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Blog de luisnassif

TJ do Rio condena Nassif por dano à imagem de Eduardo Cunha

A Décima Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reformou sentença da primeira instância e condenou o jornalista Luís Nassif por dano moral infringido ao ex-deputado Eduardo Consentino da Cunha.

A ementa, do relator desembargador Cleber Ghelfenstein diz, literalmente:

“(...) NA ESPÉCIE, O AUTOR ALEGA TER SOFRIDO DANO MORAL EM VIRTUDE DE MATÉRIA JORNALÍSTICA VEICULADA NA PÁGINA DA INTERNET ADMINISTRADA PELO RÉU. EM VERDADE, A MATÉRIA EM COMENTO MACULA A DIGNIDADE DO AUTOR, AO ASSOCIAR O SEU NOME A CRIMINOSOS E A ESQUEMA DE SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS”.

Nas sete páginas do acórdão, as referências ao conteúdo das reportagens publicadas se resumem a três linhas:

“A reportagem associou, irresponsavelmente, o nome do autor ao traficante Abadia, além citar o seu indiciamento com o ex-procurador de PC Farias, sem esclarecer que o inquérito resultou em ação penal trancada por atipicidade”.

E nada mais disse, nem analisou. O restante do acordão é composto de citações sobre dano moral e liberdade de imprensa. Leia mais »

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Advogado do BTG Pactual conversa com advogado de Palocci

Jornal GGN - O ex-Ministro Antônio Palocci negocia sua delação premiada com a Lava Jato. Ofereceu a primeira parte solicitada: tentativa de incriminar o ex-presidente Lula. Faltou a segunda: seus negócios com o sistema financeiro.

No dia 30 de julho, o jato do banco BTG-Pactual, Global 6000, pousou em Curitiba pela manhã. Do jato desceu o Antônio Carlos Kakai que conversou durante 15 minutos com Adriano Bretas, advogado de Palocci.

Na segunda à noite, o jato retornou a Curitiba, pousou por volta das 19 horas, mais uma vez trazendo Kakai. Do hangar, ele rumou para o hotel Noma. Na manhã seguinte, tomou café com Bretas.

Decolou de volta às 9:30.

Não há informações sobre o assunto tratado.

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O general falou, e Barroso não piou, por Luís Nassif

Gilmar e Luis Barroso são dois Ministros falantes, cada qual com seu estilo, cada qual a seu talante, um com a rudeza taurina, outro com a fala elegante, um, direto, ofegante, outro liso e palrador, o falastrão perdigoto, o boquirroto finório, que transformaram o Supremo em imenso parlatório  

Falam muito, muito opinam, sempre falam, falam sempre, nunca se negam a falar, e se as falas por aqui, eu repito e embaralho é porque é o seu retrato, pulando de galho em galho, falando de déu em déu, jogando palavras ao vento, pontificando ao léu.

Dão palpite em política, em reforma trabalhista, Gilmar é mais detalhista, Barroso é orelha de livro, Gilmar é um garantista sempre em defesa dos seus; Barroso é o maneirista encobrindo o filisteu.

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Xadrez do fator militar, por Luís Nassif

Peça 1 – sobre os cenários improváveis

Até a posse de Dilma Rousseff, já havia ocorrido os seguintes fenômenos, que passaram despercebidos dos partidos políticos e dos analistas em geral:

1      A montagem da bancada de Eduardo Cunha e Michel Temer, com recursos obtidos dos cargos públicos que receberam do PT.

2      As ligações entre a Lava Jato, a Procuradoria Geral da República (PGR) e o Departamento de Estado norte-americano.

3      A parceria Mídia-Ministério Público Federal (MPF), criada com a AP 470, do “mensalão”.

4      A parceria mercado-PMDB, em torno da “Ponte para o Futuro”.

5      A entrada de novos militantes de direita nas redes sociais.

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A Criação das Utopias, um exercício de futurologia

Aqui, palestra que proferi no Encontro "Criação das Utopias", que aconteceu semana passada no Centro Brasileiro de Física, no Rio de Janeiro.

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Lembranças do Festival de Casa Branca de 1969

Fuçando em coleções antigas, encontrei um disquinho de 1969, de Carlos Molin, com acompanhamento do Conjunto de Carlinhos Mafazolli tendo Poly como “convidado de honra”. Nele, uma faixa, “Frevo Gamado”, de minha autoria, interpretada por Molin e pela Mônica, nossa cantora, que tinha um agudo afinadíssimo.

