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Luis Nassif Online

Esse novo modelo de economia pode envolver dos artesãos nordestinos aos músicos cariocas e aplicativos; por Luis Nassif
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Lula concedia ao mercado para implantar políticas sociais; a Rede concede às políticas sociais, para garantir o mercado
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Nesta segunda, na TV Brasil, nova edição do Brasilianas.org avalia o conjunto de entraves estruturais
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Brasilianas.org discute a indústria de aplicativos no país

Mande suas perguntas!
 
Hoje, na TV Brasil, será gravada nova edição do programa Brasilianas.org, desta vez sobre a indústria de aplicativos. O Brasil é um dos maiores consumidores de aplicativos do mundo, sendo hoje o quinto país que mais realiza downloads desses produtos através da Google Play Store, conforme relatório divulgado pela consultoria App Anie.
 
As empresas nacionais deveriam ser as maiores beneficiadas nesse cenário, entretanto, são as lojas dos Estados Unidos que lideram hoje ranking de maiores fornecedoras.
 
Este setor movimenta 25 bilhões de dólares no país e, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), chegará a 70 bilhões de dólares em 2017. Logo, como melhorar a colocação do Brasil como produtor de TICs, revertendo a movimentação deste mercado em favor do crescimento interno? Para responder esta pergunta, o apresentador Luis Nassif recebe o diretor-presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação de São Paulo (Assespro-SP), Marcos Sakamoto; o Diretor da Startupi, Diego Remus, e o diretor de negócios da Dextra Sistemas, Luís Dosso.
 
Você também pode participar, encaminhando suas perguntas que poderão ser selecionadas durante a gravação. Clique aqui e envie. As questões serão selecionadas até às 16h30.
 
Já existe uma política pública para induzir a produção nacional. Em 2013, o MCTI adotou uma lei obrigando os smartphones produzidos no país a terem no mínimo 5 aplicativos brasileiros. Em janeiro de 2014, o número subiu para 15 aplicativos, e em dezembro serão obrigatórios 50 aplicativos de empresas nacionais.
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Jorge Furtado lista motivos para votar em Dilma, 'contra tudo que está aí'

Jornal GGN - O cineasta brasileiro Jorge Furtado, em artigo reproduzido pela Revista Fórum, comemora a aparente retirada da "direita autêntica" - PSDB, DEM e PTB - da disputa eleitoral deste ano. Para ele, esse fenômeno vai garantir ao Brasil mais espaço para discutir os rumos certos para o crescimento. E colabora com o debate declarando o voto e os motivos: "Voto na Dilma e contra tudo isso que ainda está aí: a desigualdade social, o poder crescente do capital, a cobiça sobre nossos recursos naturais, o preconceito contra os homossexuais, a criminalização do aborto, o obscurantismo que impede avanços científicos, a criminalização da política, as palavras vazias, os salvadores da pátria", diz. Abaixo, o artigo na íntegra.

Um voto contra "tudo que está aí"

Por Jorge Furtado, na Revista Fórum

Se alguém me dissesse, em 2004 – quando o primeiro governo Lula sofria a oposição feroz de toda a mídia brasileira e tinha pouco ou nada para mostrar de resultados – que em dez anos o segundo turno da eleição presidencial seria disputado entre duas ex-ministras do governo Lula, uma pelo Partido dos Trabalhadores e uma pelo Partido Socialista Brasileiro, eu diria ao meu suposto interlocutor que a sua fé na democracia era um comovente delírio. A provável ausência, pela primeira vez no segundo turno das eleições presidenciais, de candidatos da direita autêntica, do PSDB, do DEM e do PTB, é mais uma boa notícia que a democracia nos traz. Imagina-se que, vença quem vença, muitos dos derrotados voltarão correndo para os braços confortáveis do novo governo, esta é a má notícia.

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“Cada povo tem o governo que merece", por Percival Maricato

Intrigante a preferência por Roberto Arruda nas pesquisas eleitorais no Distrito Federal, pelos descendentes de ACM na Bahia, de Paulo Maluf por tantas eleições entre os paulistanos.

