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Como Henry Luce, criador da Time-Life, forneceu as bases para os dois maiores grupos de mídia brasileiros
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Uma crítica à atuação da PwC no processo de auditoria dos ativos da companhia brasileira
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Como aconteceu com Cardozo e advogados de empreiteiras, o PGR virou alvo por reunião com políticos da Lava Jato
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O pescador de ilusões

O Pescador de Ilusões, enviado por JNS

Fotografias de Bobby Joshi e Wandy Gaotama

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Buracos morenos e sua predileção pelo PSDB, por Luis Fernando Veríssimo

Sugestão de Superperplexo

de O Globo

Buracos morenos, por Luis Fernando Veríssimo

Ministros do Supremo decidiram mandar o processo contra Eduardo Azeredo para ser julgado em Minas. No caminho, teria se desfeito no ar. Nunca mais se ouviu falar nele.

A mais nova especulação da Física é que existem mais buracos negros no Universo do que se imaginava. Eles não estariam apenas na imensidão sideral, como gigantescos aspiradores engolindo galáxias inteiras, mas também à nossa volta, como pequenos ductos para o Universo paralelo. Seriam tão comuns e fariam parte do nosso cotidiano de tal maneira que deveríamos parar de chamá-los de buracos “negros”, com sua conotação de obscuridade e terror, e adotar um nome mais íntimo, como buracos morenos (mas não, claro, buracos afrodescendentes). Qualquer um de nós está sujeito a ser tragado por um desses buracos e se ver, de repente, no outro Universo. Onde poderia muito bem encontrar aquela caneta favorita que tinha sumido, o último disco do Chico que desconfiava que alguém tinha roubado, livros e outros objetos inexplicavelmente desaparecidos e até a tia Idalina, que todos pensavam que tinha fugido com um boliviano e fora apenas sugada por um ducto.

Uma possível vitima de um desses hipotéticos buracos morenos seria o ministro do Supremo Gilmar Mendes, que pediu vistas do projeto de alteração das leis eleitorais para impedir doações de empresas a partidos políticos, que estava sendo votado no tribunal, guardou o projeto numa gaveta da sua casa para estudar depois, fechou a gaveta com chave — e a chave desapareceu. O ministro estaria procurando a chave por todos os lados, preocupado em não atrasar a votação, e não a encontrando. Só haveria uma explicação possível para o desaparecimento da chave: buraco moreno.

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Dominó de botequim, por Rui Daher

Chego ao “Rei das Batidas” e encontro Virgínia e Nonato João na calçada. O clássico paulistano das mesas indisponíveis.

Ela tomava uma batida de coco, ele de carambola. Peço uma “Boazinha”. Nunca me permiti misturar cachaças seja lá com o que for. Devem ser apreciadas puras. Todas as frutas do pomar de Adão e Eva já estão lá, como nos “puros” da Ilha invencível estão todos os aromas folhosos.

A decisão pela marca, talvez de forma inconsciente, tenha homenageado o excelente corpo de Virgínia. Sei lá se o casamento, a Bolívia de Evo, o doutorado em Ciências Políticas, algo fez da mirrada mulata uma autêntica bombshell latino-americana imbricada na OTAN.

Já o cordelista parecia meio abatido. O casamento, por certo. Ele negou:

- Queria o quê? Não vê como anda a cena cultural no Brasil?

Desconversei:

- Virgínia, sugeri a Waldemar Ferreira para o caso de você ter aula hoje à noite. Já fica no rumo.

- Nada! Se na graduação da fefeleche as aulas já são poucas, no mestrado menos ainda, quando chega no doutorado, nenhuma. O cara, se vem, passa uma bibliografia brava e tchau.

-  Vocês têm visto o pessoal que frequentava o boteco?

- Alguns. Liguei para vários, por causa do Serafim. Faz uma semana fui almoçar no “Fi-lo porque Quilo”, aquele restaurante da Lacerda Franco, com o Buqué, o tenente Prudêncio e o professor Filgueiras. Contei a história e todos se comoveram.

- Virgínia, você não deve ser mais assistente do Filgueiras.

- Não. Depois que ele foi demitido como trompista da OSESP, ajudei-o a retomar um livro que escrevia há quase 12 anos sobre a trajetória dos mamelucos no Brasil. Até que parti pra Bolívia. Na verdade, o texto tava mais para o maluco do que para o marmelo, se você me entende.

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Vídeos

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Acordo com Zuckerberg: como manter os direitos e garantias aprovados no Marco Civil


Modelo "zero-rating" no acordo Dilma-Zuckerberg: como conseguir manter os direitos e garantias aprovados no Marco Civil

do Investimentos e Notícias

Modelo "zero-rating" no acordo Dilma-Zuckerberg: como conseguir manter os direitos e garantias aprovados no Marco Civil

Sandra Friedman
Ruy J.G.B. de Queiroz

A parceria entre o governo e o Facebook, anunciada na última sexta-feira (10/abril), é preocupante e talvez muitos não tenham percebido a real dimensão das consequências de um acordo que põe em risco a privacidade e a neutralidade de rede - princípios essenciais ao exercício da cidadania para a promoção do desenvolvimento sócio-econômico e tecnológico.