Foi uma edição do Festival de Casa Branca, organizado pelo 2o Sargento Moacir. Premiava a melhor canção geral e a melhor canção de atiradores. Levei ambos.

O Festival me garantiu 30 dias de licença no Tiro de Guerra de Poços para participar de vários outros festivais, incluindo um da TV Tupi.

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Áudio

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Parecer do MPF permite julgamento da parcialidade de Moro

Jornal GGN - Um parecer do Ministério Público Federal (MPF), através da subprocuradora Áurea Lustosa Pierre, coloca pela primeira vez a possibilidade do STJ (Superior Tribunal de Justiça) apreciar a isenção do juiz Sérgio Moro.

Em parecer de pouco mais de 20 páginas, a subprocuradora relaciona os principais fatos que mostram a falta de isenção de Moro:

1-Na APn 5046512-94.2016.404.7000 – linguagem de certeza de condenação no recebimento da Denúncia (Apartamento 164-A);

2- Na mesma Decisão esclarecimento sobre a Denúncia apresentada pelo MPF – quanto à individualização da responsabilidade;

3- Evento em 06/12/216, ‘Revista Isto É’  - fotografia trazida, mostrando Moro em conversa íntima com Aécio Neves.;

4- A defesa do magistrado na Queixa-Crime apresentada

5- Vídeo com divulgação em redes sociais – figurando o magistrado com membros do órgão de acusação.

6- Brasil apresentou informações em 27/01/2017 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, referente à comunicação do Agravante em 28/7/2016; Leia mais »

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Fundação Perseu Abramo lança o seu Brasilianas

Com todas as limitações que sofremos, o GGN decidiu lançar o projeto Brasilianas, uma plataforma online para consolidar as principais propostas de políticas públicas, vistas de forma sistêmica.

O projeto conseguiu a preciosa adesão da PUC-SP e de acadêmicos das principais instituições brasileiras.

O Brasilianas será lançado em breve.

Nas reuniões de organização, há cerca de dois meses, convidamos a Fundação Perseu Abramo, instituto ligado ao PT, e seu presidente Márcio Pochman. Tive duas conversas com Márcio, explicando a lógica do projeto. Nas reuniões preparatórias, a FPA foi representada por Joaquim Soriano, que assistiu às exposições, à maneira como o projeto se estruturará, com reforço de vídeos e seminários gravados pela TV-PUC. Oferecemos à FPA, inclusive, uma área clone para incluir suas propostas.

Até hoje de manhã, aguardávamos uma resposta de Pochman ao nosso convite. Leia mais »

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Os ataques ao GGN

Pessoal, há semanas o GGN vem sendo alvo de ataques continuados, sempre que esquenta o noticiário sobre a Lava Jato. Nosso TI tem lutado bravamente contra esses ataques. Muitas vezes, para aumentar o nível de segurança há problemas nos comentários. Depois, volta ao normal. Solicitamos a compreensão de vocês, especialmente nesses tempos de guerra aberta.

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Uma entrevista exemplar de Pedro Bial

Confesso que tinha certo preconceito em relação a Pedro Bial, quando assumiu o lugar de Jô Soares. Até ontem não havia assistido a seu programa. Assisti hoje a entrevista com o Comandante do Exército General Villas Boas, esperando um entrevistador vacilante e bajulador.

Engano meu! Um entrevistador altivo, não vacilando em relação a perguntas delicadas, mas dando ao entrevistado a oportunidade de explicar suas posições, goste-se ou não delas.

Clique aqui para assistir.

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Xadrez sobre a falsificação de documentos na Lava Jato, por Luís Nassif

O livro-bomba sobre a Lava Jato, prometido pelo doleiro espanhol Tacla Duran, começa a dar frutos.

Tacla é o doleiro cuja declaração de renda comprovou pagamentos a Rosângela Moro, ao primeiro amigo Carlos Zucolotto e a Leonardo Santos Lima.

Alguns capítulos do livro ficaram por alguns dias no site de Tacla. No livro, ele diz que a delação da Odebrecht teve vários pontos de manipulação, com a montagem de documentos, provavelmente por pressão dos procuradores, atrás de qualquer tipo de prova contra Lula.

O juiz Sérgio Moro facultou apenas aos procuradores da Lava Jato o acesso ao banco de dados especial da Odebrecht. Aparentemente, os procuradores entram lá e pinçam apenas o que interessam.

