isso tudo acontecendo num país cuja população está entorpecida pelas redes sociais que lhe tirou a identidade ateaves da manipulação .

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      • Entendo a sua preocupação, sua desesperança, mas nós sairemos disso. Nada nesse mundo é para sempre, tudo tem começo, meio e fim e tudo passa.
        Somos o mesmo país que só tinha cana, depois só café, e aqui chegamos, uma das 10 maiores economias do mundo.
        Bolsonaro e essas corporações não são uma chaga eterna, isso não existe. Eles vão embora.

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        • ..mas o mal que estão fazendo terá prejudicado esta e futuras gerações e quanto mais tempo ficarem mais se acumularão os danos, sabe-se lá quanto. O demônio passar não é consolo, como não foi no caso da ditadura de 64, que “passada” não serve de consolo nem para as gerações que vieram, sobretudo para os que tombaram.

      • É bastante comum que mudanças históricas profundas apareçam primeiro em mínimos sinais no horizonte. Gavin Newson, governador da California, do Partido Democrata, decretou a proibição de todo e qualquer veículo movido a combustível fóssil no maior e mais rico estado americano, a partir de 2035.
        Talvez, refinarias de petróleo se tornem apenas sucatas enferrujadas em 30 anos. Quem é que sabe? Nunca mais o petróleo chegará aos 100 dólares o barril. Passou o tempo do engenho de açúcar, e também passará o tempo do petróleo.

        • Renato, petróleo não é só combustível. Tudo o que você toca e se alimenta depende do petróleo. Fertilizante, gás de cozinha e aquecimento, embalagem, remédio, tinta, carro, avião, sapato, asfalto tudo tem componente do petróleo. Pegue um carro da Tesla e veja se conseguem fabricá-lo sem petróleo. Iraque, Líbia, Venezuela pq Europa e Estados Unidos fariam tanta destruição se petróleo fosse só combustível?

          • Você tem razão, Vera.
            Por tudo que leio, acho que o petróleo já é uma indústria a caminho do fim, especialmente pelos danos que causa ao planeta já tão castigado. O óleo seguirá o mesmo destino do seu irmão carvão. Mas isso não significa que é para os próximos anos.

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          • Renato Cruz 02/10/2020 at 20:11
            Eu tenho bem nítido na memória um episódio, que embora pequeno, é muito ilustrativo do país em que a Petrobras é heroína (para mim, nunca passou de uma máquina de roubo e corrupção). Eu era coordenador de projetos numa grande montadora do ABC. Por volta de 1985, a empresa trouxe dos Estados Unidos um programa de desenho industrial (estou simplificando muito). Depois de instalado, todas as grandes empresas começaram a mandar times técnicos para conhecer o novo programa, que de fato era revolucionário na época. Era eu quem organizava as visitas. Eram sempre 5 ou 6 técnicos ou engenheiros de cada multinacional ou grande empresa brasileira, como a Votorantim ou a Villares. Um dia chegou um ônibus lotado. Eu fiquei bestificado e perguntei à secretária: o que é isso? quem é essa gente? parece uma excursão. “É a Petrobrás”, ela me respondeu singelamente. Havia 35 pessoas no grupo visitante da Petrobras.

            Renato Cruz 02/10/2020 at 21:53
            Pelo menos uma vez na vida, tente sair fora do catálogo da esquerda latino-americana, ditado em 1948 pela CEPAL, com sede em Santiago. Tente pensar sozinho.

            Renato Cruz 03/10/2020 at 16:20
            Eu agradeço aos comentários, só faço uma ressalva, minha mãe já morreu há muito tempo e não, ela não era prostituta, como disse o amável Bo, era costureira de mão cheia no nosso bairro da zona norte de São Paulo. Não imaginei causar tanta reação. Opiniões e crenças cada um tem as suas. Eu nunca comprei esse mito Petrobras. Por que ninguém falou da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que teve orçamento inicial de 2,3 bilhões de reais e terminou por 23 bilhões. Ate a Graça Foster fez uma apresentação numa coletiva em que ela mostrou um gráfico sobre essa roubalheira generalizada e disse apenas: “Isso não vai mais acontecer.” Quem roubou, quanto roubou cada um dos envolvidos? Nem uma palavra.

