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Luis Nassif Online

Investe-se contra uma empresa estratégica, maior produtora de energia do planeta, dona de linhas de transmissão
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Autor analisa os impactos geopolíticos da nova ordem legal anticorrupção manobrada pelos Estados Unidos; por Luis Nassif
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Em entrevista, cientista político Moniz Bandeira explicou como instituições norte-americanas atuam em pró de interesses
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Moro cobra R$ 1,5 milhão para soltar Vaccarezza por causa de tratamento de câncer

Fotos: Lula Marques e Agência Brasil

Jornal GGN - O juiz Sergio Moro decidiu não acolher o pedido da Polícia Federal para transformar a prisão temporária de Cândido Vaccarezza (Avante, antigo PTdoB) em prisão preventiva. Mas tem uma condição: o ex-líder dos governos Dilma e Lula deve pagar uma fiança de R$ 1,5 milhão, junto com a imposição de outras medidas cautelares.

Vaccarezza é investigado na fase da Lava Jato chamada de "Abate" por supostamente ter recebido 500 mil dólares em propina de esquema na Petrobras. O ex-deputado nega as acusações.

A PF quer manter Vaccarezza preso porque achou suspeito ele ter um aplicativo no celular que destrói mensagens, além de ter encontrado R$ 112 mil em dinheiro vivo em sua residência. A defesa explicou que os recursos são lícitos: uma parte foi declarada à Receita Federal e outra seria fruto de um empréstimo tomado com comprovantes, para custear as despesas com o tratamento do câncer no Hospital Sírio Libanês.

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Condenado no mensalão tucano, Azeredo pode não cumprir 1 dia de prisão

Foto: Agência Câmara
 
 
Jornal GGN - Por  2 votos a 1, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou a sentença dada pela primeira instância contra o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB), por ter sido beneficiado com mais de R$ 3 milhões desviados dos cofres públicos no esquema do mensalão tucano, em 1998. Em valores atuais, o montante chega a R$ 11 milhões.
 
Os recursos foram corrompidos a partir de contratos entre estatais mineira, como a Copasa e a atual Codemig, e empresas de publicidade de Marcos Valério. O dinheiro teria sido empregado na campanha de reeleição de Azeredo ao governo do Estado, da qual ele saiu derrotado.
 
O esquema foi denunciado pela primeira vez na imprensa em 2005. A denúncia foi oferecida em 2007 pela Procuradoria-Geral da República, mas o processo passou a tramitar na Justiça comum em 2014, quando ele abriu mão do foro privilegiado ao renunciar ao mandato de deputado. A condenação em primeira instância, pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato, saiu em 2016.
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Como fazer durar uma espera, por Volnei Antonio Dassoler

do Psicanalistas pela Democracia

Como fazer durar uma espera

por Volnei Antonio Dassoler

E eis que um incêndio na madrugada de 27 de janeiro de 2013 fez com que a cidade gaúcha de Santa Maria da Boca do Monte se tornasse tragicamente conhecida como Santa Maria da Boate Kiss. Um conjunto de falhas nos procedimentos de prevenção e segurança na casa noturna resultou na morte de 242 pessoas e deixou centenas de feridos, muitos deles com importantes sequelas físicas e psíquicas. De acordo com a perícia, a maioria das mortes foi causada por asfixia em decorrência da inalação de monóxido de carbono e cianeto. Desde então, esse acontecimento se incorporou, forçosamente, às histórias pessoais e da cidade que compartilharam o mesmo destino. De lá pra cá, muito do que acontece no cotidiano transcorre tendo como pano de fundo trauma e culpa.

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Catarina e Jarirí - uma paixão sobre-humana, por Cafezá

Arte Naif - Francisco Domingos da Silva

Catarina e Jarirí - uma paixão sobre-humana, por Cafezá

Entoncis, eiles mi bateru tanto qui eu dismaiei. Cuando eu récobrei os sentidu, meu cuórpo intero tava doendo muito, dos pé inté a cabessa eu éra uma só dor. I foi indaí qui eu iscuitei eles cunversanu cum arguém no quarto du ladu.

- Eile abriu o bico?

- Abriu não, chefe. Eile é durão, mesmo inbaixo di muita pancada, aguentô firme.