Diz-se que um dos problemas do país são seus políticos. Além dos nepotistas (incluo aqueles que se aproveitam do renome para eleger mulheres, filhos, irmãos, cupinchas), corporativistas, incompetentes, temos os mais nocivos que são os corruptos. E não obstante muitos deles serem declaradamente corruptos, terem sido flagrados em atos de corrupção, basta se candidatar e são eleitos,  às vezes com até metade dos votos possíveis.

O problema do país não parece ser, pois, dos políticos, mas de seu povo, ou parte dele. Talvez devêssemos gastar menos tempo criticando políticos e mais tempo criticando o despreparo ou cumplicidade da população com os delinquentes.

Boa parte eleitores vê nas eleições oportunidade de “ganhar algum”. Os mais paupérrimos entre estes se contentam com pizzas, sapatos, camisetas, elogios. Outros, mais acima na renda e posição, exigem um emprego ou pelo menos a promessa de. E mais acima tem os que pretendem ser chamados para construir o viaduto,  fornecer veículos para a administração, ocupar uma prebenda numa estatal ou em tribunal de contas e similares.

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Condições para a indústria nacional melhoram em agosto

Jornal GGN - A atividade da indústria brasileira apresentou melhora durante o mês de agosto pela primeira vez desde março, ao atingir 50,2 pontos, em relação aos 49,1 pontos contabilizados em julho, de acordo com o Índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), calculado pelo HSBC e compilado pela consultoria Markit.

 

"A alta do PMI sugere que a atividade de negócios melhorou modestamente em agosto, no que deve ter sido uma recuperação após as interrupções causadas pela Copa do Mundo. O aumento foi puxado por uma recuperação considerável da produção. Contudo, as novas encomendas permaneceram estagnadas, o que sugere que as perspectivas para o setor continuam fracas", afirmou André Loes, economista-chefe do HSBC no Brasil, em relatório.

Segundo o levantamento, os PMIs apurados nos meses de junho e julho mostraram que a Copa do Mundo afetou a atividade industrial. Mas com a conclusão do Mundial, a indústria aumentou a produção em agosto, bem como garantiu a assinatura de novos acordos comerciais.

O maior aumento da produção foi registrado pelo subsetor de bens intermediários, enquanto a indústria de bens de capital teve ligeira queda. Ao mesmo tempo, a atividade de compra cresceu pelo segundo mês seguido, e atingiu seu ritmo mais rápido desde março. Todas as categorias registraram aumento, sendo o mais forte entre os produtores de bens de investimento. Já o volume de novos negócios permaneceu inalterado em agosto, sendo que a subcategoria de bens de capital registrou redução.

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Em seu aniversário, Corinthians recebe homenagem de Toquinho

Jornal GGN – O Corinthans faz 104 anos. E na celebração de seu aniversário um presente inestimável: Toquinho interpreta o hino do time. E não é uma interpretação qualquer, é uma releitura poética do famoso hino. Os fiéis torcedores poderão conferir, e os anti-corinthians poderão apreciar uma belíssima interpretação, que torna o hino um novo marco.

Toquinho conversa, no programa S de Samba, com o apresentador e são-paulino de carteirinha, Jair Oliveira, sobre música e futebol, duas das paixões dos brasileiros. “Tem uma música que comecei a tocar em casa um dia por acaso, brincando, e um amigo do meu filho perguntou: ‘Que música é essa? É bonita!’. Ele nem reconheceu e ele era corinthiano”, explica o músico antes de entoar a homenagem ao Corinthians.

A homenagem é parte do novo episódio do S de Samba Sessions, que reúne artistas consagrados em releituras inéditas de canções em formato acústico. O programa é uma parceria entre as produtoras  S de Samba e Dogs Can Fly, com direção de Victor Abreu e exibida na VEVO, maior plataforma de videoclipes do mundo.