            Renato Cruz 03/10/2020 at 16:23
            Nunca tive ilusões com esse embuste estatal de petróleo. Não acenderei uma mísera vela por ela, na privatização, que virá, é só questão de tempo. Em tempo, eu não votei no Bolsonaro. Votei em Geraldo Alckim e em Fernando Haddad no segundo turno. O governo Bolsonaro é uma tragédia, mas vai passar. Um dia ele vai embora.

            Renato Cruz 03/10/2020 at 16:27
            Obrigado pelo texto, Eduardo, eu aprendi várias coisas com você. Só uma pequena correção: balanço de pagamentos, balança é a comercial exportações X importações.

            Renato Cruz 03/10/2020 at 16:41
            A graça da coisa toda é que nos blogs da direita eu sou atacado com a mesma brutalidade usada aqui, nesse blog da esquerda, que aliás eu gosto muito. No Antagonista, quando era aberto a comentários, minha mãe também foi chamada de prostituta. Ela era costureira, não trabalhadora do sexo…. rsrsrs O fanatismo é o mesmo, a violência é igual nos dois lados.

            Renato Cruz 03/10/2020 at 16:58
            Agradeço sua boa vontade, Frederico, seu texto me trouxe ótimas informações.

            Renato Cruz 04/10/2020 at 09:05
            Não, Marco, não desejo isso não, esse país eternamente exportador de produtos primários, desde o pau-brasil, e importador até de manteiga. O que acho é que essas corporações estatais se perpetuam num nível alto de poder e acabam se tornando máquinas gigantescas, incontroláveis, imunes à fiscalização, daí as refinarias de 23 bilhões de reais. Se a própria Petrobrás devolveu voluntariamente 2,5 bilhões desviados em corrupção, dá calafrios só de pensar no volume total que foi roubado.

            Renato Cruz 04/10/2020 at 09:08
            Eugenio Gudin era o representante dos grandes importadores do Rio de Janeiro. “Câmbio no Brasil é café”, ele dizia, numa frase síntese da sua vida e do atraso nacional.

            Renato Cruz 04/10/2020 at 09:17
            Ninguém perde nada por ser elegante. Procure ser elegante, parece um velho mau humorado do finado partidão… rsrs Menos rancor, parceiro. Tente não usar comigo toda a sua lista de insultos, não vale a pena. Eu não sou nada, e aliás, nunca fui, não sou e não serei militante do PT.

            Renato Cruz 04/10/2020 at 15:54
            Obrigado Bo, pela boa vontade em escrever respostas aos meus comentários sem importância. Leio tudo com atenção e sempre procuro aprender. O Marco tem razão, quando explica o papel das empresas estatais na construção do Brasil, construção que aliás parece não acabar nunca. Em 1978, na FFLCH-USP, eu tinha 18 anos e dizia nas salas que as usinas hidrelétricas construídas pelos generais eram do país. Era o que bastava para eu ser escorraçado das aulas. Viajei à Rússia e foi uma lambança chegar até à Base Naval de Kronstadt, mas eu fui, com três ônibus em russo, uma bagunça, mas eu cheguei até lá e lá passei uma tarde sozinho. Ninguém aqui vai me dar aula de Revolução Russa. Eu fui também até Pequim e subi no balcão, de onde Mao Tse Tung jogou as massas contra a burocracia do PC, na Revolução Cultural. Tudo isso é bobo. O mais tocante foi uma tarde serena que passei na casa do Troytsky, em Coyocán, não havia ninguém mais, é tão comovente o lugar. Uma pequena bandeira vermelha está espetada na terra, ao lado do túmulo, Natália está enterrada ao lado. As gaiolas de coelhos estão lá, vazias. As marcas de balas nas paredes, do atentado liderado pelo pintor Davi Siqueiros estão lá até hoje. O escritório de Trotsky está como ele deixou no seu último dia de vida. É singelo e bonito o lugar, até as panelas e o fogão usados por Natália estão lá. Procurei em vão pela picareta de gelo que o matou. Não está lá. A gente olha tudo com delicadeza e sensibilidade, caminha para a saída e se volta para um último olhar para a casa e o jardim solitários e vazios, e se pergunta: “Onde foi que nos perdemos? Onde foi que a revolução se perdeu? Onde foi que deu tudo errado?”

