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Luis Nassif Online

Sem fio condutor da boa política econômica, o resultado é o afloramento dos ressentimentos e do ódio; por Luis Nassif
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Equilibrista, o presidente da Câmara sonha com a possibilidade de ganhar blindagem, caso seu nome surja na Lava Jato
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Como as energias renováveis podem ajudar a equilibrar o sistema elétrico brasileiro?
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Cunha tenta comprar proteção excluindo período FHC da CPI

É simples entender a lógica do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) excluindo o período FHC da CPI da Petrobras.

Dificilmente Cunha escapará da Lava Jato. Sua estratégia, então, é tentar se agarrar ao que puder e  ao que supõe ser o poder maior pautando as investigações: a mídia e o PSDB.

Foi assim quando se candidatou à Câmara prometendo enterrar qualquer tentativa de regulação da mídia.

É ilusória a ideia de uma Câmara independente, tendo como presidente um perfil vulnerável como o de Eduardo Cunha. Com seu histórico de processos e abusos, na hora em que quiser a mídia o varre do mapa.

Sua crença é que o poder de aval da mídia é similar ao seu poder de destruição. A resposta será dada nos próximos dias. Mas dificilmente os procuradores se curvarão a ponto de avalizar um político com tão extensa capivara quando Cunha.

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"Tememos lideranças oportunistas", diz CNTA a caminhoneiros

Foto: Jornal Cidades
 
Jornal GGN - "Tememos que algumas lideranças oportunistas confundam os caminhoneiros", disse o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, pedindo cuidado. "Temos indícios de que falsos líderes estão tentando se legitimar como representantes dos caminhoneiros autônomos, aproveitando-se do desespero da classe e a insatisfação política e econômica da população, para se promoverem ao invés de apresentar propostas concretas para os problemas”, completou em nota.
 
A Confederação emitiu o comunicado, lembrando que sempre apoiou o movimento, mas buscando soluções, e alertou contra manifestações "sem propostas concretas", que "nada adiantam".
 
Os protestos tiveram início há duas semanas e paralisam rodovias federais. Hoje, já são 24 interdições em vias do Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A última quarta-feira (25) foi o auge dos bloqueios registrados pela Polícia Rodoviária Federal, marcando 129 paralisações.
 
A categoria ameaça ocupar a Esplanada dos Ministérios com 5 mil caminhões, e estariam se reunindo em postos próximos ao Distrito Federal. A informação da Polícia é que não há nenhum bloqueio nas rodovias que dão acesso ao DF.
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“Estamos em penúria hídrica e financeira”, diz secretário de Alckmin

Jornal GGN - O secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga, se reuniu hoje (segunda-feira, 2) com prefeitos da região do Alto Tietê. O otimismo apregoado pela mídia com cada ínfimo aumento no nível das represas não se viu por ali. Ele deixou claro que a situação ainda é extremamente preocupante. “Estamos em penúria hídrica e financeira", disse.

Os prefeitos cobraram do secretário um plano de comunicação mais transparente. Mas Braga garantiu que realmente não há previsão de se adotar nenhuma espécie de rodízio. Ele disse que deve haver pouca chuva em março, muito pouca e abril e “quase nada” a partir de maio. "Ainda não chegamos ao térreo do reservatório. Temos que estar preocupados”, afirmou.

Ele aproveitou pra dizer que “a situação econômica da Sabesp não é muito simples”.

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A crise dos governos de esquerda na América Latina

*Atualização 
 
Hoje, na TV Brasil, a partir das 20h00, programa Brasilianas.org aborda crises de cunho econômico-social nos países da América Latina dirigidos por governos de esquerda 
 
 
Há cerca de duas décadas o mundo assistia a ascensão de partidos de esquerda tomando os governos da América Latina. A primeira década de trajetória da esquerda na Venezuela, Brasil, Argentina, Equador e Bolívia resultou na redução da miséria e aumento de políticas de inclusão e do Produto Interno Bruto. Todos eles foram reeleitos e conseguiram fazer seus sucessores. Mas algo deu errado e a curva de crescimento se inverteu. Atualmente a maioria dessas nações enfrenta crises de cunho político-econômico. E, em 2014, a América Latina registrou a menor taxa de crescimento dos últimos cinco anos, conforme avaliação da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). Os países que prejudicaram esse crescimento foram, principalmente, Brasil, Argentina e Venezuela. Por outro lado, Bolívia e Equador continuaram a expandir o crescimento, recebendo, inclusive, elogios da comunidade internacional, mas ainda assim enfrentam crises políticas internas. 
 
