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Xadrez do golpe que gorou

No início parecia simples, muito simples.

1.     Em momentos de mal-estar generalizado, a personificação da crise é sempre o presidente da República. E se tinha uma presidente impopular que cometeu inúmeros erros.

2.     Com a ajuda da Lava Jato, a mídia completa o trabalho de desconstrução do governo e estimula as manifestações de rua, intimidando o STF (Supremo Tribunal Federal).

3.     No Congresso, PMDB e PSDB travam as medidas econômicas de modo a impedir que a presidente acerte o passo.

4.     Derrubada a presidente, implementam-se rapidamente medidas radicais, a tal Ponte Para o Futuro, que não seriam aprovadas em período de normalidade. Caso haja movimentos de rua, aciona-se a Polícia Militar e as Forças Armadas.

5.     Com a Lava Jato, mantem-se a pira acesa e impugna-se Lula.

6.     Com as medidas, haverá uma fase inicial dura, que será debitada na conta do interino. Depois, uma economia em recuperação, em voo de cruzeiro, que será cavalgada pelo campeão em 2018.

7.     E corre-se para comemorar o gol.

Foi esse o plano, tão raso e simples quanto uma análise da Globonews, que estava por trás do golpe. O primarismo desse pessoal foi esquecer que o Brasil se tornou um país complexo, no qual não cabem mais os modelos simplórios de golpismo parlamentar.

Me lembrou a primeira vez que fui cobrir um congresso de economia em Olinda, em 1982.

O candidato apresentava sua tese à banca. Montava seu modelito de país apenas com os atores diretamente ligados ao tema e que não atrapalhassem a tese defendida.

Aí vinham os examinadores, especialmente Maria da Conceição Tavares e indagava: cadê a agricultura? Cadê os consumidores? Cadê o constrangimento externo?

O candidato, então, era obrigado a colocar de volta no modelo os atores extirpados. Quando colocava, o modelo não fechava mais.

Ilusão 1 – a não-solução Temer

Enquanto Dilma Rousseff era presidente, automaticamente também era o alvo preferencial do mal-estar geral. Quando ela sai, o alvo passa a ser o novo presidente, envolvido até o pescoço nas investigações da Lava Jato.

Na pressa em derrubar Dilma e aplicar o golpe perfeito, nem se cuidou de analisar melhor a personalidade do substituto. A mídia julgou possível reconstruir a biografia de Temer com suas pós-verdades. E constatou rapidamente que apostara todas suas fichas em um dos políticos mais medíocres da República.

Até então, tinha feito uma carreira política rigorosamente fora do alcance dos holofotes. Assumindo o posto, levou para o Palácio seus quatro operadores pessoais e enrolou-se até em episódios menores, como o caso da carona no avião da JBS.

Exposto à luz do sol, desmanchou.

Ilusão 2– as reformas sem povo

Só a profunda ignorância de uma democracia jovem para supor ser possível uma organização suspeita se apossar do poder e enfiar na marra reformas radicais contra a maioria da opinião pública.

Pouco a pouco vai caindo a ficha – mesmo dos economistas mais liberais - que não existe saída fora da discussão democrática com todos os setores. A não ser que se pretenda manter o país permanentemente em um estado de exceção. Nesse caso, a escolha do ditador não será deles.

Ao mesmo tempo, a ilusão de que a mera troca de governo e o anúncio de reformas acordaria o espírito animal do empresário trombou com a realidade. A soma de recessão mais juros reais em alta liquida com qualquer pretensão de equilíbrio fiscal. Sem uma atitude ousada, de incremento calculado dos gastos públicos, não haverá recuperação da economia. E esse passo só poderá ser dado em um clima de entendimento entre os principais atores políticos e econômicos.

Ilusão 3 – engarrafando o gênio

Tiraram o gênio da garrafa e ordenaram: os limites são Lula e o PT. Depois tentaram engarrafar novamente, mas o gênio não quer voltar para a garrafa.

Nesse torvelinho, o PSDB foi devorado, seu presidente deverá ser preso nos próximos dias, o outro presidenciável, José Serra, escondeu-se – como sempre fez em momentos críticos -, as demais lideranças se enrolam entre ficar ou sair. E, com isso, obrigaram seu principal porta-voz, Ministro Gilmar Mendes, a se expor mais ainda.

Gilmar é o exemplo mais didático da manipulação da interpretação da lei, peça central do ativismo judicial. Tudo o que estimulou, no período que antecedeu e durante o impeachment, volta-se contra os seus. E Gilmar é obrigado a mudar totalmente seu discurso, mostrando que a posição ideológico-partidária de muitos magistrados antecede sua interpretação da lei. Há uma interpretação para cada ocasião.

Tem-se, agora, um caos total no grupo que se aliou para promover o impeachment.

Ilusão 4 – o poder ilimitado da Globo

A Globo não tem mais a sutileza de outros tempos, de exercitar suas preferências sem deixar digitais. Agora está se imiscuindo até nas eleições para a lista tríplice de Procurador Geral da República.

Em duas matérias seguidas – uma solta, outra cobrindo o debate dos candidatos – tenta comprometer dois favoritos às eleições, sustentando que são apoiados por lideranças com processos na Lava Jato ou pelo próprio Michel Temer.

O Ministério Público é uma corporação composta por pessoas preparadas para os temas jurídicos, mas, em geral, desinformadas sobre as jogadas político-midiáticas. Mas é impossível que esse pacto Janot-Globo passe despercebido da categoria, como uma intromissão descabida nos seus assuntos internos, tão descabida (aos olhos da corporação) quanto uma escolha de PGR fora da lista tríplice.

Todo esse jogo tem como pano de fundo os últimos capítulos das investigações do FBI sobre a FIFA. Com o indiciamento do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, o escândalo finalmente chega à Globo. Será cada vez mais difícil ao MPF – e à cooperação internacional – justificar a inação no fornecimento de informações ao FBI.

Com o acordo com Janot, a Globo tenta se blindar. O escândalo Del Nero está nas principais publicações internacionais, mas continua solenemente ignorado pelo PGR e sua equipe.

Essa circunstância pode explicar o surpreendente pacto Globo-PGR para, de um lado, derrubar Michel Temer, de outro garantir que o candidato de Janot seja o mais votado da lista tríplice.

Ilusão 5 – jogo sem vencedores

A evolução da crise política, econômica e social mostra que será impossível se ter um vencedor nesse jogo. Os principais atores já estão mortalmente feridos ou em vias de.

O PSDB inviabiliza-se como alternativa. O “novo” João Dória Jr se desmancha no ar a cada dia, com provas cada vez mais evidentes da desinformação sobre a montagem de políticas públicas eficazes. Apelando cada vez mais para factoides de redes sociais, para radicalizações inconsequentes, consegue desgastar rapidamente sua imagem.

Do mesmo modo, embora ainda contando com apoio popular, a cada dia que passa a Lava Jato se isola, já que o espaço amplo de que dispunha se devia ao endosso total da mídia e do mercado ao delenda-Lula. Quando extrapolou, deixou de contar com o apoio unânime desses setores. Episódios como as palestras de procuradores faturando em cima do episódio, a desgasta não apenas em muitos setores, mas dentro do MPF.

A própria Globo terá que enfrentar um poder superior, supranacional, em territórios externos, onde sua influência não conta muito.

Chega-se, assim, àqueles momentos de impasse, em que a guerra leva a um jogo de perde-perde.

E, no Paraná, um juiz obcecado, e procuradores partidarizados, pretendem inviabilizar Lula, um dos pilares centrais para uma saída pacífica da encrenca em que engolfaram o país. 

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Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

O jogo do perde perde é mais

O jogo do perde perde é mais na classe política, nos partidos. O PSDB viu que perdeu "ganhando" do PT. Este de maior perdedor no golpe, se recupera diante da militância e do povo mais pobre. Nada como ser oposição a um governo como esse.

Quem ganhou como nunca nesses anos desde o começa do golpe, na minha opinião no julgamento da AP470, foram os sem voto. As corporações burocráticas de elite do estado e a mídia, Globo principalmente. Sua audiência cai e o faturamento aumenta! Os Marinho cada vez mais ricos. Por outro lado, nunca se viu o PGR tão "empoderado" quanto o Janot desses dias. 

Tudo no Brasil hoje se decide entre a Globo, o resto do pig, o PGR, o STF e a PF. A articulação política dos partidos se restringe ao que fazer para salvar o pescoço dos seus. As tais reformas para os aliados do MT só servem  para um propósito, garantir o apoio do "mercado", para não serem jogados ao mar.