            Renato Cruz 04/10/2020 at 16:39
            A cartilha do PT é repetida por 90% dos jornalistas e comentadores desse blog. Não contem comigo. Eu pretendo infernizar a vida dessa esquerda adolescente. Lula é um cadáver histórico, merece um funeral com fanfarras e soldados. Que descanse em paz e tenha por toda a eternidade o seu merecido repouso. Vamos lá, esquerda, além dessa múmia heroica, o que mais vocês têm para oferecer?

            Renato Cruz 04/10/2020 at 18:44
            Nós vamos sair dessa fazenda, eu tenho certeza disso. Vindo de onde viemos, nós já fomos bem longe, e ainda mais longe iremos, se conseguirmos enquadrar esse vasto exército de parasitas do funcionalismo público. Mas não é o PT, o partido dos milhões de funcionários públicos – para os funcionários públicos, tudo, para o resto do povo, um monte de mentiras e de propaganda fajuta… é isso o PT – que vai nos conduzir. Eu odeio sindicatos de funcionários públicos.

            Renato Cruz 05/10/2020 at 10:19
            Marco, bom dia. No meio dessa enxurrada de insultos pessoais, tenho lido informações muito interessantes nos seus comentários.

            Renato Cruz 05/10/2020 at 10:21
            “Liberdade é a liberdade de quem pensa diferente de nós.” Rosa Luxemburgo

            Renato Cruz 05/10/2020 at 16:41
            Quem é você pra me chamar de mau caráter, seu lixo? Esgoto da esquerda cafajeste.

            Renato Cruz 05/10/2020 at 16:42
            Procure ajuda psiquiátrica, demente.

            Renato Cruz 05/10/2020 at 16:43
            Esse blog não tem moderador. Todos os insultos são permitidos. Esse sujeito já me chamou de todos os nomes, por mais que eu tentado contemporizar.

      • Nunca esqueci uma frase do Ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ahmed Zaki Yamani, que mandou nas maiores reservas de petróleo do mundo por 24 anos, entre 1962 e 1986, e simplesmente construiu toda a gigantesca indústria petrolífera do seu país, a maior do mundo.
        “Isso vai acabar”, dizia ele aos seus patrícios, “não foi por falta de pedra, que acabou a idade da pedra.”

      • Renato Cruz 02/10/2020 at 20:01
        Eu sinceramente não consigo entender a defesa de uma empresa que jamais foi capaz de dar ao Brasil a auto-suficiência em petróleo bruto – e foi para isso que ela foi fundada em outubro de 1953 -, uma empresa tão fajuta que na primeira crise do petróleo, em outubro de 1973, nada tinha a oferecer ao país que a sustentava, além de propagandas vazias.
        Novamente, na crise do petróleo de 1979, muito mais séria do que a anterior, lá estava a Petrobras desempenhando seu mais importante papel: cabide de empregos.
        Para que serve a Petrobras? Para que os brasileiros precisam sustentar essa gigantesca máquina de corrupção? Esse eterno cabide de empregos de militares da reserva, e depois, de petistas desempregados?

        Renato Cruz 02/10/2020 at 20:52
        A Petrobras é um dos mais fortes mitos da esquerda brasileira.
        A empresa nunca prestou pra nada, além de ser um vasto cabide de empregos para militares aposentados e esquerdistas desempregados. A Petrobras não serve pra nada.

        Renato Cruz 02/10/2020 at 21:45
        Me desqualificar, me agredir, não responde nada. Para quê serve esse eterno esgoto de corrupção que é a Petrobras? “Me nomeiem diretor da Petrobras e eu me elejo governador da Bahia.” Foi Jacques Wagner quem disse isso, em 2004.

        Renato Cruz 02/10/2020 at 22:18
        Ou a esquerda brasileira esquece a CEPAL, elimina o nacionalismo bolorento e sai fora da eterna cartilha do foquismo “Cuba-Salvador Allende-Montoneros-Tupamaros” ou estamos perdidos. CAPITALISMO. Como desenvolver o país? Chega de lixo estatal, com 100.000 funcionários, pelo amor de Deus. O Brasil tem de desenvolver suas forças produtivas.