Para compreender os fatores que resultaram nesse cenário o apresentador do Brasilianas.org, Luis Nassif, recebe o doutor em sociologia e professor da EACH-USP, Wagner Iglecias; o professor do curso de Relações Internacionais da UFABC, Igor Fuser e o doutor em ciência política pela UnB e colunista do portal Carta Maior, Antônio Lassance. Não perca!
 
Saiba onde sintonizar a TV Brasil, em canal aberto, parabólica ou TVs por assinatura: clique aqui
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Cunha diz que causas progressistas não avançam pois sociedade é conservadora

Jornal GGN – No último domingo (1º), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, participou de um encontro com evangélicos no Rio de Janeiro. No templo da igreja Vitória em Cristo, o peemedebista disse que a sociedade brasileira “pensa como nós pensamos”. E defendeu que seja feita a vontade da maioria da população, e não da minoria.

A minoria que ele se referiu são os homossexuais, que fizeram uma manifestação enxuta, com cerca de 100 pessoas, contra ele em São Paulo. “Acham que a minha presença lá significa a presença do conservadorismo”, disse sobre a presidência da Câmara. "Mas não sou eu que não vou deixar a pauta progressista andar, não sou eu que sou conservador", bradou. "A maioria da sociedade pensa conforme nós pensamos. É só deixar que a maioria seja exercida, e não a minoria”.

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Jogo online mostra que Folha brinca com imparcialidade

 
Jornal GGN - A Folha de S. Paulo criou um jogo online para ajudar "a entender os problemas do governo Dilma". Com um design inspirado no já conhecido Pacman, o DILMAN elenca seis problemas que devem ser "perseguidos" para se vencer o jogo.
 
O jornal mistura crise ambiental, com barreiras do Congresso, iniciativas econômicas, investigação na Petrobras e pesquisa de popularidade em um mesmo patamar de "problema" do governo. A cada vez que o boneco com o desenho de Dilma "captura" um "inimigo", uma explicação aparece, juntamente com o botão "continuar perseguindo".
 
Uma gota raivosa representa a CPI da Petrobras, que na descrição coloca-se que "o PT tenta garantir a relatoria da CPI". A popularidade em declínio é caracterizada como uma seta para baixo. O raio é a crise energética que, segundo o game, levou o país a um "apagão" em janeiro deste ano. Em "Congresso hostil", o jogo explica que a base de apoio de Dilma está rachada na Câmara e no Senado.
 
Um fantasma representa a Operação Lava Jato, que traz as seguintes informações que ajudariam a entender o problema: "as investigações sobre o escândalo de corrupção na Petrobras abalaram o governo e provocaram uma crise que culminou com a troca da diretoria da estatal. O delator e ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco acusou o PT de ter recebido até US$ 200 milhões em propina do esquema. Dilma defende que a Petrobras deveria ter sido alvo de apuração no governo de Fernando Henrique Cardoso".
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Mercado prevê Selic de 13% ao ano em 2015

Jornal GGN - Na semana de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), os investidores e analistas do mercado financeiro aumentaram a expectativa de fechamento da Selic para 2015. Segundo dados do relatório Focus, elaborado semanalmente pela autoridade monetária, as expectativas de mercado indicam que a taxa básica de juros deve chegar a 13% ao ano, o que implica aumento até o fim do ano de 0,75 ponto percentual em relação ao patamar atual, de 12,25%. A projeção anterior era que a taxa encerraria os doze meses em 12,75% ao ano.