Isso só muda se o "mercado" também fazer parte da turma do perde perde. A rigor, os empresários mais comprometidos com a economia real já entraram nessa turma. Mas seu "anti-lulopetismo" obtuso parece inabalável

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Juliano Santos

Depois do fim do golpe e o inicio do fim da Lava Jato

O que nos temos no Pais é uma total falta de rumo. Temer se mantém no poder porque estão todos no mesmo barco que ele, incluindo a propria Globo. O STF não quer a volta de Dilma e nem de Lula por isso a eterna inação no caso grave em que se encontra o governo federal.

O peça chave neste momento, no referente à Lava Jato, é a escolha do proximo procurador-geral da republica. Não é por pouca coisa que a partida para as intrigas e golpes ja foi dada. Quem vencer, podera ter o poder nas mãos até as proximas eleições e, quiça, fazer um sucessor.

Estamos às vésperas da provavel condenação de Lula por Sérgio Moro e procuradores. Ai, então, passaremos ao ultimo ato dessa peça. Essa é a suprema importância de um PGR alinhado à sobrevida politica em Brasilia. O interesse maior de Sergio Moro é condenar Lula. Isso posto, não interessa a ele Aécio ou Temer... Sobram os procuradores.

Esqueçam a lista triplice.

Se ainda for governo,Temer vai tentar passar a forceps seu procurador. Veremos quem ira sobreviver à esta guerra fratricida.

O acordo proposto por Nassif poderia ter razão de ser se o PSDB tivesse desembarcado do corrupto governo Temer. No entanto, o PSDB insiste em se manter no mesmo barco furado que Temer. E mostra quem são e o quanto enganaram seus eleitores com a historia de que eram os unicos catões da Republica.

Enquanto isso, temos ainda Ciro, Bolsonaro, Marina (?), Alckmin vai tentando sobreviver sem aparecer muito, no mesmo estilo Serra, e João Doria Jr, que vai queimando suas fichas, na pressa de chegar mais rapido que os outros. Não aprendeu ainda que o tempo da politica não é o tempo do "empreendedor", como tanto gosta de autoproclamar. E ai vamos precisar de algumas décadas para sairmos desse beco sem saida em que nos colocaram.

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Isso se chama depuração pela

Isso se chama depuração pela catarse.

Fruto de um país que não desenvolveu a cidadania de sua população e onde impera, por isso mesmo, a desconfiança, principalmente nas instituições e entre elas.

Na nossa formação, até os tempos atuais, não houve um atrelamento, nem um desenvolvimento satisfatório, entre as três esferas dos direitos: civis, políticos e sociais.

Esse é o chamado padrão "casa grande e senzala", onde se mantém um divisão insuplantável entre a população e seus dirigentes. Algo inimaginável em democracias.

A falta de cidadania gera uma relação contraditória entre Estado e sociedade que por sua vez gera a desconfiança política.

Esse é o efeito colateral direto desse modelo que nega à sua população o papel central de controlador dos ditames públicos.

Querer inferir que apenas o voto é suficiente para caracterizar uma democracia é abanar carvão molhado. O que a caracteriza é o respeito ao voto. Em outras palavras, respeito aos representantes escolhidos e, por óbvio, as propostas de governo apresentada na campanha eleitoral.

Pesquisas recorrentes demostram que os brasileiros não confiam em parlamentos, partidos, executivos, tribunais de justiça e serviços públicos de saúde, educação e segurança. E, vis-a-vis, não há respeito de as próprias instituições. Não há a chamada democracia.

Dessa situação decorre a instabilidade política observada no país desde a sua invasão pelos portugueses, com governos submissos ou derrubados, presidentes que renunciam ou suicidam, e governos que governam com a agenda contrária às suas propostas de campanha.

A confiança em instituições estaria baseada no fato de os cidadãos compartilharem uma perspectiva comum relativa ao seu pertencimento à comunidade civil, política e social. E a isso se chama cidadania.

Sem as reformas de base, objeto de promessas de campanha de todos os partidos, e nunca realizada com a profundidade necessária para quebrar esse padrão que fragmenta o país, não teremos a estabilidade que o país precisa para alavancar seu crescimento de forma robusta é constante.

Por esses motivos a esperada catarse surge no país, e a necessidade de depuração se tornou irreversível.

Os castelos cairão, um à um, como estamos vendo.

A verdade sobre o que de real acontecia no Brasil está rompendo a crosta da farsa de quarteto sistema não democrático, e ela fluirá mesmo cicuta a vontade do sistema dominante.

Não há como conter um tsunami, um terremoto, como há como conter um processo de depuração pela catarse.

Chegou a hora do povo, e o sistema não viu ainda.

A demora de enxergar e ceder para que não haja algo pior irá demorar pela falta de noção de cidadania, democracia é coletividade.

Entramos de forma clara naquele período que antecede o caos; CADA UM POR SI.

Aí está o risco, a abertura dos flancos para um candidato "por fora", tipo Trump ou Berlusconi. Aí vem o nosso.

Bolsonaro, Doria, ou um Hulk.

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gaúcho

Na operação de derrubada de

Na operação de derrubada de Dilma e demonização do PT o Brasil perdeu seu poder judiciário que afundou na politização e disputa política, magistrados se sentiram à vontade para proferir sentenças e, ao mesmo tempo, postar nas redes sociais desabafos políticos.

Alguém conhece algum país que funcione sem judiciário?

Sem judiciário, o país conheceu suas entranhas: os vigaristas e picaretas de quinta, as maçonarias provincianas dos grotões com seus membros truculentos, todo o tipo de desocupado parasita como Alexandre Frota, Kim Kataguiri e seus rapazes... toda essa ralé foi conhecida do grande público.

A ausência de lei e de poder judiciário fez do país um imenso saloon do velho oeste em que qualquer aventureiro anti-esquerda teve seus 5 minutos de fama e o Brasil na sua tradição autofágica perdeu mais uma década de desenvolvimento (ou tentativa de desenvolvimento) voltando a ser a velha republiqueta de bananas em que golpes de estado são tidos como a coisa mais natural do mundo. 

 

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Nada gorou

Apenas atrasou. Tem de ter gente na rua. Temer causa a revolta e vem o estado de exceção. O Depto. de Estado já deve ter feito as bandeiras a favor da democracia. Só ainda não tem para quem entregar.

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Pedro Augusto

ANTECEDENTES

ANTECEDENTES RECENTES

 

http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2017/06/antecedentes-recentes...

 

 

    

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Meire

Infeliz Povo Brasileiro,

Infeliz Povo Brasileiro, sempre tendo que enfrentar os LADRÕES GOLPISTAS. Mas, pelo menos um dia, esses LADRÕES, queiram ou não, com stf e trunda,serão defecados da Vida.

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Ariovaldo da Silva

Quem mandou?

O povo elegeu um congresso de comerciantes de bairro. Agora aguente...
Quem ganha? Os EUA, ora! Ou alguém aqui é suficientemente ingênuo para pensar que esse golpe foi tupiniquim?

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C.Poivre

EUA ganha

Como planejador e coordenador do golpe de 2016 (via globo) os EUA não sairão perdendo em nenhum cenário:

 

http://www.theamericanconservative.com/articles/the-global-order-myth/

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Tradução do artigo

O Mito da "Ordem Global"

Durante o Ano Um da Era Trump surgiu uma única palavra para capturar a essência do clima cultural prevalecente: a resistência. As palavras são importantes e a proeminência deste termo específico ilumina o momento em que nos encontramos.

Todos os presidentes, independentemente de partido ou programa, enfrentam críticas e oposições de cidadãos não inclinados a apoiar esse projeto do programa. Marchando, cantando, acenando cartazes e, geralmente, levantando um estrondo na frente de qualquer câmera disponível, eles expressam discordância. Nos tempos normais, tal ativismo atesta a saúde da democracia.

No entanto, estes não são tempos normais. Nos olhos dos oponentes de Trump, sua elevação ao pináculo da política americana constitui um ataque frontal a valores que, até recentemente, pareciam fixos e inatacáveis. Em circunstâncias tão angustiantes, mera crítica, oposição, protesto e dissidência não serão suficientes. Por suas próprias luzes, as forças anti-Trump estão defendendo o apocalipse. Em novembro de 1860 também em novembro de 2016, o resultado de uma eleição presidencial colocou em risco um modo de vida.