Analistas foram atrás das dicas levantadas por Tacla e quase todas se confirmaram.

Mais que isso: há indícios de que alguns dos documentos foram montados.

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Trivial de Aldir Blanc

Tive a honra de escrever o release do CD de 50 anos de Aldir Blanc. Nele, dizia que Aldir era a síntese de Orestes Barbosa e Luiz Peixoto.

No lançamento paulista, no bar do Alemão, Aldir admitiu que este justamente era seu sonho, os tipos populares de Luiz Peixoto com a contemporaneidade e o lirismo de Orestes.

Agora, nos seus 70 anos, o Sesc de Danilo Miranda lança um CD extraordinário, “A poética de Aldir” pela cantora portuguesa Maria João.  E se tem, aí, a intérprete definitiva de Aldir, um casamento que só a sensibilidade de Danilo para patrocinar. Junto com um texto apaixonado do amigo José Trajano.

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Trivial de Guinga

O último CD de Guinga, “Avenida Atlântica”, com Quarteto Carlos Gomes, é uma obra prima.

Lançado pelo selo SESC, de São Paulo, consiste em 13 peças de Guinga, sozinho ou com parceiros, e com arranjos, quase coautoria, de Paulo Aragão, um craque, profundo conhecedor dos embricamentos entre a música instrumental brasileira e os clássicos.

A música de Guinga não se explica pelos cânones normais da música popular, na qual harmonia e melodia criam pontos de tensão, que se resolvem voltando para o acordo inicial. Melodia e harmonia voam, às vezes dão a impressão de caminhar por uma estrada reta e, de repente, na melodia surgem pontos de tensão sutis, que transbordam os limites da harmonia e saem voando, conduzindo a harmonia atrás de si, como os tapetes mágicos dos contos ancestrais.

O CD abre com o emocionante “Meu Pai”, que fica ainda mais emocionante quando acompanhado das lembranças de infância de Guinga, que ele narrou em uma apresentação intimista no Bar do Alemão, semanas atrás. Leia mais »

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Na consagração de Janot, o populismo em um órgão de Estado, por Luis Nassif

Na ciência política trata-se como populista o político que toma uma série de decisões imprudentes com o objetivo único de contentar os eleitores de imediato, sem avaliar as consequências futuras.

O Procurador Geral da República Rodrigo Janot enquadra-se nesse arquétipo. E as homenagens que vêm recebendo da categoria demonstram que os procuradores também se enquadram em uma categoria sociológica especial: a da massa concursada. Isto é, pessoas supostamente bem formadas, mas sem capacidade interna de definir seu rumo e, portanto, com uma autodeterminação enganosa, seguindo movimentos de massa.

No período Janot, uma enorme cegueira coletiva, um deslumbramento irresponsável os tirou da categoria de servidores públicos para transformá-los em ilusórios condutores de povos, membros de uma classe social ascendente, com plena autonomia para exercer o poder na sua forma mais tosca, como autênticos meganhas do direito.

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Um projeto precioso sobre o samba paulista

O Movimento Samba São Paulo mostra definitivamente a maioridade do samba paulista. Projeto do produtor Denilson Miller e do sambista Brau de Souza, o CD lançado traz sambistas de primeira linha, pouco conhecidos fora do circuito de botecos do samba.

http://movimentosambasaopaulo.com.br/

O CD conta com a participação luxuosa do gaitista Rildo Hora, padrinho do movimento.

O projeto juntou um time vigoroso de novos intérpretes, como Brau de Souza, Jurema Pessanha, Mauricão, Luis Batucada, Simone Ancelmo, Yvison Pessoa, Marcos Padovezi, Valnei da Bahia, Pegada de Gorila e Yvani Coelho.

E, como apoio, artistas consagrados, como o Maestro Rildo Hora e sua filha Patricia Hora, Luiz Américo, Osvaldinho da Cuíca, Alceu Maia, Dedé Paraiso, Dora Vergueiro, Adryana Ribeiro e Iracema Monteiro. Leia mais »

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O Jornal GGN e o DCM vão investigar a indústria da delação premiada na Lava Jato e contam com você

Atualizado em 14/set/2017 - 9h30 - com e-mail de contato

Pela primeira vez, o DCM e o Jornal GGN, duas das marcas mais conhecidas do jornalismo digital, vão participar juntos de um projeto de crowdfunding.