O colegiado vai se reunir amanhã (3) e quarta-feira (4) com o objetivo de definir a taxa básica para os próximos 45 dias. Os analistas do mercado também aumentaram, pela nona semana consecutiva, a projeção para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 7,33% para 7,47% - bem acima do teto de 6,50% estipulado como meta pelas autoridades.

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Verticalização das Favelas: Onde?

Enviado por Pedro Penido dos Anjos

Verticalização das Favelas: Onde?

Por Fernando Nogueira da Costa

Do Cidadania & Cultura

Sabetai Calderoni é urbanista, economista e membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp. José Pedro Santiago é agrônomo e membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp. Ambos demonstram maior sensibilidade social que os pesquisadores do Ibre-FGV citados no post anterior. Publicaram o seguinte artigo (Valor, 02/02/15), avaliando o Programa MCMV.

“Nossas cidades, sobretudo as áreas metropolitanas, estão se transformando em praça de guerra, no confronto entre polícia e moradores envolvidos em frequentes episódios de invasão de edifícios e até de parques públicos. Conflitos com os sem-teto vão se repetir e as cidades brasileiras vão virar campo de batalha se não for resolvido, com urgência, o problema da falta de moradia.

As maiores dificuldades para eliminar o déficit habitacional brasileiro, de 5,8 milhões de moradias, são a escassez e os elevados custos dos terrenos e da infraestrutura, sobretudo nas grandes cidades. A opção por construções populares de um único andar, sequer geminadas, agrava esse quadro. Por que subutilizar terrenos caros e raros, elevando ainda mais os custos da infraestrutura?

Alternativa promissora para solução do problema é implantar edificações verticalizadas nas próprias favelas. O caminho épromover a permuta de habitações situadas em áreas planas dessas comunidades por apartamentos a serem edificados no mesmo local, em prédios, por exemplo, de dez ou doze andares.

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CGU não pode analisar validade de acordos de leniência, diz MPF

O Ministério Público considerou que mais importante do que o efeito econômico com as consequências, é evitar a corrupção
 
 
Jornal GGN - O Ministério Público Federal reiterou sua preocupação com as defesas da Advocacia-Geral e da Controladoria-Geral da União para os acordos de leniência com as empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato. Leia mais »
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Rio de Janeiro e seus 450 verões

Enviado por Hélio J. Rocha-Pinto

Neste dia de seu aniversário, parabéns, parabéns, parabéns!

São quatro séculos e meio de história! Talvez eu devesse ter escrito 450 primaveras, para acentuar seu charme. Mas é durante o verão que esta cidade se torna inesquecível, para o bem e para o mal.

Às vésperas das olimpíadas de 2016, o Rio esbanja beleza. Eis uma pequena mostra coletada coletada aqui e ali da internet.

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Onde estão as lideranças empresariais? Por Motta Araujo

Onde estão as lideranças empresariais?

Por Motta Araujo

Nos anos dourados de 1946 a 1976, 30 anos em que o Brasil saiu de um País rural para um País industrial, grandes lideranças empresariais eram protagonistas da História, das notícias, da política. Os líderes das chamadas "classes produtoras" estavam todos os dias nos jornais, tinham  personalidade e prestígio  para influenciar políticas públicas, pautar agendas de debates.

O conde Francisco Matarazzo Jr. foi capa da revista TIME em 1954, Euvaldo Lodi, presidente da CNI era personagem de primeiro plano da política econômica. Líderes como Horácio Lafer, Ministro da Fazenda e das Relações Exteriores, Luís de Moraes Barros, Presidente do Banco do Brasil, Ricardo Jafet, também presidente do BB, Guilherme da Silveira, dos tecidos Bangu, também presidente do BB, Ministros da Agricultura, dos Institutos do Café, do Açúcar e Álcool, diretor da CACEX, os Ministros da Indústria e Comércio geralmente eram empresários, Morvan Dias de Figueiredo, grande industrial do vidro foi Ministro do Trabalho, Sebastião Paes de Almeida, também do ramo de vidro, foi Ministro da Fazenda de Juscelino.