        Renato Cruz 03/10/2020 at 16:29
        Eu não gosto de empresa estatal, mas seu texto está muito bonito, Alexandra.

        Renato Cruz 04/10/2020 at 16:10
        Empresa estatal para mim significa apenas 200 funcionários onde bastariam 50. Significa corrupção nos contratos.Cada contrato de empresa estatal tem cheiro de corrupção, comissão, roubalheira e “por fora”.
        Cada empresa estatal significa também indicação política em todos os cargos de poder. Por mim, fechem a Petrobras e entreguem tudo para a Saudi Aranco. Talvez seja melhor destino. Jacques Wagner foi o único alto líder do PT a ter coragem de dizer numa entrevista: “O PT se lambuzou de corrupção nas estatais.”
        Bolsonaro não chegou lá por milagre. Foi Fernanda Montenegro quem disse isso.

        Renato Cruz 04/10/2020 at 16:16
        Mas temos de aturar essa choradeira sem fim da esquerda: “O golpe de 2016; a mídia golpista; a Lava Jato – aliás, o nome está errado – o judiciário instrumentalizado… blá, blá, blá…
        Perfeitamente. Além de insultar Bolsonaro, coisa que não serve para absolutamente nada, o que a esquerda propõe para vencer a eleição presidencial de 2026? (A eleição do 2022 já tem vencedor: Jair Bolsonaro.)

        Renato Cruz 04/10/2020 at 18:27
        Eugenio Gudin não é meu herói. Ele era um velho do Rio de Janeiro, da oligarquia latifundiária exportadora de lá. Rio de Janeiro que aliás merece seu trágico fim. Eu odeio esse Brasil “Minas Gerais-Nordeste-Rio Zona Sul”. Era nojento demais, atrasado demais, bolorento demais.
        Tancredo Neves tinha apartamento na Rua Rainha Elizabeth, em Copacabana. É uma benção divina que esse nojento Brasil mineiro-carioca está morto.

        Renato Cruz 04/10/2020 at 18:30
        Aliás, o apartamento do Tancredo Neves era um latifúndio financiado em “500” meses pela Caixa Econômica Federal, que obviamente só tinha dinheiro pra financiar imóveis para “a nossa turminha mineira-nordestina-carioca”.
        Era esse o Brasil das empresas e bancos estatais.

        Renato Cruz 05/10/2020 at 16:39
        Eu não mudo uma palavra do que eu disse sobre a gigantesca máquina de corrupção em que “a Petrobras foi transformada pelo PT e seus partidos cúmplices no assalto aos cofres da empresa”. Essa última frase foi dita pelo Marcelo Odebrecht.

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      • Adoro a Senhora Dona Vera,pela sua pertinência,perseverança e pertinácia,certo?
        Inclusive lhe disponibilizei alguns livros que vosmecê estava precisando para alguma coisa.
        Por gentileza,não se sinta ofendida mas pelo amor de Deus o que seria “ESTADO PROFUNDO”.Se for o Japão,não é necessário responder-me.Nem a Senhora,nem esses dedinhos horrorosos que sobem por qualquer coisa.

        • Essa balela de “Estado Profundo” parece as historinhas de “Bicho Papão” e “Homem do Saco” com que adultos sacanas assustavam as crianças. É uma versão em que cabe qualquer coisa, tudo pode ser explicado por ela e, ao mesmo tempo, paralisa reações, intimida ações de mudança, já que sempre há um … Estado Profundo a tudo obstar. É uma explicação cômoda.

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          • Perdeu Companheiro.Um abnegado do Blog de nome Zé Sergio 14/10/2020 às 16:28 definiu de forma sublimar essa pornofonia chamado de Estado Profundo:”ESTADO DITATORIAL CAUDILISTA ABSOLUTISTA ASSASSINO ESQUERDOPATA FASCISTA”.FELOMENAL,digo eu.

      • Exatamente Vera. O problema não se resume a Bolsonaro e quadrilha, mas sim os operadores do estado (parte expressiva do judiciário, do legislativo, dos militares), sempre contando com o apoio de empresários e grande mídia. Estão aí a décadas, e sobreviverão ao desgoverno atual. O rastro de destruição ficará para as próximas gerações.