Nos últimos anos, o maior negócio do meio jurídico foi a indústria da delação premiada na Lava Jato.

Advogados foram contratados por honorários milionários, de dezenas de milhões de dólares, para oferecer aos clientes o conforto de uma negociação confiável com procuradores e juiz da Lava Jato.

Ter a confiança do magistrado passou a ter um valor inestimável. Ao mesmo tempo, surgiram discrepâncias variadas entre as sentenças proferidas, algumas excessivamente duras, outras inexplicavelmente brandas.

Tudo isso ocorre no reino de Curitiba, território em que a justiça criminal é dominada há anos pelo grupo que conduziu a Lava Jato, juiz Sérgio Moro à frente.

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Julgamento de um episódio infame: os meninos "terroristas", por Luis Nassif

Há pouco mais de um ano, no dia 4 de setembro de 2016, produziu-se em São Paulo um dos episódios mais escabrosos desse período de estado de exceção e perseguição política, que ainda poderá entrar para a história da mesma maneira que as armações do Cabo Anselmo, as Cartas Brandi e outras grandes falsificações da história.

Dilma Rousseff havia caído. Havia movimentações de protesto por várias capitais brasileiras. O componente militar era uma das saídas políticas para coibir as manifestações, conforme imaginado pela quadrilha que se apossou do poder,

Decidiu-se, então por uma armação, de montar uma arapuca, prender um grupo de jovens e imputar a eles propósitos terroristas.

A armação foi montada pelo ex-Secretário de Segurança Alexandre Morais, que se tornara Ministro da Justiça, com a participação do serviço secreto do 2o Exército.

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O mercado apoia a política econômica que dá ganhos imediatos, por Nelson Barbosa

Na interessantíssima Semana de Economia da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas, filha dileta de Luiz Carlos Bresser Pereira, uma das discussões mais candentes foi sobre o sistema de metas inflacionárias, e a maneira como permite ao rentismo de apropriar de parte relevante do orçamento público.

Em sua palestra, Nelson Barbosa analisou os julgamentos que o mercado faz sobre a política econômica – e a imprensa repete como se fosse ciência pura. Tudo se resume à taxa de juros efetiva. O mercado estima uma taxa, em geral maior do que a que se realiza. Pelas metas inflacionárias, no caso de aumento da inflação, a taxa de juros tem que aumentar mais que proporcionalmente. Quando o governante permite taxa de juros real (descontada a inflação) elevadas, o mercado saúda a política econômica como eficiente. E vice-versa.

Aqui, um e-mail que recebi de Nelson detalhando mais o tema. Leia mais »

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Com três linhas, STJ convalida possível golpe fiscal de R$ 1,5 bi, por Luis Nassif

Atualizado em 16/setembro com acréscimo de resposta do STJ

Com apenas três linhas, a Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) impediu que se analisasse o mérito de uma autuação fiscal de cerca de (em valores atuais) quase R$ 1,5 bilhão.

A Ministra foi dura:

"Tendo em vista a decisão singular de fl. 5.265, que não reconheceu o agravo do recurso especial por deserção, NADA TENHO A DESPACHAR acerca dos documentos de fãs. 5.275/5.421, haja vista. Exaurimo-nos da prestação jurisdicional neste Tribunal Superior".

 

A data era 6 de setembro, véspera do dia em que, com a independência, o Brasil aspirava o status de Nação civilizada. O "NADA A DECLARAR", em maiúsculas, fora da praxe, era um puxão de orelha na procuradora que teimava em demonstrar uma operação de simulação fiscal.

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Xadrez da falência da macroeconomia brasileira, por Luís Nassif

Peça 0 – a Semana do Economista da Escola de Economia da FGV

A Semana de Economia da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas, tem permitido uma visão bastante nítida dos limites e das pretensões da macroeconomia no país.

A diversidade de linhas de pensamento permitiu montar um quadro preciso do momento atual, cujas principais conclusões são:

·      O predomínio do financeiro sobre o estratégico.

·      O reconhecimento do conhecimento da economia como arma política dos economistas, encastelados nos Bancos Centrais.

·      O pastel de vento que está sendo vendido por Henrique Meirelles, uma bomba para estou em 2019.

·      A manipulação das estatísticas como instrumento de marketing.

Vamos por partes.