Por toda a cúpula do Governo federal os empresários de papel público davam sua contribuição. As grandes confederações, da Indústria e a do Comércio tinham fortíssimas lideranças que balizavam o desenvolvimento, o clima econômico, a construção da infraestrutura, a inserção  na economia mundial do País, lançavam temas para debate, tinham ideias claras e se posicionavam na defesa dessas ideias.

E hoje? NADA. Lideranças desconhecidas, burocráticas e medíocres, sem discurso, sem ideias, sem protagonismo.

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A importância da legalidade empresarial, por Matê da Luz

Ok, havemos de concordar que a taxa tributária no País é altíssima e, por fim, é um dos fatores que determina a informalidade em grande parte dos serviços prestados. Vide a carteira de trabalho de um número considerável de pessoas que, trabalhando rotineiramente com mesa, cadeira, horário estipulado e email próprio, por vezes recebendo inclusive benefícios de contratado, se vêem necessitados de abrir empresa - ou, pior, comprar nota - para emitir para o contratante. Para o empresário é mais barato manter um funcionário PJ - pelo menos até que os tribunais sejam acionados.

Neste ano dei força a um antigo sonho de estruturar uma empresa própria. Por diversos motivos, especialmente por um chamado cria, sempre houve em mim a vontade de determinar meu tempo, meu retorno financeiro e minha própria linha de conduta ética e de posicionamento, e estes são fatores que me são essenciais e difíceis de encontrar compatíveis no mercado. Sim, sou uma daquelas com temperamento em evolução, entre o ácido e o doce e finalmente entendi que pra gente como eu ser empresário de si mesmo é uma escolha bastante assertiva.

Mas tem a burocracia - ah, se tudo fosse criatividade! E lá fui eu entender que raios de burocracia envolve ter um CNPJ pra chamar de meu. Conversei com um advogado da família e o que ouvi foi deveras desanimador: "jura? não dá pra manter informal?". Que dá, dá. Mas quero crescer, vender pro exterior, contratar pessoas em breve. Ainda insisto que a melhor opção é começar formalizando o que é possível. "Abrir empresa é barato, caro é fechar - tem certeza de que quer fazer isso?". Sim, neste momento tenho certeza. Daqui alguns anos espero ainda ter o desejo e, claro, a viabilidade financeira e motivacional para manter a empresa funcionando.

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Economista Carioca: Bairrista ou Cosmpolita?

Enviado por Pedro Penido dos Anjos

Economista Carioca: Bairrista ou Cosmpolita?

Por Fernando Nogueira da Costa

Do Cidadania & Cultura

Meu avô paterno era português. Morava na Avenida Visconde do Pirajá, em Ipanema, no Rio. Meus avós maternos eram mineiros, mas moraram, nos anos 50s, na Avenida Atlântica em Copacabana em apartamento com varandão voltado para o mar. Parte das férias na minha infância eram sempre passadas lá.

Meu pai era mineiro, assim como são nascidos em Minas Gerais minha mãe e meus quatro irmãos. Cada qual já morou em algum canto do mundo. Minha mulher é carioca, filha de paraibanos, meus filhos são paulistas. Já morei em Beagá, Rio, Campinas, Brasília e 2 a 3 dias por semana, durante 4,5 anos, em São Paulo. Portanto, sou apenas um brasileiro!

Bairrista é aquele que devota afeição especial ou exagerada à sua cidade ou ao seu estado e tem sentimentos e/ou atitudes de hostilidade ou de menosprezo para com as demais cidades ou os demais estados. Não é raro encontrar cariocas voltados apenas para o mar e de costas para o Brasil…

Chico Santos e Alessandra Saraiva (Valor, 13/02/15) escreveram um artigo tipo “porque eu me ufano de ser economista carioca!”. Rio desse bairrismo, pois eu me identifico muito com os colegas cariocas. Acho que eles preferem ser vistos como cosmopolitas. É aquele que se porta como um cidadão que habita as grandes cidades e capitais mundiais, visitando-as com frequência e adotando-lhes o espírito urbano, um cidadão do mundo.