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MPF, para esconder grampo ilegal, lança versão incongruente, por Marcelo Auler

grampona cela - audios de celulares

do blog do Marcelo Auler

MPF, para esconder grampo ilegal, lança versão incongruente

por Marcelo Auler

No afã de afastarem a possibilidade de a Operação Lava Jato ter cometido uma ilegalidade logo no seu início, março de 2014, os procuradores regionais da República Januário Paludo e Antônio Carlos Werner, levantaram uma tese pela qual a Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal no Paraná (SR/DPF/PR) teria sido incompetente ao prender doleiros na primeira fase da Operação. E a incompetência teria se repetido, em 10 de abril, quando o próprio superintendente no Paraná, Rosalvo Ferreira Franco, comandou uma vistoria na cela dos doleiros presos.

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Lava Jato: Empresa de asfalto dos EUA leva a filho de ministro do TCU


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - A Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Lava Jato nesta quarta-feira (23), continuidade da Operação Abate, na última semana, que teve como mira o ex-líder do PT na Câmara Cândido Vaccarezza. Concordando em parte com a defesa de Vaccarezza, que estava preso desde a última sexta (18), o juiz Sérgio Moro considerou que os indícios contra o ex-deputado eram "limitadas" e o libertou ontem. Agora, a nova fase tem como mira Tiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz.
 
As investigações que colocaram Vaccarezza na prisão e agora que fazem buscas e apreensões na residência de Tiago têm em comum a empresa norte-americana Sargeant Marina, que teria sido favorecida em contratos na Petrobras para fornecer asfalto. De acordo com a PF, novos levantamentos indicam que reuniões entre dois advogados, um deles o filho do ministro do TCU, comprovam que "o esquema criminoso, com o pagamento de propinas a agentes da estatal, teria sido planejado".

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A Eletrobras dá prejuízo? Ela é ineficiente?, por Rita Dias

A Eletrobras dá prejuízo? Ela é ineficiente?

por Rita Dias

Um estudo mais rigoroso mostraria que a Eletrobras vem sendo sucateada desde os anos oitenta, sendo exceção o período do governo Lula, contrabalançado pela forte retomada do sucateamento no governo Dilma. Todavia, a qualidade de seus ativos e de seu corpo técnico garante ainda hoje sua eficiência operacional.

A Eletrobras apresentou lucro de R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre de 2017 e de R$ 3,4 bilhões em 2016. Todavia, a empresa apresentou resultados negativos entre 2012 e 2015. Para entender cada um desses resultados é preciso olhar sua composição em detalhes. 

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Guerra mundial: o calendário coreano, por Gustavo Gollo

Guerra mundial: o calendário coreano

por Gustavo Gollo

Meses atrás, a constatação da chegada do último dia de um calendário maia suscitou especulações idiotas repetidas até as náuseas pelos meios de comunicação do mundo inteiro de que tal dia corresponderia ao final dos tempos, omitindo a dedução óbvia de que todo calendário deve chegar a termo em algum dia.

Na segunda-feira (21), no entanto, coincidindo com o início dos exercícios militares conjuntos realizados por americanos e sul-coreanos nas proximidades da Coreia do Norte, os norte-coreanos divulgaram vídeo ameaçador terminando com um calendário que parece disparar a contagem regressiva para o juízo final.

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Classe média tradicional: reflexões a partir de um fato do cotidiano, por Alexandre Tambelli

Classe média tradicional: reflexões a partir de um fato do cotidiano

por Alexandre Tambelli

Nos anos 90 um fato cotidiano me marcou. Fui com jovens de classe média tradicional (minha classe social) jogar bola em um clube de campo.

Para chegar ao clube precisamos passar por bairro periférico, onde a característica é a ocupação de morros com moradias simplórias visíveis do plano da estrada.

De repente olhando para o lado esquerdo da estrada um desses jovens avista um galpão simplório no alto do morro com a seguinte placa escrita:

- Aluga-se para casamentos e festas.

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Eric Hobsbawm, Wolfgang Streeck e a reconstrução do espaço político no Brasil, por Fábio de Oliveira Ribeiro

​Eric Hobsbawm, Wolfgang Streeck e a reconstrução do espaço político no Brasil

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Numa entrevista que deu a Antonio Polito em 1999, o historiador Eric Hobsbawm, intuiu que o principal conflito no século XX se daria entre o mercado e o Estado. Todavia, ele ainda acreditava que a política teria algum papel a desempenhar num mundo que estava sendo sufocado pelos interesses econômicos.