A própria palavra resistência evoca memórias das almas corajosas que durante a Segunda Guerra Mundial se opuseram à ocupação nazista de suas terras, com o maquis francês o exemplo mais conhecido. Ele traz consigo um cheiro inconfundível de pólvora. Depois da resistência vem a revolução.

Simplificando, os adversários mais ardentes de Trump o vêem como uma ameaça existencial, com um cronômetro marcado. Assim, as apostas dificilmente poderiam ser mais altas. Richard Parker de Harvard conjurou o que ele chama Resistance School, que em três meses assinou cerca de 30.000 apoiadores anti-Trump de 49 estados e 33 países. "É nossa tentativa de iniciar o longo e lento processo de recuperação e reconstrução da nossa democracia", diz Parker. Outro grupo que se denominou DJT Resistance declara que Trump representa "o ódio, o fanatismo, a xenofobia, o sexismo, o racismo e a ganância".

Este não é o idioma que sugere a possibilidade de diálogo ou compromisso. Na verdade, em tais lugares, as referências ao fascismo incipiente tornaram-se comuns. As comparações entre Trump e Hitler abundam. "É preciso uma cegueira voluntária", escreve Paul Krugman no New York Times, "não para ver os paralelos entre o surgimento do fascismo e o nosso pesadelo político atual". E o tempo é curto. O jornalista Chris Hedges diz que "uma última chance de resistência" já está em mãos.

Enquanto isso, em círculos de política externa, pelo menos, um segundo termo menos explosivo vence com resistência à assinatura do status da Era Trump. Este desenvolvimento merece mais atenção do que atraiu, especialmente entre aqueles que acreditam que, ao lado da questão que arruina a resistência - ou seja, quais valores nos definem - é outra questão de importância comparável: "Que princípios definem o papel da América no mundo? "

Esse segundo termo, que agora se aproxima do vocabulário dos especialistas em política estrangeira, é liberal, freqüentemente usado indistintamente com a frase baseada em regras e acompanhado de modificadores adicionais como aberto, internacional e normativo. Todos estes servem como sinônimos para esclarecidos e bons.

Então, Robert Kagan, da Brookings Institution, vem descrevendo o que ele se refere como o "crepúsculo da ordem mundial liberal", onde preocupa-se com a aprovação do "sistema econômico internacional aberto que os Estados Unidos criaram e ajudaram a sustentar". A ênfase equivocada de Donald Trump em " América Primeiro ", escreve Kagan, sugere que ele não tem interesse em" tentar manter normas liberais no sistema internacional "ou em" preservar uma ordem econômica aberta ".

Comentando o primeiro discurso de Trump, Nicole Gaouette, repórter da CNN nacional, expressa sua consternação por não conter "nenhuma referência ao papel tradicional dos Estados Unidos como líder global e formador de normas internacionais". Da mesma forma, um relatório no Financial Times lamenta o que Vê como "um sinal claro sobre o desrespeito do Sr. Trump por muitas das normas internacionais que governaram a América como o pilar da ordem econômica liberal". O historiador Jeremi Suri, com apenas uma semana de presidência de Trump, acusou a Trump de "lançar um projeto de Ataque direto à ordem liberal internacional que realmente fez a América grande depois das profundezas da Grande Depressão ". No Conselho de Relações Exteriores, Stewart Patrick concorda: a eleição de Trump, ele escreve," põe em risco a ordem internacional liberal que a América defendeu desde a II Guerra Mundial. "Thomas Wright, outro estudioso da Brookings, complementa: Trump" quer desfazer a ordem internacional liberal dos Estados Unidos construído e o substituíndo por um modelo do nacionalismo e do mercantilismo do século XIX ".

Na política externa, Colin Kahl e Hal Brands convergem no ponto: a visão estratégica de Trump "diverge significativamente - e intencionalmente subverte - o consenso bipartidário que sustenta a política externa dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial." Falhando em "subscrever a longa crença de que" Excepcionalismo americano e liderança dos EUA estão interligados ", Trump é hostil à" economia internacional aberta baseada em regras "que seus predecessores alimentaram e sustentaram.

Preciso de mais? Que o general David Petraeus tenha a última palavra: "Para manter a paz", o soldado-virado-investidor-banqueiro escreve em um ensaio intitulado "America Must Stand Tall", os Estados Unidos estabeleceram "um sistema de alianças e compromissos pela segurança global", criando" uma ordem econômica internacional aberta, livre e baseada em regras ". Descartar esse legado, ele sugere, seria catastrófico.

Você obtém a deriva. O liberalismo, juntamente com as normas, as regras, a abertura e o internacionalismo: estes definem ostensivamente a tradição pós guerra e pós-guerra fria da indústria de estado americana. Permitir que Trump destrua essa tradição e você pode despedir-se do que Stewart Patrick se refere como "a comunidade global sob o domínio da lei" que os Estados Unidos mantiveram há décadas.

Mas o que esta perspectiva emocionante exclui? Podemos responder a essa pergunta com uma única palavra: história.

Ou, um pouco mais expansivamente, entre os itens que não conseguiram se classificar para mencionar na versão internacionalista liberal, a versão baseada em regras da política americana anterior é a seguinte: intromissão em eleições estrangeiras; Lotes de golpes e assassinatos no Irã, Guatemala, Congo, Cuba, Vietnã do Sul, Chile, Nicarágua e outros lugares; Campanhas indiscriminadas de bombardeamento aéreo na Coréia do Norte e em todo o Sudeste Asiático; Uma corrida armamentista nuclear que leva o mundo à beira do Armagedon; Apoio a regimes corruptos e autoritários no Irã, Turquia, Grécia, Coréia do Sul, Vietnã do Sul, Filipinas, Brasil, Egito, Nicarágua, El Salvador e outros lugares - muitos deles abandonados quando considerados inconvenientes; A proteção de atividades ilegais através do uso do veto do Conselho de Segurança; Guerras ilegais lançadas sob falsos pretextos; "Capitulação extraordinária", tortura e prisão indefinida de pessoas sem a aparência do devido processo.

Concedido, para cada um desses, havia uma lógica, enraizada em um conjunto de suposições, ambições e medos identificáveis. A CIA não conspirou com o MI6 da Grã-Bretanha em 1953 para derrubar o presidente democraticamente eleito do Irã apenas pelo inferno. Isso ocorreu porque a prateleira de Mohammad Mosaddegh aparentemente ofereceu a perspectiva de eliminar um problema irritante. Em 1965, Lyndon Johnson não enviou tropas de combate dos EUA ao Vietnã do Sul, não porque estava interessado em lutar contra uma grande guerra terrestre na Ásia, mas porque as conseqüências de simplesmente permitir que os eventos seguissem fosse pior ainda. Após o 11 de setembro, quando George W. Bush e seus associados autorizaram o "interrogatório aprimorado" dos presos em prisões secretas, o pânico em vez do sadismo levou suas ações. Mesmo para a loucura mais flagrante, em outras palavras, sempre há alguma explicação, por mais inadequada que seja.

No entanto, coletivamente, as ações e episódios acima mencionados não sugerem uma nação comprometida com o liberalismo, a abertura ou o estado de direito. O que eles revelam é um padrão de comportamento comum a todos os grandes poderes em quase qualquer época: seguindo as regras quando atende seu interesse em fazê-lo; Desconsiderando as regras sempre que se tornem um impedimento. Alguns regimes são mais nocivos do que outros, mas todos respeitam a lei quando a lei funciona em seu benefício e não um dia mais. Mesmo o Terceiro Reich de Hitler e a URSS de Stalin observaram punilmente os termos de seu pacto de não agressão, desde que parecesse vantajoso para as duas partes em fazê-lo.

O meu objetivo não é cobrar à Noam Chomsky que todas as ações empreendidas pelo governo dos Estados Unidos são inerentemente nefastas. Em vez disso, estou sugerindo que, para descrever a política dos Estados Unidos do pós-guerra em termos empregados pelos especialistas citados acima, é reduzir o passado. Se o motivo deles é enganar ou apenas evadir fatos desconcertantes então tudo não vai além disso. O que eles estão vendendo pertence ao universo dos "alt facts". Caracterizar a indústria de estado americana como "internacionalismo liberal" é semelhante a descrever o negócio de Hollywood como "excelência artística".

"Invocações da" ordem internacional baseada em regras ", observa corretamente Susan Glasser, de Politico," nunca antes provocou essa nostalgia com olhos chorosos ". De onde vem essa súbita nostalgia de algo que nunca existiu? A resposta é auto-evidente: é uma resposta a Donald Trump.