    • Pois é, xará, o Chile, mesmo tendo punido militares, condenado Pinochet etc., é exemplo de que esse golpe vai ser bem difícil de ser desfeito. Aliás há uma cuirosidade sobre o Chile: a rejeição ao termo “ditadura” é muito mais frequente e profunda do que no nosso país. Não dá nem para imaginar um parlamentar chileno que, num paralelo ao ex-deputado Jair Bolsonaro, elogiasse Pinochet e permanecesse no cargo. No entanto o arrocho e as desigualdades promovidos pelo capital naquele país nunca deram trégua. Nós tivemos alguns momentos bons mas eles não. Ou seja: o importante no estabelecimento e manutenção de uma sociedade nacional boa para si mesma, que promove prosperidade, alguma paz, trabalho e renda, saúde, educação, moradia… afinal, não é se é ditadura ou democracia, é se o estado fica sob as ordens do mercado – operado pela elite, claro – ou do povo.

  7. Ja virou giboia faz tempo, desde que um ex presidente foi levado por coercitiva e depois preso num processo fraudulento. Admiro essa crença nas instituicoes mas tal qual o teismo, é apenas fé cega, sem base factual.

  8. Ó militares nossos heróis garantidores da lei e ordem,nós o ajudaremos contra a besta fera Bolso,FAÇAMOS JÁ A FRENTE AMPLA CONTRA ESTE DEMÔNIO !!!
    Obs:Contra os bancos e grandes corporações deixa pra depois,não tem pressa não !!!

  9. Como esse pessoal que se adona do país tem dificuldade de largar o osso e sofre de graves problemas cognitivos, há duas estratégias para usarmos de maneira combinada: não fazer nenhum tipo de anistia e preparamo-nos para um projeto nacional, inclusivo e democrático para quando esses terraplanistas econômicos, geopolíticos e religiosos deixarem o osso cair da boca banguela.

    Por enquanto, vamos ser inteligentes para nos proteger e proteger, na medida do possível, quem é mais vulnerável.

  10. É isso, caro Nassif, o fascismo chega ao poder pela via da democracia, se instala no aparato de governo liberal e começa a roê-lo por dentro. E, com isso, derruba também a economia liberal que, em vez de girar em torno do dinheiro e do lucro, passa a servir aos delírios de limpeza moral do mundo, que alimentam a loucura fascista. No fundo os fascistas são anticapitalistas, mas se creem capitalistas e defendem o trabalho duro, o lucro e a propriedade privada. Mas todos os seus atos acabam por destruir as instituições liberais, o estado-nação e, por fim, a própria economia capitalista, parasitada pela máquina de destruição do fascismo. Se Bolsonaro e os bolsonaristas chegarão tão longe quanto os nazistas não se sabe, mas seu desejo inconsciente (e que eles põe em prática o tempo todo) é de destruição e autodestruição: uma revolução apcalíptica.

    • disse tudo…
      para os fascistas o mundo ideal que imaginam em suas mentes sórdidas é um mundo só com eles

      é por isso que nunca fizeram história, a não ser de destruição e mortes, pois sempre tentam criar uma só para eles, e, para tanto, precisam destruir a que existia antes deles

      é por isso também que Bolsonaro começou o seu governo defendendo que é preciso destruir para reconstruir. Incapazes de se adaptarem ao que já existe. Exatamente como está acontecendo no Brasil

  11. Os governos passam. A nação segue em frente. 2021 será o ano do acerto de contas na economia. A cada tempo e lugar condições modificam-se. Acredito que as eleições municipais darão o primeiro tom para 2022. Pesquisas indicam a possibilidade de escolha de nomes conhecidos da política o que pode indicar um comportamento de conservadorismo diante do que está posto do eleitorado. Não tenho passaporte e não farei. Aqui nasci, aqui vou partir. Com todas as contradições que este país nos oferece vamos lutando o bom combate com esse “turminha” que se acham os donos da terra Brasilis.