Ouça e comprove.  E, não podemos esquecer: Parabéns, Corinthians!

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Sete experiências educativas que discutem sustentabilidade

Por Ana Luiza Basílio, do Centro de Referências em Educação Integral

Tema muito caro à agenda de educação integral, a discussão de sustentabilidade é fundamental para o pleno desenvolvimento dos estudantes, na medida em que convida a comunidade escolar e cada indivíduo que a compõe a repensar seu papel no território e o impacto de suas ações – coletivas e individuais – na comunidade e no cotidiano de cada um.

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A mudança da política alemã de incentivo às energias renováveis, por Ronaldo Bicalho

Do Blog Infopetro

Por Ronaldo Bicalho

No primeiro dia do mês de Agosto deste ano entrou em vigor a nova lei de incentivo às fontes de energia renováveis na Alemanha. A chamada EEG 2.0 (Erneuerbare Energien Gesetz – Lei das Fontes de Energia Renováveis) representa um forte ajuste na política energética alemã de apoio a essas fontes.

O freio de arrumação na transição energética alemã (energiewende) é fruto das fortes pressões a favor da reformulação do programa advindas principalmente dos setores industrial e elétrico alemão, assim como da própria Comunidade Europeia.

Com um custo estimado de um trilhão de Euros até 2030, uma das grandes ameaças à energiewende passou a ser a explosão das tarifas de energia elétrica puxada, principalmente, pela forte expansão da energia solar; fortemente subsidiada pelo esquema de tarifação Feed-in, que garante a rentabilidade dos investimentos em renováveis durante 20 anos.

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A face centralizadora e pouco articulada de Marina Silva

Jornal GGN - Quanto da Marina Silva ministra do Meio Ambiente de Lula carrega a Marina candidata à Presidência da República? Se por um lado a postulante do PSB tenta apresentar-se, hoje, como melhor gestora e mais articulada do que Dilma Rousseff (PT), por outro, Marina carrega um histórico cheio de divergências e derrotas que poderia ter sido evitadas com algumas doses extras de traquejo. Os conflitos no governo do ex-presidente Lula com outros membros do primeiro escalão e o consequente emperramento de vários projetos refletem a faceta centralizadora da ex-ministra. É o que aponta Hylda Cavalcanti em reportagem especial para a Rede Brasil Atual, reproduzida a seguir.

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Comissão Estadual da Verdade questiona permanência da tortura

Jornal GGN - A Comissão Estadual da Verdade quer debater a tortura. Mas, dessa vez, a atual. Uma audiência pública agendada na quarta-feira (03) busca traçar o paralelo, os motivos e como combater a prática da tortura que permanecesse no sistema de Justiça brasileiro, desde o regime ditadorial.

O encontro reúne ativistas, especialistas e defensores de direitos humanos: o presidente da Comissão da Verdade de São Paulo, Adriano Diogo; a ativista Maria Amélia Almeida Teles; Gorete Marques, do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura; Raul Nin, do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública; a diretora executiva da ONG Conectas, Lucia Nader, e José de Jesus, da Pastoral Carcerária.
 
Entre os assuntos, está a discussão da capacidade de o Estado adaptar a tortura à história. Ainda que não exista comparação ao método medieval aplicado durante a ditadura brasileira, a ação permanece, com mais visibilidade nos presídios. 
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See You in September

 

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Programa discute hoje avanços do Custo Brasil

Participe desta edição, mandando perguntas que poderão ser selecionadas ao vivo. Clique aqui
 
Segundo estudo divulgado recentemente pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o chamado Custo Brasil encarece as mercadorias produzidas pelo setor manufatureiro do país em 33,7%. Em outras palavras, se transferíssemos uma empresa da Alemanha, França, Argentina ou Chile, por exemplo, com todos os seus funcionários, equipamentos e grau de produtividade para o Brasil, o custo final de produção dela seria cerca de 33,7% maior.
 