Antes da chegada de Trump na cena, poucos membros da elite da política externa, agora aparentemente feridos com normas, achavam que os Estados Unidos estavam envolvidos na criação de tal ordem. O objetivo da América não era promulgar regras, mas policiar um império informal que, durante a Guerra Fria, abrangeu o "Mundo Livre" e se tornou ainda mais expansivo uma vez que a Guerra Fria terminou. O pré-Trump Kagan, que escreve em 2012, resume claramente essa visão:

    A existência da hegemonia americana forçou todos os outros poderes a exercer uma moderação incomum, reduzir as ambições normais e evitar ações que possam levar à formação de uma coalizão norte-americana do tipo que derrotou a Alemanha duas vezes, o Japão uma vez e a União Soviética , Mais pacificamente, na Guerra Fria.

Deixe de lado as afirmações duvidosas e as meias verdades contidas nessa frase e se concentre em sua reivindicação central: os Estados Unidos como um país hegemônico que obriga outras nações a se inclinarem para sua vontade. Descarte o blather sobre regras e normas e aqui você vem à essência do que dificulta Kagan e outros que pretendem se preocupar com a passagem do "internacionalismo liberal". Sua preocupação não é que Trump não mostre um respeito adequado por regras e normas . O que os tem todos em uma espuma é que ele parece não inclinado a perpetuar a hegemonia americana.

Mais fundamentalmente, a concepção de Trump sobre o passado útil se difere radicalmente daquele que favoreceu o "Status Quo" até então. Simplificando, o 45º presidente não subscreve o imperativo de sustentar a hegemonia americana porque ele não se inscreve na narrativa do "Establishment" sobre a história do século XX. De acordo com essa narrativa canônica, os esforços dos Estados Unidos em uma seqüência de conflitos que datam de 1914 e que terminaram em 1989 permitiram o bem triunfar sobre o mal. Ausentes esses esforços americanos, o mal teria prevalecido. Contido dentro dessa história semelhante a parábolas, acreditam os membros do "Status Quo", são as lições que devem orientar a política dos EUA no século XXI.

Trump não vê isso dessa forma, como atesta a apropriação da frase historicamente carregada "America Primeiro". Em sua opinião, o que poderia ter ocorrido se os Estados Unidos não travassem a guerra contra a Alemanha nazista e o Japão imperial e, se não tivesse posteriormente confrontado a União Soviética, tem menos importância o que ocorreu para  a afirmação de prerrogativas hegemônicas do que quando se encontrou os Estados Unidos invadindo o Iraque em 2003 com resultados desastrosos.

Com efeito, Trump descarta as lições do século 20 como irrelevantes para o 21. Crucialmente, ele dá um passo adiante questionando a base moral para as ações dos EUA anteriores. Assim, sua resposta extraordinária à acusação do anfitrião de TV de que o presidente russo Vladimir Putin é um assassino. "Há muitos assassinos", replicou Trump. "Nós temos muitos assassinos. O que, você acha que nosso país é tão inocente? "Ao oferecer esta breve observação, Trump comprometeu assim a heresia final. Claro, nenhuma pessoa séria acredita que os Estados Unidos são literalmente inocentes. O que os membros do establishment da política externa - incluindo os comandantes em chefe anteriores - insistiram é que os Estados Unidos agem como se fossem inocentes, com os pecados anteriores expurgados e a ardósia americana apagada. Isso descreve o requisito final dos EUA e explica por que, aos olhos de Robert Kagan et al., As ações russas na Crimeia, na Ucrânia ou na Síria contam tanto enquanto as ações americanas no Afeganistão, no Iraque e na Líbia contam para tão pouco.

O exercício desesperado no revisionismo histórico que agora credita os Estados Unidos com a busca de toda a criação de uma comunidade global sob o domínio da lei representa a resposta desse "Status Quo" às heresias. Trump está falando (e twitteando) desde o seu famoso passeio pela escada rolante em Trump Tower.

No entanto, ao reclassificar a hegemonia de ontem como promulgador de hoje e respeitando normas, os membros desse establishment perpetram uma fraude. Se os americanos, notadamente crédulos quando se trata da história, cairão nesta charada, será algo a ser visto. Até ao menos pelo ou menos, o próprio Trump, que provavelmente sabe uma ou duas coisas sobre os vendedores de cobras, mostra pouca inclinação para levar a isca.

Diga isso para a resistência anti-Trump: enquanto a retórica do fascismo-just-around-the-corner pode ser superaquecida e um toque sobrecarregado, ele se qualifica como direto e sincero. Embora não compartilhe a visão de que Trump vai roubar os americanos de suas liberdades, eu não questiono a sinceridade nem duvido da paixão daqueles que acreditam o contrário. Na verdade, eu estou grato a eles por agir com tanta força em suas convicções. Eles são inspiradores.

Não é assim com aqueles que agora torcem as mãos sobre a passagem da ordem internacional liberal fictícia creditada para a esclarecidaindústria de estado americana. Eles estão envolvidos em uma grande farsa, trabalhando assiduamente para sustentar a pretensão de que o mundo de 2017 permanecerá essencialmente o que era em 1937 ou 1947 ou 1957 quando não é.
 

Andrew J. Bacevich is TAC’s writer-at-large. 

Fonte original: http://www.theamericanconservative.com/articles/the-global-order-myth/

 


 

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Maia e Dória

Aposto que o Maia já viu com a Globo quem será presidente por via indireta. É ele (e escapa da investigação por não ser presidente) ou ele continua presidindo/controlando a câmera (aí, ele já fez acordo com a Globo e Janot pra sua investigação ser engavetada).

E ouço pouca diminuição do apoio ao Dória por aki. Os erros dele (cracolândia, milhões para empresas que o ajudaram, ofender Lula mas não xingar Aécio ou Temer...) não fizeram os coxinhas da minha cidade serem eleitores dele pra presidente.

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Xadrez do golpe que gorou

comentário do tipo “antes tarde do que nunca”.

(afinal nada como constatar in loco o legado dos megaeventos do Lulismo. Rio de Janeiro mega inundado, 7x1 prá Copa das Copas e as Olimpíadas de Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Dilma, Lula e a empreiteiras-companheiras. como diria Cabral numa tarde escaldante em Bangu: “acho que exageramos...”. nunca como antes neste país um fracasso foi tão flagrante quanto agora, mas ainda assim... floresce a crença que São Lula irá renovar seus milagres sempre festejado mas nunca concretizados, como a recomposição do SM, a criação de postos de trabalho, a “nova classe média”, a democratização da mídia, a desmilitarização da PM, o ajuste fiscal de Levy para retomar o crescimento, ...)

o STF não vai dar nenhuma solução para a crise. nem pode. o STF é apenas a definitiva desmoralização de um Judiciário venal, seletivo, classista e corporativo. um STF à imagem e semelhança do Lulismo: em 13 anos 13 indicados, todos absolutamente incorruptíveis, mesmo cercados pelos escombros da legalidade é impossível induzi-los a fazer Justiça. a começar pelo Bom Barroso...

os militares não vão resolver a crise. vão apenas desmoralizar as FFAA, como demonstra o canhestro episódio da agenda do General do GSI com o agente-em-chefe da CIA no Brasil.

tudo e todos se revelam como sempre foram:  uma medíocre e patética plutocracia colonial e escravocrata, sem qualquer projeto que não seja a espoliação de curto-prazo.

que caiam todas as máscaras, e tudo se revele.

nenhum acordão trará qualquer solução para a crise. nem poderia. a cleptocracia brasileira é a crise. ela é o problema a ser superado. nenhum acordão que a conserve como tal terá a menor viabilidade, apenas vai empurrar a crise para à frente, quando retornará ainda mais devastadora.

não há também nenhuma solução para a crise que passe pelo Lulismo. isto é apenas uma enternecedora ilusão. pois foi através do caminho do Lulismo que chegamos a esta crise. e não será por este caminho que dela sairemos.

o impasse chegou a tal ponto que não mais admite meias medidas. situações extremas requerem medidas extremas. criaram uma situação inédita no Brasil. a única forma de superar a crise é a aplicação das “medidas populares”. ou seja, fazer com que o grande capital pague a conta do golpe.

sem a nulidade do Golpeachment, não se dará um passo sequer para a frente, o país vai girar em círculos, cavando cada vez mais fundo num poço sem fim...

a maior parte da Esquerda brasileira continua perdida no tempo e no espaço, em pleno capitalismo cognitivo, no mundo do trabalho imaterial, no qual as redes, a logística e as populações se tornaram o principal front de batalha. um mundo onde a mais temida super arma é a IA.