“...a globalização é um processo que não pode ser facilmente transposto para a política. Nós já temos uma economia globalizada, podemos aspirar a uma cultura globalizada, certamente dispomos de uma tecnologia globalizada e de uma ciência globalizada, mas, em termos políticos, vivemos em um mundo que permanece de fato pluralist e dividido em Estados territoriais. Claro que esses Estados não são todos iguais. Há cerca de duas centenas de países no planeta, dos quais alguns são paraísos fiscais e, na verdade, sua única razão de ser é o fato de serem úteis para a economia global. No entanto, três quartos da população mundial vivem em cerca de 25 Estados com mais de 50 milhões de habitantes, e não existe nenhuma autoridade acima deles.

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O som universal de Ricardo Silveira, por Aquiles Rique Reis

O som universal de Ricardo Silveira

por Aquiles Rique Reis

Os dois parágrafos a seguir abrem o texto “Onde o vento faz a curva” (publicado no Caderno 2 do Estadão), no qual eu comentei a sexta edição do Festival Choro Jazz de Jericoacoara, realizado em dezembro de 2011.

“Lá vai o ônibus coalhado de músicos para Jericoacoara. A viagem dura pelo menos sete horas: seis até Jijoca, à beira de um areal, onde o ônibus não se arrisca entrar, e mais uma hora a bordo de jardineiras, velhas caminhonetes com tração nas quatro rodas.

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Reforma Política: querem mudar para conservar, por Paulo Teixeira

Reforma Política: querem mudar para conservar

por Paulo Teixeira

A proposta de reforma política que está para ser votada na Câmara dos Deputados é inaceitável e traz de volta aquela velha máxima: “algo deve mudar para que tudo continue como está”.  

Seu ponto principal é o chamado Distritão, um modelo de sistema eleitoral por voto local e majoritário. É uma lei para conservar a base Cunha-Temer-Aécio, já que favorece candidatos com maior poder econômico, político e midiático e evita uma renovação na próxima legislatura.

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O projeto militar dos Estados Unidos para o mundo, por Thierry Meyssan

no Réseau Voltaire

O pensamento estratégico norte-americano

por Thierry Meyssan

Tradução de Ricardo Cavalcanti-Schiel

Há 70 anos que a obsessão dos estrategistas norte-americanos não tem nada a ver com a defesa do seu povo, mas sim com a manutenção da superioridade militar dos Estados Unidos sobre o resto do mundo. Durante a década que vai da dissolução da União Soviética aos atentados de 11 de setembro de 2001, eles buscaram as mais diferentes maneiras de intimidar a tudo o que resistisse à dominação norte-americana.

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O que vai pior a economia brasileira ou a bancada ruralista?, por Rui Daher

Foto Beto Barata

O que vai pior a economia brasileira ou a bancada ruralista?, por Rui Daher

(Para o GGN)

Quebrado estou há 20 anos, desde que eu e minha mulher avalizamos e assinamos cartas de fiança para uma empresa da qual não tínhamos uma só ação. Respondemos por outrem com nosso patrimônio pessoal. Velho sinto-me há dois anos, desde que virei para os 70 e ninguém mais me alertou “ô moço”! Burro desde ontem, após ler o editorial do jornal Valor, “Sinais de recuperação se disseminam pela economia”. O título me fez pensar de qual país o texto trataria. Num raro rasgo de lucidez me veio a Federação de Corporações. Depois de possuído pela demoníaca Organizações Globo, o impresso, até então o menos desequilibrado do País, se dedicou ao humor macabro com seus leitores.Lá, vivemos entre os mergulhos de Tio Patinhas em sua piscina de moedas, bebemos a água da Fonte da Juventude, e vencemos jovens matemáticos brasileiros em qualquer competição.

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Desvendando a economia colonial, razões para o irredentismo, por Pedro Augusto Pinho

Desvendando a economia colonial, razões para o irredentismo

por Pedro Augusto Pinho

Em dois artigos (É culpa do PT, o Partido dos Tiradentes e Temer, um brasileiro ou O silêncio das ruas) procurei apresentar o Brasil colonial, na ótica reveladora que historiadores – majoritariamente com seus doutoramentos obtidos, a partir de 1980, em universidades públicas no Estado do Rio de Janeiro – estão nos descortinando.

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