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Trivial de Neymar Dias

Dia desses fui assistir a um show da Thamires Tannous, jovem cantora representante da música do centro-oeste. Delícia de show!

Mas lá ouvi pela primeira vez a viola de Neimar Dias. De arrebentar. Hoje em dia, no rastro de Almir Satter e Tavinho Moura, Renato Andrade, Ivan Vilela, Pereira da Viola, Roberto Correa e outros, filhos fieis de Tião Carrero.

Mas o que ouvi naquele show me deixou sem fala. A maneira como Neymar toca a viola, a facilidade dos bordados, reforçando as canções, o uso dos acordes, criando a cortina harmônica que vale por uma orquestra, e que só a viola proporciona, me deixaram embasbacado.

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A imagem tortuosa que Doria construiu de si próprio, por Luis Nassif

A construção de imagem de um político que aspire altos cargos é tarefa particularmente delicada. Trata-se da construção do seu caráter público, de um personagem permanentemente submetido a julgamentos por qualquer passo que dê. O resultado final é a soma dos episódios em que ele se envolve e que é acompanhada pelo público.

Ainda mais nesses tempos de redes sociais, selfies, velocidade de propagação da informação.

Em outros tempos, era trabalho mais fácil.

Fernando Collor era um político desconhecido do Brasil, quando saiu de Alagoas para disputar a presidência. E teve o auxílio da Globo na construção da imagem de caçador de marajás, em um período em que o país estava cansado da centralização em Brasília, no regime militar, e na esbórnia de distribuição de cargos públicos que caracterizou a partilha do butim pelos que ascenderam com Sarney. E que havia pouca informação circulando. A Folha foi o único jornal que trouxe algumas indicações sobre a personalidade de Collor.

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Lemann vai conferir na Eletrobras o negócio do século, por Luis Nassif

Ontem, o megainvestidor Jorge Paulo Lemann foi visto no prédio da Eletrobras, descendo no elevador com o presidente Wilson Ferreira Junior e a diretora de compliance Lúcia Casasanta.

Certamente foi conferir in loco a próxima aquisição.

A lógica de Lemann é simples.

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A chantagem da CPI da JBS, por Luís Nassif

Os abusos recentes da Lava Jato lançaram uma mancha não apenas sobre a operação, mas sobre o próprio Ministério Público Federal. Não adiantaram os alertas de figuras referenciais do MPF. A corporação caiu de cabeça no populismo insuflado pela mídia e que ganhou o apoio da parcela da sociedade com sangue na boca.

Houve abusos, sim, dos piores. E oportunismo dos maiores.

Mas o caminho para a contenção não é a CPI da JBS. Anular completamente o papel do MPF, através do uso de sua própria métrica contra ele, significaria entregar o país de vez para a mais corrupta estrutura política que já assumiu o poder.

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Trivial de Juarez Moreira e do violão mineiro

Na sexta-feira passada, em Belo Horizonte, tive a oportunidade de ouvir de perto, nos menores detalhes, o violão do amigo Juarez Moreira. Ele já tinha participado de outros saraus do Blog, mas sempre com o som prejudicado pelas conversas.

Desta vez, houve silêncio e o palco um pouco afastado. E aí Juarez mostrou toda sua maestria, que já encantou alguns dos maiores instrumentistas do Brasil e dos Estados Unidos.

Juarez é um minimalista. Não é de correria, é de detalhes. Ouviu de Yamandu o elogio definitivo: “Um dia vou tocar tranquilo assim que nem tu”.

Mas não é apenas a delicadeza e a variedade de acordes. Juarez desenvolveu uma técnica contrapontística única, na qual o dedão vai fazendo o baixo, enquanto flui a harmonia, como se fossem dois instrumentos distintos. E tome harmonias na justa medida, ricas, variadas, mas nunca supérfluas. Leia mais »

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Xadrez que explica as trapalhadas de Janot, por Luís Nassif

Em que narrativa caberiam os seguintes fatos?

Lance 1 - O Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot pedindo a prisão das principais testemunhas do processo contra Michel Temer e do ex-procurador Marcelo Miller.

Lance 2 - Depois, se encontrando clandestinamente em um boteco com o advogado da JBS, Pierpaulo Botino, um dia depois de ter pedido a prisão de seus clientes. Obviamente para tratar de temas que não poderia tratar em uma reunião oficial.

Lance 3 - Um Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin, trabalhando no final de semana.