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Rui Ribeiro

Eu também não acho que Lula seja a solução, porém...

Deveras, o Lula não é a solução mas ele também não é o problema, o problema é o capitalismo. Culpar o Lulismo pelo estado de coisas atuais equivale a absolver a burguesia pelo antecitado estado de coisas atuais.
Lula não é a solução, mas sem ele, por enquanto, a tendência é piorar.
Subentendido que Lula deve, desta feita, aliar-se à população trabalhadora e aos desempregados, e não aos parasitas sociais que empurraram o Brasil para esta fossa em que lutamos para mantermos a cabeça fora d'água.

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"ACORDÃO": AÉCIO SOLTO? E "COM SUPREMO COM TUDO", JUCÁ?

"ACORDÃO": AÉCIO SOLTO? E "COM SUPREMO COM TUDO", JUCÁ?

Por Romulus e Núcleo Duro

Mais uma rodada, pessoal. Destaque MÁXIMO do dia:

“(...) Tem ‘pautas’ do Acordão cujo preço é incerto, variável, de difícil estimação prévia...

P.e., "prender o Aécio" pode sair... ‘barato’.

Mas...

Pode sair beeem ‘caro’ também, se ele pirar na cadeia.

Aécio está looonge de ter a resiliência física e moral de uma certa ~PresidentA~...

Aquela que, na juventude, atendia pelo codinome “Vanda”, na VAR Palmares, sabe...

Em abstinência de... hmmm... “liberdade”, digamos... Aécio sempre pode acabar “causando”, né...

Ou até morrer!

Vide Mani Pulite...

Afinal, "tem que ser um que a gente mata antes de ele delatar" – apud... Aécio (!), não é isso??

Deve estar com o c* na mão.

Porque o seu bem-estar deixa de depender dele na Papuda.

Pode ser paranoia, mas nunca se sabe, né...

Afinal...

Cai tanto jatinho no Brasil...

 

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Xadrez do golpe que gorou

-> ~Parece~ mais interessado em disputar com o PSOL os 20% do voto de esquerda (que ainda restou...) do que em governar.

só que: existe muito política para além dos acordos palacianos e conchavos de gabinete.

em 1980, no nascimento do PT, já se praticava uma política não pautada pelo calendário eleitoral, tampouco sob gestão dos marqueteiros, que ainda nem existiam. nenhuma mudança efetiva ocorre na sociedade caso subordinada a eleições. ao contrário, este processo eleitoral foi concebido justamente para impedir que as mudanças ocorram. desde 1980, passaram muitos anos... sei lá, uns 37 anos, não... e ainda estamos discutindo isto? tem algo muito errado...

ainda assim, para se compreender como a população vota, é necessário focar em como ela não vota. ou seja: os votos nulos, brancos e abstenções. por isto, em 1980 o PT também nasce como uma alternativa ao voto Nulo.

há também muita política além dos votos considerados válidos. numa circunstância como a de antes do nascimento do PT, tanto como nos últimos anos, talvez o voto NULO seja o de maior validade.

abraços

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Durante uma votação no Senado

Durante uma votação no Senado Federal o delicado Romero Jucá sentiu algo penetrar ele com o supremo e com tudo. Foi comido antes do Aécio.

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serralheiro 70

Jogo perde perde.

Tudo começou com Roberto Jeferson sua grife "mensalão"  deflagrando catarse antilulopetista. Iniciado o jogo perderam: Jeferson e  sua liberdade; Pt em princípios morais e a  liberdade de maiores associados; justiça com desastrada dobradinha gurgel-barbosa ; mídia codinome pig e o resto de sua credibilidade.  Com vitórias eleitorais subsequentes de Lula e Dilma , ânimos acirrados, viramos o país de coxinhas e petralhas. Perdemos civilidade, harmonia e solidariedade. Caminho fértil para aparecimento de sumidades negativas. Nisso a operação lavajato com degradação do maior empreendimento de brasileiros, a Petrobras e sua recente descoberta de petróleo abundante nas águas ultra profundas e distantes da costa brasileira. Este episódio, de consequência detonou as maiores construtoras brasileirasque tinham a Petrobras como seu prncipal cliente. Perda macro-econômica, de conhecimentos e de empregos valiosos em tempo de crise. Miséria pouca é bobagem, veio a pauta bomba de cunha inviabilizando o combalido  governo Dilma e instalando  quadrilha temer no poder. Só perdas, sem previsão de recuperação

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André élebê

  Felizmente já vai longe o

  Felizmente já vai longe o tempo em que se propunha, neste blog, o plano dadaísta de sacrificar Lula em prol de uma "conciliação" sem pé nem cabeça.

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Aécio preso? Parece que

Aécio preso?

Parece que não.

A turma lá do STF já soltou a irmã, o primo e o assessor do Perrela. Só tornozeleiras.

O que isso quer dizer?  Aguardo nova rodada de análises.

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Na hora q publiquei nao tinha

Na hora q publiquei nao tinha como saber ainda. Mas lendo, vc vai ver q essa era a nossa aposta mesmo: solto. Acordão ta andando...

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O pré-Golpe, o pós-Golpe e a fase terminal do Golpe. Uma análise

Pensando no Xadrez do Golpe que gorou fiz um apanhado dos fatos que geraram o Golpe e o exterminaram.

O divórcio da Globo e do Capital empresarial com o Governo Temer passa, acima de tudo, por uma opinião pública que se voltou para o lado oposto, retrocedendo o rubicão do Golpe e escolhendo outras pontes para seguir, não necessariamente as terras governadas pelo PT. 

Temer não tem nenhuma popularidade e gerou uma ingovernabilidade extrema, a ponto de estagnar a economia. Se um país não produz nada, não gera empregos e vende só o básico da sobrevivência de sua população a maioria do empresariado sequer garante um ganho de Capital expressivo (por exemplo, significativo nas vendas a prazo) para aplicar, ter lucros significativos no Mercado Financeiro.

Quando as tratativas do Golpe prosperaram, o ambiente social brasileiro estava infestado de uma narrativa falsa, mas crente para o brasileiro médio: problemas socioeconômicos do Brasil pelo baixo PIB estavam ligados única e exclusivamente à incompetência de Dilma e do PT no Governo Federal e à corrupção generalizada neste Governo. O Governo não se prontificou em produzir uma contra narrativa.

Nada, nesta narrativa pré-Golpe, da conjuntura internacional foi aventada. Nem o preço baixo das commodities e do petróleo, muito menos a tardia influência econômica do Crash de 2008 nos países emergentes, etc.

E, sequer havia ponderação sobre o fato de que no final de 2014 estávamos diante de uma realidade social brasileira de pleno emprego.

Prosperou, então, o discurso fabricado de que os problemas econômicos brasileiros estariam ligados à Dilma e ao PT, pela "corrupção desenfreada" no Governo Federal, “o Governo mais corrupto da História”, aliado de uma classe empresarial corrupta, os empreiteiros. Ninguém do Governo Dilma enfrentou com coragem este discurso, fabricado para o Golpe prosperar.

Discurso fabricado pelas mídias oligopólicas em sua dobradinha com o Judiciário Morista facilitou de estarem nas ruas milhões de midiotizados e vingar o Golpe, televisionado e tudo. Vingando conjuntamente o Legislativo do Golpe.

Ruas, que começaram a ser tomadas pelos midiotizados, a partir de 2013 com as tais Jornadas de Junho, ensaio primeiro da aventura golpista. Naquele ano já se sonhou com a chance de derrubada do PT do Governo Federal, nacionalizando um fato municipal e localizado em São Paulo, os 20 centavos da passagem de ônibus.

Ruas, aliadas do Golpe, que se produziram a partir das classes sociais média e médio-alta tradicionais, assustadas com a ascensão social dos pobres nos governos Lula e Dilma e ocupação por eles dos espaços sociais: aeroportos, shoppings, baladas, praias, etc., antes ocupados com certa exclusividade das classes médias tradicionais.