  12. Nassif, só me permito fazer uma pequena – mas importante! – correção no seu artigo, sobre essa reflexão entre as semelhanças da ascensão ao poder de Hitler, na Alemanha, Bolsonaro, no Brasil e os respectivos estados profundos que os apoiaram: você afirma que devemos tomar cuidado para que “a minhoca não se transforme em jiboia, citando como exemplos pessoas medíocres, mas extremamente perigosas, nas circunstâncias, como Rodrigo Maia, Alcolumbre e Fux, mas sejamos francos, essas e outras minhocas já viraram jiboias há tempos, e até cascavéis alguns deles, e não é mais o caso de “defendermos nossa cidadania, nossos direitos, nossas riquezas, nossa soberania e nossa democracia, além da normalidade nas ações das instituições…. – TUDO ISSO JÁ PERDEMOS, FOI-SE, JÁ NÃO É! O caso agora é lutarmos com todas as nossas forças e por todos os meios que pudermos, para recuperar o que esse “nazismo light à brasileira” nos roubou, pelas mãos de Moro, dos procuradores da Lava Jato, de Rodrigo Janot, de Eduardo Cunha, dos congressistas bandidos à época do impeachment, todos, usando sua analogia, “minhocas que se transformaram em cobras”, pelas mãos “mágicas” da Rede Globo e pelas mãos covardes e omissas do Supremo Tribunal Federal, pusilânime, avalista das ações criminosas, indignas desse grupo de homens comuns, todos eles, a maioria vulgares, toscos, como se revelaram Moro, Janot, Dallagnol, Peluzo, todos, sem exceção, não encontramos nem um sequer entre eles, que possamos admirar pelo intelecto, a cultura, o carisma, nada de nada – apenas oportunistas sem caráter, de ego fraco e pequeno, que se aproveitaram de uma janela de oportunidade aberta pela Globo e pelo ódio doentio e tosco de nossas elites e classes médias, para revelarem sua sordidez, seu fascismo, sua sede por fama, grana e poder. TODOS ELES SEM EXCEÇÃO ESTARÃO NO ESGOTO DA HISTÓRIA EM MENOS DE UMA DÉCADA!
    O realismo, os fatos, o que estamos presenciando – o acordão entre Bolsonaro e as oligarquias de direita – exigem de nós que assumamos isso: perdemos a guerra! Não há mais o que “defender”, há o que RECUPERARMOS, e nesse sentido, URGE VERMOS QUEM ESTÁ AO NOSSO LADO e unirmos forças.
    A eleição de 2022 pode ser o tempo de alguns que ainda tenham resquícios de dignidade pessoal caírem em si, perceberem a loucura que é essa entrega de todo um país e suas riquezas ao capital estrangeiro, que é perverso além do normal essa retirada de todos os direitos trabalhistas e previdenciários do nosso povo, que é um crime contra o Brasil e o planeta a destruição da Amazônia.
    Mas temos que parar de nos enganar e reconhecer que UM GOLPE DE ESTADO FOI DADO E AGORA ELE ENTROU EM SUA FASE DE “LEGITIMAÇÃO”…..
    Como bem afirmaram outros colunistas, se puderem, até a política nos tiram, o direito a uma Justiça republicana e constitucional, já nos tiraram.
    Todas as vozes com alguma repercussão têm que clamar por uma Frente ampla e unida contra esse nazismo à brasileira, e o que nos roubaram. E tentarmos, como um milagre, recomeçar mais uma vez esse arremedo de democracia que sempre fomos.
    Judiciário e militares, tão poderosos hoje em dia, deixarão que ocorra….?