Custo Brasil é um termo criado para descrever o conjunto de entraves estruturais, econômicos e legais que encarecem a produção da indústria local, a exemplo da elevada carga tributária, estradas precárias e câmbio valorizado. O mesmo estudo da Fiesp aponta o câmbio como um dos principais vilões para a expansão da indústria e da economia que, sozinho, responde por quase 10% índice que compõe o Custo Brasil.
 
Para avaliar o que o país tem feito para melhorar a competitividade reduzindo o Custo Brasil, o apresentador Luis Nassif receberá no programa Brasilianas.org (TV Brasil) desta noite, das 19h30 às 20h30, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Buch Pastoriza e o diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornacchioni. Um ponto pouco explorado na composição do Custo Brasil é a responsabilidade dos consumidores no encarecimento dos produtos. A disponibilidade de pagar mais caro por um produto, junto à cultura de utilização exacerbada de crédito e a constante inadimplência do brasileiro influenciam no custo final da mercadoria. Para abordar este lado, também convidamos para o debate a supervisora institucional da associação de consumidores Proteste, Sônia Amaro.
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Jovens, vocês querem mesmo Marina?, por Gilson Caroni Filho

A simples leitura do programa de governo de Marina da Silva que, como todos sabem, foi escolhida pela "providência divina" e os acontecimentos recentes envolvendo as alterações no seu programa partidário permitem levar ao eleitorado jovem pontos fundamentais que revelam a natureza extremamente conservadora do eleitorado mais jovem. Comecemos pelas questões macroeconômicas:

1) Marina pretende dar autonomia para o BC. O que significa isso? Entregar o banco para o mercado financeiro. Não por acaso conta com o apoio de banqueiros em sua campanha.

2) No documento, consta que políticas fiscais e monetárias serão instrumentos de controle de inflação de curto prazo. Como podemos ler este ponto? Arrocho salarial e aumento nas taxas de desemprego.

3) O programa ainda menciona a diminuição de normas para o setor produtivo. Os mais açodados podem pensar em menos carga tributária e burocracia para as empresas. Não, trata-se de reduzir encargos trabalhistas com a supressão de direitos que facilitem as demissões. Há muito que a burguesia patrimonialista pede o fim da multa rescisória de 40% a ser paga a todo trabalhador demitido sem justa causa. O capital agradece.

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Putin avisa UE da dificuldade de voltar ao mercado russo

Jornal GGN - O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu neste domingo (31) a União Europeia de que será difícil voltar ao mercado russo, depois de ele ser ocupado por empresas latino-americanas e asiáticas.

"O perigo para os nossos fornecedores tradicionais é que quando a empresa se instala em um mercado, neste caso o russo, afastá-la depois vai ser muito difícil, ou até impossivel", disse Putin em declarações à televisão pública do país, segundo informações da Agência Lusa (via Agência Brasil).

Para ele, as empresas europeias sabem isso e estão decepcionadas com os seus governos devido à política de sanções contra Moscou.

Putin, que proibiu as importações de alimentos, frutas e verduras do Ocidente, em resposta às sanções contra a Rússia pelo seu papel no conflito ucraniano, reconheceu e lamentou que os produtores russos não conseguem cobrir essas importações. "Por isso, agora trabalhamos com outros produtores estrangeiros. São países da América Latina: o Brasil, a Argentina, o Chile. Também com os nossos parceiros asiáticos: produtores chineses e de outros países", disse.

Ele classificou de "irrisórias" as tentativas europeias de convencer esses países a não exportar a sua produção para o mercado russo. "É difícil imaginar que os homens de negócios não aproveitem a ocasião para acessar o nosso mercado", acrescentou.

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Airbus afirma que TAM poderia ter evitado acidente ao reorientar voo 3054

Jornal GGN - Processada pela Itaú Seguradora para que a reembolse, a Airbus, em réplica na Justiça, apontou os pontos que levaram à tragédia. Para ela, o que aconteceu é por culpa da empresa aérea, a TAM, que sabia das condições da pista, no caso Congonhas, e que poderia ter redirecionado o 3054 para outro aeroporto evitando a tragédia ocorrida em 2007.