Classes sociais, com maioria de brasileiros midiotizados, diariamente e por décadas, pela Globo & velha mídia, através do discurso meritocrático e anticorrupção, este, centrado exclusivamente e odiosamente no PT, Lula, Dilma, supostamente inimigos dessas duas classes sociais e, ainda mais inimigos, depois de fraudar a "meritocracia"  com programas sociais como o Bolsa Família, a política de cotas, o Prouni, etc. Globo & velha mídia  suas fontes, quase exclusivas, de informação sobre o cotidiano do Brasil e do Mundo.

É importante constatar que quem patrocinou o Golpe não calculou que a Política existente no Brasil dos golpistas é a do toma lá dá cá, é a Política dos acordos e, pelo que se vê agora, das malas de dinheiro, todos por baixo dos panos, Política que não tem Ideologia para defender as reformas neoliberais, a defende, apenas, em circunstâncias favoráveis à defesa. A roda gira 180° e o eixo retorna ao lado anterior.

Eixo da esquerda = classe trabalhadora + sociedade;

Eixo da direita = Capital + elite.

A Política vai pular do barco e nadar para o eixo da esquerda novamente. E foi rápida a parada no eixo da direita com o atropelo neoliberal de Meirelles & Cia.

Quando o discurso anticorrupção e anti-petista da dobradinha do eixo da direita: velha mídia e Judiciário aliado colou na sociedade havia espaço para se debandar para o outro lado e a Política golpista de Temer & Cia. foi junta, porque esta Política é um negócio, vive de estar onde o dinheiro, o Poder e o voto possam estar. Até 2016 estava assim. E blindada. É só pensar no resultado eleitoral municipal para comprovar a blindagem dos golpistas.

Porém, com o passar dos meses de Temer Presidente, o discurso anticorrupção e de que a culpa dos problemas econômicos atuais é somente culpa da herança petista caiu por terra, foi perdendo eficácia com as trapalhadas e a corrupção desenfreada do Governo do Golpe e as reformas ultra neoliberais, reformas acima de qualquer razoabilidade, sem nenhuma discussão com a sociedade e pactuação social e queridas por um Golpe, não desejada pela via do voto, que elegeu outro Programa de Governo. 

Sem contar as delações crescentes de empresários brasileiros, desmentindo o discurso do PT, como o partido mais corrupto, e colocando os políticos golpistas na berlinda da corrupção e com provas de suas corrupções, não mais apenas na narrativa do ele sabia, ele mandou destruir as provas, das convicções sem provas cabais, utilizadas à exaustão contra Lula, Dilma e o PT. 

Lembrando, também, de gravações clandestinas da própria classe política do Golpe, a mostrar que era premeditado o Golpe para estancar a Lava-Jato, porque com Dilma não aconteceria o estancamento. 

A sociedade, de certa forma, foi apresentada a realidade pós-Golpe, descobriu, aos poucos, que o Golpe não tinha a intenção de melhorar os índices econômicos e sociais dos brasileiros e, sim, produzir reformas radicais na Previdência e na CLT + estancar a Lava-Jato e o combate à corrupção, o que gerou o divórcio definitivo da sociedade com o Governo Temer.  

Sociedade que esteve à flor da pele com a Lava-Jato e sua dobradinha com a Globo & velha mídia até 2016 e pôde acreditar, sem a chance de mínima reflexão, naquela narrativa pré-Golpe, de um caos econômico e de uma corrupção desenfreada com o PT no Poder (fabricados); afinal, a velha mídia e a Justiça morista mativeram 24 horas do dia e por meses a cantilena noticiosa anti-petista radical, para que o Golpe vingasse.

Por isto, não sejamos ingênuos de acreditar que a ruptura atual entre a Política golpista eleita pela Globo & velha mídia e patrocinada pela classe empresarial nacional e banqueiros com apoio do Judiciário aliado: PGR, STF, parte significativa do MPF e, principalmente, a Lava-Jato e seus tentáculos imperialistas, etc. se deu por desejo e algum pudor de honestidade.

A ruptura se deu por incompetência de Temer & Cia. e por não conseguirem manter a aparência e a confirmação de que veríamos com Temer um Governo competente e honesto, o discurso propalado no pré-Golpe. E, também, porque as reformas ultra neoliberais não cabem numa sociedade complexa como a brasileira, oitava economia do mundo. O que os patrocinadores do Golpe descobriram tardiamente.

Temos que ter claro, fazendo um aparte.

A classe empresarial que chegou à prisão e/ou teve os seus negócios afetados pela Lava-Jato, Carne Fraca e assemelhadas (Odebrecht, Eike Batista, outras construtoras, recentemente, JBS, a da indústria naval, do setor de Petróleo e Gás, da indústria de defesa, a Embraer, etc.), chegou à prisão e/ou teve seus negócios afetados, porque a Lava-Jato e assemelhadas têm uma ingerência que é externa ao país, ingerência que está no controle das suas ações “judiciais”.

Moro e os procuradores da Lava-Jato foram, consciente ou inconscientemente, levados a uma paranoia de combate à corrupção misturado com a “Ideologia capenga” de defesa do Império Norte-Americano e do alinhamento direto aos interesses geopolíticos e econômicos dele, um anti bolivarianismo de toga, e fugir desta realidade, penso eu, não é correto.

Foi uma mistura de busca por Status e um anti bolivarianismo fabricado pela formação sociocultural dos “lavajatistas” & assemelhados via velha mídia: Globo, Veja, Estadão, Folha, Jovem Pan, etc. que deu gás a Operação da Polícia Federal e apoio das classes médias a Moro & Cia.

A não concorrência brasileira por mercados mundiais nas áreas de tecnologia de ponta foi e é o evento central da Lava-Jato, da Carne Fraca, etc., porque não se quis nem ser quer dar merecimento e prosseguimento ao Brasil soberano e em desenvolvimento industrial/tecnológico, Brasil que foi sendo esboçado e nascia com segurança nos governos de centro-esquerda de Lula e primeiro mandato de Dilma e com uma posição altiva e independente na Globalização e se aliando de um Bloco Econômico como o BRICS, contraponto ao mundo unipolar e desejado pelos Estados Unidos e sua Política Imperialista. 

O Brasil Player mundial e exportador de produtos industrializados, ao invés, de exportador de commodities e recursos naturais não poderia acontecer. E nada melhor que um Judiciário alienado das questões geopolíticas e econômicas mundiais, para ser aliado de uma velha mídia oligopólica em prol dos EUA e/ou anti-petista de carteirinha como a Globo & Cia.

Moro e seus procuradores são reféns da sociedade midiática, do meio social em que vivem e a Miami dos sonhos.

A sociedade organizada e o Governo de centro-esquerda assistiram as ignorâncias dos moristas aflorarem e o Brasil que dá certo foi sendo destruído em nome do combate à corrupção; não organizaram a Justiça nem municiaram recursos para a criação de mídias capazes de gerar outras narrativas para o Brasil da era Lula/Dilma.

E, centraram, Lula e Dilma, seus governos na ideia principal que o apoderamento econômico da classe trabalhadora, antes alijada de um consumo além do de sobrevivência, era o suficiente para os trabalhadores brigarem pela manutenção dos seus direitos novos, capazes, estes novos consumidores, de organização e apoio irrestrito ao Governo petista, o que não aconteceu no pré e pós Golpe. 

Parece-me que os novos integrantes da sociedade de consumo adentraram, pós inclusão e ascensão social, isto, sim!, na mesma lógica das classes média e médio-altas tradicionais do individualismo e da busca por Status social, alienando-se no consumo imediato de coisas e não produzindo esta classe trabalhadora, consciência social e noção plena da importância de políticas estatais nas suas ascensões sociais e conquistas materiais. O Golpe veio e elas apenas se resignam, por hora, a voltar ao estágio anterior de uma vida sofrida e sem as benesses do consumo, ao que tudo indica, apesar do voto pelo bolso, se Lula for candidato.

Virá um processo revolucionário se suas ascensões sociais entrarem em colapso? Talvez.

Continuando.

Marcelo Odebrecht, Eike Batista, Embraer, Almirante Othon, os responsáveis pelo Submarino Nuclear, Wesley e a JBS, Petrobrás, etc. são exemplos do Brasil que dá certo, que se desenvolve e que se internacionalizou nos tempos de Lula e Dilma, e isto é o que os levou a prisão e/ou a detonação de seus capitais e imagens e não a corrupção, inerente ao Capitalismo. Se não tivessem se internacionalizado e o Brasil continuasse a ser um país subalterno e subdesenvolvido ninguém da nossa elite seria presa ou prejudicada nos seus negócios.  