Lance 4 - Fachin criando um tipo de pena diferente para a JBS: a suspensão dos benefícios e a prisão temporária de Joesley Batista e Ricardo Sur. Ou se anula o benefício e se prende o colaborador; ou se mantém o benefício e não prende o colaborador. Fachin inovou suspendendo o benefício e prendendo os delatores.

Lance 5 - Apesar de jogar em dobradinha com Janot, Fachin rejeita o pedido de prisão contra Miller, feito por Janot.

Vamos montar uma narrativa onde podem se encaixar essas peças e explicar a notável ansiedade com que Janot vem se comportando nos últimos dias.

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Janot coloca sob suspeita a Câmara contra a Corrupção do MPF, por Luís Nassif

Há meses, se sabia que Miller recebera uma proposta para trabalhar na Trench, Rossi & Watanabe. Na própria Procuradoria Geral da República a decisão foi encarada como uma traição ao Ministério Público Federal.

Mal formalizou sua saída do MPF, Miller participou do acordo de leniência da JBS, como advogado do grupo.

Agora, o PGR Rodrigo Janot pretende criminalizar a atuação de Miller. E, com a sutileza de um macaco em loja de louças, cria um problema enorme para o próprio MPF. Acompanhe o raciocínio.

Jogando nas duas pontas, como procurador, antes, e como advogado, depois, que crimes Miller pode ter cometido?

Opção 1 - Acesso a informações privilegiadas, não é crime. Ao advogado de defesa é facultado o acesso a todas as provas e acusações contra o réu. Pode-se condenar moralmente Miller, mas até aí não tem sinal de crime. Essa condição impede apenas o juiz de julgar, não um ex-procurador de mudar de lado e defender o réu processado. Trata-se de questão ética, mas não criminal. Leia mais »

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Janot e o pedido de prisão de Marcelo Miller, por Luís Nassif

O pedido de prisão do ex-procurador Marcelo Miller, feito pelo Procurador Geral Rodrigo Janot, é a demonstração definitiva de que Janot é um dos piores caráteres públicos da vida nacional. Falo em caráter público baseado em sua atuação pública, já que não tenho dados sobre seu comportamento privado.

No post anterior fiz algumas brincadeiras sobre o fato de sua fraqueza ser mais responsável pela perda de rumo do que o caráter. Foi apenas um jogo de palavras.

Em tempos passados, atrás da indicação para a PGR, Janot bajulava como podia o então presidente do PT José Genoíno. Uma noite, imerso em uma das libações alcóolicas frequentes, Janot chegou a oferecer sua casa a Genoíno, para se abrigar das intempéries políticas que se abateram sobre ele com a AP 470.

Empossado PGR, sua primeira decisão foi solicitar a prisão de Genoíno, apesar de saber da inocência do ex-amigo. Leia mais »

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Xadrez de Janot, o Asmodeu trapalhão, por Luís Nassif

 “Entre um burro e um canalha, não passa o fio de uma navalha” (Millor Fernandes)

Ninguém imaginaria, anos atrás, que, indicado Procurador Geral da República, um burocrata mediano, especializado nas pequenas demandas corporativas do Ministério Público Federal, se constituiria – por omissão e por iniciativas empurradas pelo medo – no grande anjo vingador, o Asmodeu capaz de decretar a morte das instituições brasileiras para punir os pobres pelos anos de dissipação e corrupção dos poderosos.

Na defesa do regime democrático, principal missão do MPF, o PGR Rodrigo Janot falhou vergonhosamente, contribuindo por omissão e ação para um golpe de Estado, mostrando falta total de compromisso com a República. Leia mais »

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As formas da JBS lavar dinheiro, por Luis Nassif

De um observador da economia norte-americana

A JBS nos EUA é maior que no Brasil e suas transações financeiras merecem uma ampla investigação.

Por exemplo, a JBS comprou a PILGRIM´S PRIDE, processadora de carne de frango, FALIDA, sob administração da Corte de Falências do Distrito Norte do Texas, por US$2.5 bilhões, outras noticias dão como US$2.8 bilhões, que incluem o pagamento integral de US$1.7 bilhões em dividas, a maior parte sem garantias.

Ora, numa falência é possível comprar créditos por uma fração do valor. Ninguém paga 100% mas em todas as noticias publicadas nos EUA o preço inclui o pagamento integral das dívidas dessa PILGRIM´S.

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