Um aspecto importante no acordo Dilma-Zuckerberg diz respeito à prática do "zero-rating" que, através da parceria vantajosa com empresas de telecomunicações, fornece conexão gratuita aos serviços do Facebook.

O acesso patrocinado, na prática do “zero-rating”, possibilita a isenção da cobrança ao usuário, porém é uma forma por vezes oculta ou não muito clara de violar a privacidade e, por motivos comerciais, quebrar a neutralidade de rede, quando a operadora deixa de tratar com isonomia diferentes conteúdos ao permitir o tráfego dos dados patrocinados pelo Facebook, reforçando a ideia de que "Facebook é a Internet". (http://qz.com/333313/milliions-of-facebook-users-have-no-idea-theyre-using-the-internet/)

Apesar dos benefícios aparentes para o consumidor/usuário de tais operadoras e serviços que subsidiam o uso de dados móveis, do ponto de vista macro, os programas de "zero-rating”, tais como Wikipedia Zero, Facebook Zero e Google Free Zone, são considerados anti-competitivos e prejudiciais à inovação tecnológica. Por limitar os mercados abertos, os acordos de “zero-rating” violam o direito concorrencial, ao criar incentivos distorcidos aos assinantes dando vantagem a determinados provedores de conteúdo e serviços dominantes sobre a concorrência nascente. Em outras palavras, as pequenas e médias empresas e os desenvolvedores de conteúdo e de serviços são colocados em desvantagem, quando as operadoras móveis entram em acordos exclusivos com provedores de serviço e conteúdo gigantes.

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O PSDB e o perigoso caminho do golpe institucional, por Aldo Fornazieri

O PSDB e o perigoso caminho do golpe institucional, por Aldo Fornazieri

De acordo com o noticiário da imprensa, o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio, deverá formalizar nesta semana o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Trata-se da proposição de um golpe institucional, pois não há um fato objetivo que justifique o impeachment. Nem mesmo lideranças tucanas como Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e José Serra julgam que o pedido encontra uma justificativa razoável. Desta forma, mesmo que o instrumento do impeachment seja previsto constitucionalmente não suficiente para torná-lo legítimo, pois carece de fundamento real.

O caminho do golpe institucional é perigoso e irresponsável. Perigoso, porque poderá mergulhar o Brasil não só numa crise institucional, mas também numa convulsão social. Se é verdade que hoje a maior parte da sociedade é favorável ao impeachment, é verdade também que existem importantes forças sociais e políticas organizadas que são contrárias. Estas forças, certamente, se mobilizarão na defesa da democracia e contra o golpe institucional. Desta forma, o processo de impedimento da presidente resvalará para fora do Congresso, ganhando as ruas. Com o ambiente político já radicalizado, os confrontos serão inevitáveis.

O caminho escolhido pelo PSDB e por outros setores da oposição é irresponsável, pois cavalga no oportunismo político da falsa suposição de que eles têm força popular. Pesquisas de opinião mostram que apenas 11% dos que foram na Avenida Paulista no último dia 12 de abril confiam no PSDB e que mais de 70% não confiam em Aécio Neves. Pesquisa do Datafolha indica que o Congresso é avaliado positivamente por apenas 9% da população do país. O fato é que a sociedade percebe a prática da corrupção como algo institucionalizado e inerente a quase todos os partidos políticos. É com essas credenciais de crise de legitimidade generalizada que a oposição pretende apresentar-se à sociedade para propor o impeachment. Convém ainda lembrar que políticos da oposição foram rejeitados pelos manifestantes, tanto no dia 15 de março quanto no dia 12 de abril.

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Retrospectiva 50 anos tenta exorcizar fantasmas da Globo através do "tautismo"

Competentes jornalistas como Caco Barcelos e Ernesto Paglia colocados frente a frente numa mistura de “Roda Viva” da TV Cultura com o “Galeria dos Famosos” do Domingão do Faustão. E todos confrontados com suas imagens do passado (mais novos, mais magros e com mais cabelos) na expectativa de que depois a câmera em close arranque algum tipo de emoção dos experientes profissionais. A retrospectiva “Jornal Nacional – 50 Anos de Jornalismo”, projeto idealizado pelo apresentador William Bonner (ansioso e sempre meneando a cabeça na tentativa de exorcizar os fantasmas da história da TV Globo), mostra de forma didática em seus cinco episódios o que foi o início e o que será o fim da hegemonia da emissora: o modelo melodramático de jornalismo que ajudou a encobrir informações no auge da ditadura e o tautismo (tautologia + autismo) atual como manobra desesperada para sobreviver aos novos tempos de queda de audiência.  Leia mais »

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A Mulher-Peixão, de Luiz Boquinha