O maior problema do grande empresariado brasileiro é que essa elite não se percebe como parte de uma Nação brasileira e nem se percebe presente em um País de dimensões continentais, onde, esta elite pode ser uma elite top mundial, pois, temos tudo aqui para nos qualificar como potência mundial: recursos naturais em abundância, biodiversidade em excesso e terras agricultáveis aos montes.

Infelizmente, a elite empresarial nacional não sabe se situar no Mundo, acredita em discursos fabricados por Globo, Veja, Exame, Estadão, Folha, CNN, Bloomberg, Financial Times, etc. e perde o referencial dos caminhos mais seguros para ser inserida no Mundo pela porta da frente e não como uma segunda divisão do Capitalismo Ocidental.

Em um país com uma elite empresarial inteligente a Lava-Jato seria abortada na primeira tentativa de destruir com o Capital econômico e tecnológico da Petrobrás e da Odebrecht e não se teria dado o Golpe, pelo motivo mais pragmático: o PIB brasileiro cresceu cinco vezes nos 3 primeiros mandatos do PT no Governo Federal.  E a elite brasileira nunca ganhou tanto dinheiro na vida como nos governos petistas.

O PT governou enriquecendo mais e mais a elite empresarial nacional, sem mexer na sua hegemonia de ser o topo da pirâmide socioeconômica brasileira, apesar de começar a estruturar o País para uma competitividade mais justa, no viés meritocrático do discurso das elites e seus defensores/aliados sociais, ao incluir na sociedade de consumo e no ensino universitário uma crescente massa de trabalhadores, antes, apenas, trabalhadores para serviços braçais e não intelectuais ou de formação superior. 

Assustaram a competitividade e a meritocracia no trabalho não mais de fachada do QI (quem indica) a classe média e a classe médio-alta tradicionais, o Golpe, também, se fabricou nas ruas com o medo gerado por estes dois pressupostos.

É importante salientar.

O sistema eleitoral desenhado pela Globo & velha mídia + Lava-Jato e Judiciário aliado conseguiu tirar o PT do Poder via Impeachment, mas não acabou e, sim, ampliou o vício do toma lá dá cá e o Golpe fez água.

O erro maior do Golpe foi que não patrocinou, a elite empresarial e rentista, a Eleição de políticos ideológicos e minimamente capazes de administrar um País de 206 milhões de habitantes, apenas, patrocinou políticos mercadistas, que cobram não apenas para votar a favor do Golpe, cobram o tempo todo, se bobear até para receber um telefonema de um empresário qualquer.

Patrocinaram grupo político que durante mais de 30 anos não fez outra coisa senão estar no Poder para benefício financeiro individualizado.

Sejamos sinceros. Sem um mínimo Norte não se Governa um País de dimensões continentais e com 206 milhões de habitantes como o Brasil. Não existe a possibilidade do cada um por si e o interesse particular de todos ao mesmo tempo coexistir. Descobriu-se tarde esta máxima.

Então, Temer precisa cair porque o prejuízo é maior até do que se o Lula voltar ao Poder, para esta elite que patrocinou a queda do PT do Poder.

Nem internacionalmente é interessante a continuidade do Golpe com Temer no comando do Brasil. 206 milhões de pessoas não podem ser desprezíveis para o Capitalismo. Muito dinheiro se movimentou no País governado pelo PT, nosso PIB cresceu, relembrando, quase cinco vezes em 12 anos. Foi Capitalismo na veia e muitos negócios foram acontecendo e muitos acordos selados, que hoje, geram prejuízos para diferentes países e empresas mundo afora, pelo não cumprimento dos negócios e acordos. 

Só a alienação social coletiva pôde crer que o Brasil poderia ser refém do ultra neoliberalismo. Apesar de boa parte da classe trabalhadora ascendida socialmente nos governos Lula e Dilma, ainda, não ser capaz de brigar por seus direitos, ser, em parte, cópia do modelo de personalidade das classes média e médio-alta tradicionais, talvez, possa em momento futuro próximo ou um pouco distante se tornar revolucionária, se a crise econômica levá-los a guetização plena. 

Tem ainda a questão importante. 

Se ninguém compra nada quem vai anunciar na Globo, ainda mais com a concorrência do Google e Internet? Como sobreviverão as Lojas Riachuelo, a Marisa e o Habib´s?

O remédio Golpe foi prescrito para o paciente errado. O que seria um ajuste de caixa rápido do Levy, para o Estado voltar a investir se tornou, com os movimentos golpistas até e pós a posse de Temer, a quebradeira generalizada da economia e do Estado, e gerou o desemprego recorde, um Governo sem rumo, o mais corrupto da História brasileira e com popularidade quase zero.

A classe Política que apoiou/apoia/apoiaria esta ruptura, não tem a mínima preocupação com o Brasil em sua totalidade ou parte dele, apenas com seus interesses particulares, de patrocinadores específicos e com o próprio bolso. Jamais preocupação com o Brasil, os brasileiros e sequer com quem “investiu” (dentro do empresariado brasileiro) para que assumissem o Poder central na ilusória crença de "prosperidade" imediata nos seus negócios. Não há Ideologia e competência administrativa na classe política do Golpe.

E, o mais duro de tudo, para terminar, é que Temer & Cia. não entregarão a rapadura facilmente, cobrarão caro e para saírem do Palácio do Planalto vão pedir muitas regalias e fazer, até a queda, muitas estripulias, não tenhamos dúvidas desta afirmação.

Custou muito caro o Golpe de 2016. Ele trouxe prejuízos para quase todo mundo. A alienação coletiva via Globo & velha mídia nos legou Temer & Cia. e deles o caos.

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Álvaro Noites

Deveria virar post. Apenas

Deveria virar post.

Apenas tenho dois pontos:

- Embora todo o comportamento da tal "República de Curitiba", "Força Tarefa da Lava Jato" ou o que quer que seja, possa ser explicado como um fator cultural de submissão ao estrangeiro e ao mesmo tempo subjugação com as classes inferiores do país, não podemos definí-los como "vítimas": vítima, no fringir dos ovos, se dá mal - eles parecem que nunca se dão mal.

- Deveria citar o papel de uma certa maçonaria tacanha, obtusa, ignorante e preconceituosa em espalhar o ódio na sociedade. Foi uma mera questão de ignorância/catarse ou foi algo mais pensado?

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CLAUDINEY BARBOSA DE MELO

E os financiadores ...

E os financiadores ...

 

Gostei muito da análise. Mas tem uma pulga que não me sai da orelha.

 

Se o Joesley Batista disse em seu depoimento à PGR que havia autorizado a compra de cinco deputados por APENAS R$ 15 milhões (APENAS, sim, APENAS), representando R$ 3 milhões por parlamentar para votar contra a admissibilidade do processo de impedimento da presidente Dilma na câmara dos deputados, é possível imaginar que possam ter havido alguns deles que votaram a favor, motivados por certo INCENTIVO FINANCEIRO.

 

Se o Joesley não falou que atuou a favor do impedimento...

 

... Quem será que financiou??

 

Ou será que todos votaram por convicção, por ideologia ou por estarem convencidos de ilegalidades da presidente?

 

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CLAUDINEY BARBOSA DE MELO

E os financiadores ...

E os financiadores ...

 

Gostei muito da análise. Mas tem uma pulga que não me sai da orelha.

 

Se o Joesley Batista disse em seu depoimento à PGR que havia autorizado a compra de cinco deputados por APENAS R$ 15 milhões (APENAS, sim, APENAS), representando R$ 3 milhões por parlamentar para votar contra a admissibilidade do processo de impedimento da presidente Dilma na câmara dos deputados, é possível imaginar que possam ter havido alguns deles que votaram a favor, motivados por certo INCENTIVO FINANCEIRO.

 

Se o Joesley não falou que atuou a favor do impedimento...

 

... Quem será que financiou??

 

Ou será que todos votaram por convicção, por ideologia ou por estarem convencidos de ilegalidades da presidente?

 

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CLAUDINEY BARBOSA DE MELO

E os financiadores ...

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Gostei muito da análise. Mas tem uma pulga que não me sai da orelha.

 

Se o Joesley Batista disse em seu depoimento à PGR que havia autorizado a compra de cinco deputados por APENAS R$ 15 milhões (APENAS, sim, APENAS), representando R$ 3 milhões por parlamentar para votar contra a admissibilidade do processo de impedimento da presidente Dilma na câmara dos deputados, é possível imaginar que possam ter havido alguns deles que votaram a favor, motivados por certo INCENTIVO FINANCEIRO.