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Dilma comemora revitalização de áreas históricas do Rio

Jornal GGN – A presidente Dilma Rousseff esteve no Rio de Janeiro para a inauguração do Túnel Rio 450 anos. Durante o ato, Dilma discursou e lembrou a história da cidade maravilhosa. “Não só a parte triste que é a parte da escravidão que está representada no Cais do Valongo (onde aportavam os navios negreiros), mas sobretudo os momentos de afirmação. Primeiro, de afirmação da Independência que é a coroação do Dom Pedro, que ocorreu aqui. Depois, a Proclamação da República, que ocorre na Praça da República, onde também, anos depois, quase um século depois, nós vamos assistir o comício das reformas de base do presidente João Goulart. Em seguida, na Candelária, chamada centro histórico, nós vamos ter grandes comícios como foi o comício das Diretas Já e todo o processo de democratização do Brasil, de redemocratização do Brasil”, disse.

Dilma: “Uma parte importantíssima da história do Brasil” se passou no Rio

Por Luiz Ernesto Magalhães

Do O Globo

Segundo a presidente, a cidade é uma jovem senhora de 450 anos

Inauguração do túnel Rio450 na Zona Portuária, com a presença na Presidente Dilma, do prefeito Eduardo Paes e do governador Pezão de Thomas Bach ( presidente do COI) e Carlos Arthur Nuzman - Marcelo Carnaval / Agência O Globo

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O homem que amava as crianças – o Estado, a política e a repressão, por Marcio Sotelo

do Justificando

O homem que amava as crianças – o Estado, a política e a repressão

Por Marcio Sotelo Felippe

Na coluna ContraCorrentes

Eduardo Collen Leite ganhou o apelido de Bacuri porque gostava muito de crianças. Nascido no interior de Minas, técnico em telefonia, ingressou na luta armada contra a ditadura militar logo após servir o exército, por volta de 1967. Militou na POLOP e, depois de passar por outras organizações, pertencia à ALN quando capturado. Ousado, temido pelos órgãos da repressão pela sua coragem, participou dos sequestros do cônsul japonês e do embaixador alemão. Quando sua companheira Denize Crispim foi presa, grávida, telefonou para o comandante do II Exército para dizer que sabia qual era o carro em que o militar ia visitar às escondidas sua amante. Destacava-se pela beleza física e inteligência acima da média. Traído por dois infiltrados na ALN, foi preso em 1970. Sua morte foi a mais bárbara dentre todos os assassinados pela ditadura, e quiçá terá poucos paralelos na História. Passou, sem dar qualquer informação, por 109 dias de tortura. Seu corpo foi entregue à família em um caixão lacrado com os olhos vazados, as orelhas decepadas, todos os dentes quebrados, costelas partidas, cortes, hematomas e queimaduras por todo o corpo.

Mentes capazes de submeter um ser humano a essa barbárie estão por aí passeando com seus cachorros, sorrindo no elevador e pagando contas no banco ao nosso lado. Impunes. Vivem ainda muitos dos que fizeram tais coisas. Há os que, nas circunstâncias propícias, fariam sem piscar, mas vão viver uma vida honesta e tranquila porque o acaso os terá poupado de um lugar no inferno.

À parte a questão da alma de seres humanos dessa natureza, importa tratar do que responde pela barbárie estatal no século XX e que não desapareceu no século XXI, ainda que sob fundamentos às vezes distintos. Da inteligibilidade de fatos como a morte horrenda de Bacuri e de milhões de outras pessoas.  Por que alguém é torturado 109 dias? Por que Estados no século XX mataram milhões de pessoas, inclusive e principalmente seus próprios cidadãos, inventando uma nova guerra, não a de Estados contra Estados, mas a de Estados contra seus cidadãos? 

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