Conheço a MULHER-PEIXÃO desde meus dez anos e até sabia toda a letra de cor e salteado. Tinha como favas contadas que a composição de Luiz de França, apelidado de Luiz Boquinha ou Boquinha, havia sido gravada pela dupla Tonico e Tinoco, porém afirma o pesquisador Samuel Machado Filho:

"Embora fosse constantemente interpretada pela dupla Tonico e Tinoco em espetáculos públicos, esta composição não está na discografia da dupla, que possivelmente não a gravou. Em 1998, Antônio Nóbrega finalmente registrou a música, para o álbum "Pernambuco falando para o mundo", selo Brincante, cujo título aproveita um antigo slogan da Rádio Jornal do Commércio, do Recife,"

Há ainda afirmações de outras gravações: "Luís de França aliava a arte do improviso a um impagável senso de humor. Antônio Nóbrega, recentemente, gravou a divertida Mulher peixão, música de França que havia sido gravada, no início dos anos 60, por Osvaldo de Oliveira e pelo comediante Lilico." http://artesdagente.blogspot.com.br/2008_02_01_archive.html

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Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

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Multimídia do dia

As imagens e os vídeos selecionados.

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Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

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When a Man Loves a Woman, de Percy Sledge

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Documentário Brasil: Um relatório da Tortura (1971)

Documentário Brazil: A Report on Torture (1971), de Haskell Wexler e Saul Landau.
Filmado no Chile, logo após a chegada dos 70 presos políticos brasileiros trocados pelo embaixador suíço, é um documentário com cenas fortes (há reconstituições de vários tipos de tortura).

Os idiomas usados no documentário são majoritariamente português e "portunhol", com legendas em inglês. Para quem fala inglês, há uma pequena introdução de quinze minutos, na mesma página, com os autores do documentário, falando, recentemente, sobre como foi feito. Eles estavam no Chile, para entrevistar Salvador Allende, e, enquanto esperavam para marcar a entrevista, ficaram sabendo da chegada do grupo. Resolveram entrevistá-los. É um documento histórico. Um dos entrevistados é o Frei Tito, que, mais tarde, veio a se suicidar (em 1974, na França), assim como uma outra entrevistada, Maria Auxiliadora Lara Barcelos, que também se matou (em 1976, em Berlim).

No vídeo, aparecem também Jean Marc van der Weid, ex-presidente da UNE e Nancy Mangabeira Unger, irmã do ex-ministro.

DITADURA NUNCA MAIS
"Quem esquece o passado esta condenado a repeti-lo."

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Deutsche Bank estuda reduzir participação no Postbank em 50%

Do Portal DW

Deutsche Bank anuncia redução de tamanho

Maior banco alemão decide vender parcela majoritária que detém do Postbank e fará cortes no setor de investimentos. Executivos esperam que, menor, Deutsche Bank possa ser mais rentável a longo prazo.

O Deutsche Bank pretende reduzir sua participação acionária no Postbank para "menos de 50%, pelo menos", declarou um porta-voz do maior banco alemão após uma reunião extraordinária de seu conselho administrativo, nesta sexta-feira (24/04). Hoje, o Deutsche Bank detém 91,4% do Postbank.

Os diretores anunciaram cortes também no setor de investimentos e explicaram que a empresa pretende se concentrar em suas atividades no exterior. Os detalhes da nova estratégia, no entanto, deverão ser apresentados na próxima segunda-feira.

Ao contrário do que vinha sendo especulado, o Deutsche Bank anunciou que vai passar a investir no setor de operações com clientes particulares.

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O aniversário de casamento do pai de Elizabeth II

Em 26 de abril de 1923 casava-se o Duque de York, futuro Rei George VI, pai da atual Rainha Elizabeth II com Elizabeth Bowes Lyon. George VI foi o Rei da Segunda Guerra, um notavel Monarca que manteve a dignidade da Coroa, com os bombardeios de Londres recusou-se terminantemente a sair da cidade, nem ele e nem as filhas, com o fim da guerra a Inglaterra passou 6 anos de enormes privações por incapacidade de importar. O Rei e familia se sujeitaram ao mesmo racionamento de todos os ingleses, um ovo por semana.

O bisneto e herdeiro da Coroa esteve no Brasil no ano passado e viajou de classe turistica, um tapa de luvas de pelica a qualquer mequetrefe brasileiro que disponha de mordomia pública, que faz questão de viajar de Primeira Classe, afinal é preciso demonstrar ""préstigio"".

 

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Custo ambiental do modelo urbano rodoviarista alcança U$ 1 tri nos EUA

Do Blog Marcos O. Costa

O custo das cidades rodoviaristas nos EUA: U$ 1 trilhão

por 

A London School of Economics – LSE -publicou uma série de estudos sobre a cidade contemporânea. Eles são parte integrante do New Climate Economy Report realizado para a Global Commission on the Economy and Climate, organização formada por sete países: Colômbia, Etiópia, Indonésia, Noruega, Coréia do Sul, Suécia e Reino Unido.

 Atlanta e Barcelona

Ocupação do solo e emissões de CO2 pelo sistema de transporte: Atlanta e Barcelona

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