  13. Nassif, só me permito fazer uma pequena – mas importante! – correção no seu artigo, sobre essa reflexão entre as semelhanças da ascensão ao poder de Hitler, na Alemanha, Bolsonaro, no Brasil e os respectivos estados profundos que os apoiaram: você afirma que devemos tomar cuidado para que “a minhoca não se transforme em jiboia”, citando como exemplos pessoas medíocres, mas extremamente perigosas, nas circunstâncias, como Rodrigo Maia, Alcolumbre e Fux, mas sejamos francos, essas e outras minhocas já viraram jiboias há tempos, e até cascavéis alguns deles, e não é mais o caso de “defendermos nossa cidadania, nossos direitos, nossas riquezas, nossa soberania e nossa democracia, além da normalidade nas ações das instituições….” – TUDO ISSO JÁ PERDEMOS, FOI-SE, JÁ NÃO É!
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    O caso agora é lutarmos com todas as nossas forças e por todos os meios que pudermos, para recuperar o que esse “nazismo light à brasileira” nos roubou, pelas mãos de Moro, dos procuradores da Lava Jato, de Rodrigo Janot, de Eduardo Cunha, dos congressistas bandidos à época do impeachment, todos, usando sua analogia, “minhocas que se transformaram em cobras”, pelas mãos “mágicas” da Rede Globo e pelas mãos covardes e omissas do Supremo Tribunal Federal, pusilânime, avalista das ações criminosas, indignas desse grupo de homens comuns, todos eles, a maioria vulgares, toscos, como se revelaram Moro, Janot, Dallagnol, Peluzo, todos, sem exceção. Não encontramos nem um sequer entre eles, que possamos admirar pelo intelecto, a cultura vasta, o carisma, nada de nada – apenas oportunistas sem caráter, de ego fraco e pequeno, que se aproveitaram de uma janela de oportunidade aberta pela Globo e pelo ódio doentio e tosco de nossas elites e classes médias, para revelarem sua sordidez, seu fascismo, sua sede por fama, grana e poder. TODOS ELES SEM EXCEÇÃO ESTARÃO NO ESGOTO DA HISTÓRIA EM MENOS DE UMA DÉCADA!
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    O realismo, os fatos, o que estamos presenciando – o acordão entre Bolsonaro e as oligarquias de direita – nos gritam essa verdade: perdemos a guerra! Não há mais o que “defender”, há o que RECUPERAR, e nesse sentido, urge unirmos forças com todos os que estiverem dispostos a marchar ao nosso lado – qualquer um que queira de volta um país minimamente civilizado, democrático e com as bases essenciais da cidadania e dos direitos e garantias fundamentais restabelecidos, para que, paulatinamente, sejam restabelecidos os direitos trabalhistas e previdenciários mais basilares, entre os que “as cobras” roubaram do povo brasileiro.
    A eleição de 2022 pode ser o tempo de alguns que ainda tenham resquícios de dignidade pessoal caírem em si, perceberem a loucura que é essa entrega de todo um país e suas riquezas ao capital estrangeiro, que é perverso além do tolerável a destruição do meio ambiente e dos direitos dos brasileiros, sendo os mais pobres, justamente os mais vulneráveis, os atingidos pela selvageria dos rentistas e demais representantes das nossas oligarquias.
    Mas não cabe mais, não pode caber, a visão de “algo a ser defendido”, perdemos tudo o que tínhamos para perder. É uma luta de vida ou morte (para o país e o seu futuro!), de RETOMADA do que as bestas feras nos tomaram.

  14. Prezado Nassif e comunidade,
    Os nazistas na Alemanha eram ocultistas. Há uma tradição na Europa Setentrional de sociedades secretas (ELIADE). Estão vendo a foto do desfile militar escolhida para esta matéria lá em cima? A suástica é uma uma das formas de Sol Negro.
    Por mais complexidades encontradas no caso alemão na 1a metade do século XX conosco não há na história colonial e na pré-história indígena nenhuma tradição apocaliptica de culto a destruição.
    Sim, há genocídios como o de Canudos, o Gênesis da sociedade brasileira (NABUCO) e a profecia de Conselheiro em que “o Brasil será contra o Brasil” vem ressurgir.
    As situações na História se transformam, e Heráclito sabia que “o Sol é novo todos os dias”, mas os homens permanecem (MAQUIAVEL).
    Por isso, “Roma non pereat si romani non pereant”, ou seja, é a qualidade dos Nassifs, Peregrinos, Wiltons, Veras, Marcelos enfim são os indivíduos que asseguram a virtude das instituições e não o contrário.
    Peço a atenção dos virtuosos brasileiros que aqui se informam e escrevem que a periferia de São Paulo e do sudeste com suas favelas é a Canudos de hoje. (SOLANO)
    Que cada um dos que entenderam possam ser os novos Euclides da Cunha desta guerra.

    Fiquem com Deus!

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