Em sua defesa, diz que que "a culpa da 'vítima' TAM foi muito mais grave do que que qualquer culpa porventura atribuível à Airbus". Coloca eventuais erros de pilotos como sendo, também, responsabilidade da TAM, não podendo ser atribuído a ela. A TAM não comentou essas acusações, dizendo à Folha que não é parte do processo e por isso nada tem a declarar.

O caso se alonga, desde 2007, devendo respostas aos parentes das vítimas e à sociedade. A ação não é por respostas, somente por ressarcimento aos cofres da Itaú Seguradora dos R$ 350 milhões desembolsados com indenizações. A seguir a matéria em questão.

da Folha

TAM sabia de risco em Congonhas e poderia ter desviado voo, diz Airbus

Para fabricante, exceto por problemas na pista, causas da tragédia são todas culpa da empresa aérea

Companhia aérea não se defendeu de acusações, pois não é parte na ação; procurada pela Folha, não se pronunciou

DE SÃO PAULO

Antes do acidente, a TAM sabia que a pista de Congonhas estava escorregadia, afirmou a Airbus à Justiça, em sua defesa no processo. Chovia no momento do pouso.

Assim, poderia ter "excepcionalmente redirecionado seus voos em condições de chuva, inclusive o fatídico voo 3054, para outro aeroporto".

Segundo a fabricante, "a decisão da TAM de continuar operando voos com destino ao e saída de Congonhas deve ser vista como causa secundária para o acidente".

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PEC dos Magistrados: falácias argumentativas e a fragilidade do debate, por Sergio Reis

PEC dos Magistrados: Falácias argumentativas e a fragilidade do debate público brasileiro

Na introdução de um livro que pretendo publicar em 2015, faço uma equiparação, do ponto de vista de suas implicações para a conformação da alienação social (e do distanciamento perante seu negativo, i.e., uma sociedade com vocação emancipatória), entre os fenômenos do estranhamento, do analfabetismo e do pensamento falacioso. Não é interessante, neste momento, desenvolver pormenorizadamente cada uma dessas categorias e apresentar sob que formas elas se conectam para a produção de formas relevantes de opressão do nosso tempo, mas cabe postular que cada uma delas contribui, à sua maneira, para a produção de mecanismos de incompreensão, distanciamento e de tensão não-produtiva (i.e. disruptiva, desagregadora) entre as pessoas.

Uma das defesas que realizo é a de que o chamado Pensamento Crítico - uma linha lógico-pedagógica de conhecimento prático conectada, na minha proposta, com a filosofia de Paulo Freire – é uma estratégia progressista para contornar o terceiro dos fenômenos citados acima. Nesse sentido, desenvolvo como proposta a ideia de que o ensino de lógica argumentativa de acordo com a linha que sugiro deveria constar dos currículos escolares, universitários e, inclusive, das Escolas de Governo (e, subsequentemente, dos concursos públicos).

Entendo que a falta desse poderoso instrumento faz bastante diferença no contexto brasileiro, em especial nos debates públicos e, de forma decorrente, na capacidade dos cidadãos de entenderem, processarem e criticarem discursos, ideias e proposições que sejam, em sua essência, falaciosos. A falácia, em uma definição muito grosseira, é um equívoco de raciocínio, que ocorre de propósito ou involuntariamente. Ela pode ser formal, quando ocorre, de forma geral, um erro (p.ex. uma contradição interna) entre as premissas, ou entre as premissas e a conclusão – o conjunto delas forma um argumento –; ou informal, quando as premissas simplesmente não endereçam o argumento, ou são frágeis demais para suportá-lo. No caso das informais, o que ocorre, muitas vezes, é que o interlocutor as acaba utilizando como uma forma de fuga da discussão, como subterfúgio para, na verdade, não debater o ponto em questão.

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