 

Se o Joesley não falou que atuou a favor do impedimento...

 

... Quem será que financiou??

 

Ou será que todos votaram por convicção, por ideologia ou por estarem convencidos de ilegalidades da presidente?

 

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Marcelo33

"Só a profunda ignorância de

"Só a profunda ignorância de uma democracia jovem para supor ser possível uma organização suspeita se apossar do poder e enfiar na marra reformas radicais contra a maioria da opinião pública."

Não vejo isso não. A Mãe de todas as reformas, a PEC do Teto, foi aprovada de maneira Ridiculamente fácil !!!

E o país vai ficar com essa tralha teoricamente até 2038. No mínimo, até 2022, já que a Turma de 2014 do Senado é quase suficiente para segurar essa bosta até 2022.

Se duvidar a esquerda vence a eleição e leva a culpa da bomba social relógio da PEC.

PQ não houvemobilização contra a PEC ??? Por que o povo Permitiu a PEC ??? Por que o povo deu uma vitória esmagadora para o PSDB/PMDB nas eleições municipais em 2016, snalizando apoio popular par a PEC ???

A diferença entre a PEC do Teto e a PEC da PrevidÊncia é que o ´povo deu apoio popular a primeira !!!

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Acorda, Brasil

 

...”Só a profunda ignorância de uma democracia jovem para supor ser possível uma organização suspeita se apossar do poder e enfiar na marra reformas radicais contra a maioria da opinião pública.”...

 

Essa organização suspeita de golpistas afinada com interesses dos EUA, em suas investidas contra o programa nuclear do Brasil, condenaram o renomado cientista brasileiro Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva – ex-presidente da Eletronuclear, internacionalmente reconhecido por seus conhecimentos e realizações na área nuclear, com idade de 78 anos, a 43 anos de prisão, por acusações de corrupção. Recentemente, ele tentou cometer suicídio no presídio em que está detido.

Dentre selvagens perseguições políticas e sumária condenação como essa, em um cenário repleto de antigos conhecidos poderosos bandidos, livres e dando as cartas, como de sempre.

Num cenário de Eduardo Cunha condenado a menos de 16 anos de prisão. De incontáveis divulgações pela mídia de suspeitas e provas de grandes roubalheiras envolvendo  quase toda a gangue de golpistas. Num cenário, de casos como “helicoca” com 450 kg de cocaína, esquecidos e por resolver.  

Tudo isso e muito mais, para não falar na divulgada intenções e programas golpistas de indiscriminadas privatizações a preços de bananas numa desenfreada entrega de nossas riquezas para os gringos, como o bilionário petróleo e gás existentes no Pré Sal descobertos pela competente Petrobras.

Ou seja, passa da hora de arranjar um jeito de por fim nessa profunda ignorância de nossa jovem democracia. Antes que seja tarde demais. Acorda, Brasil. 

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So haverá solução política

So haverá solução política para a crise se incluir o Lula. Se a Lava jato inviabiliza-lo não haverá de onde se tirar um acordo nacional. Estará pavimentado o caminho para um regime de força e um beco sem saída.

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André élebê

  Nessa hipótese a

  Nessa hipótese a presidência cai no colo de Ciro Gomes e seu discurso incendiário. Chego quase a torcer por isso.

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Carlos Alberto Freitas Lima

MAS HÁ SIM OS QUE DEVEM SEREM PRESOS E PUNIDOS.

O juiz DEUS deve ser preso, gravou a presidenta e não podia, tem que pagar, Segundo o Janot o "inimigo não tem face", mas ele conhece cada cara e onde estão.

Os Procuradores e PF que misturaram política com o dever isonômico de funcionários públicos, também devem perder os seus cargos.

A mídia que usou concessão pública para promover GOLPE, deve perder a concessão ou no mínimo não poderem contratar com nada que se refira ao estado e ainda pagar parte do passivo que ajudaram a criar.

Os políticos que receberam dinheiro de empresários para votarem devem serem presos.

Clubes de serviço e entidades que se dizem secretas que conspiraram devem perder o direito de funcionarem até que seus membros que participaram responderem a justiça.

Empresários que usaram do poder financeiro para pagar parlamentares, devem serem presos e produzir delações para punição dos parlamentares que receberam dinheiro para produzirem o GOLPE.

Então tem que haver perdedores. Ficar tudo por isso mesmo, vai estimular GOLPEADORES.

Estamos diante do direito real de concretizarmos a democracia do BRASIL, não pode um irresponsável “só para encher o saco”, provocar uma destruição dessas, jogar um país na marginalidade institucional e ficar todo mundo colocando panos quentes e abster do sufrágio de uma população para deleito de ricos que até nem perdia nada, ganhavam, mas queriam ganhar mais e mais e mais. Não pode uma população ser refém do Banco Central, que autoriza Banco Públicos e Privados a enfiarem a mão nos bolsos nacionais e surfarem na crise com LUCROS ABSURDOS conseguidos por extorsão financeira considerada legal, mas sem nenhuma ética plausível que assim justifique. Não podemos mais ficar defendendo, funcionários públicos vitalícios, instituições, bancos, autarquias e serviços militares, enquanto numa crise dessas, os trabalhadores comuns ficam entregues a desgraças de todo tipo, enquanto os vitalícios não movem uma palha pois os seus salários virão de qualquer jeito. O país vive um momento terrível, mas se não querem que tenham vencedores que todos percam na mesma proporção e que salvemos a democracia brasileira, sem feudos públicos ou privados. Não defendo o Estado mínimo, mas também não defendo mais o que está aí, na maciota só esperando o seu no final do mês. Precisamos acordar e estufar o peito e falar o BRASIL não é a mamãe de ninguém. O Brasil é o seu povo, mas o povo que está sofrendo e não essa turma pública do caviar, vinhos caros e dos restaurantes de chefs famosos. Corrução é abominável, mas com certeza prefiro ela e o povo sem sofrer do que sem ela e só os “maciotas vitalícios” ganhando, na gíria moderna, “de boa”, uma hora ou outra os corruptos morrem e talvez a educação corrija os que irão substituir. Mas é preciso reconhecer que os vitalícios não moveram uma palha, regaram com gasolina o caos e o povo brasileiro foram defenestrados sem dó e nem piedade, afinal o dele chega no fim do mês com ou sem crise. 

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Faroeste

Rovai, em artigo de dias atrás, sintetizou a brilhante análise que Nassif fez agora:

“Quem quiser entender o que vai acontecer em 2018 tem que buscar olhar pra essa guerra entre os dois partidos políticos que restaram no país, Lula e a Globo. Só um deles vai vencer.”

https://goo.gl/BcVXnC

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Comentaristas do diário.

A maior parte das pessoas que deveriam estar pensando viraram comentaristas do diário, ou seja, ninguém procura mais entender o passado e muito menos o futuro, por isto ficam todos só vendo qual será o próximo escândalo.

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O Brasil tornou-se um país do medo

O Brasil tornou-se um país do medo

Joesley Batista teve medo de acontecer com ele algo parecido com o que aconteceu com Marcelo Odebrecht: prisão, e delatou

Temer tem medo de renunciar porque perde o foro privelegiado e fica mais fácil ir pra prisão

O PGR tem medo de que Temer escolha um engavetador para sucedê-lo

Muitos tem medo da não condenação do Lula e da consequente condenação da Globo

A Globo tem medo do PGR

o Congresso tem medo do Supremo

O Supremo tem medo da Globo e de seus zumbis

Mas nenhum deles tem mais medo do povo, esse, deixou de mandar no país a muito tempo

 

https://www.cartacapital.com.br/politica/manifestacoes-pelo-pais-pedem-o...

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Imagens da falência da DEMOCRACIA BURGUESA.

Em países periféricos quando há um processo de desnudamento sistema de poder, que talvez seja o ponto principal de todo este xadrez que não é citado no artigo, mostra-se que o sistema se mantém através de UMA IMENSA FARSA DEMOCRÁTICA, o que chamo a DEMOCRACIA BURGUESA, ou para não chocar os mais sensíveis é possível chamar a DEMOCRACIA LIBERAL.

Coloquei a ressalva inicial sobre este processo ocorrer em países periféricos, pois simplesmente nestes a velocidade com que fica aparente o desnudamento do sistema de poder é muitas vezes mais rápido do que em países centrais.

Pois vamos aos fatos, a democracia burguesa está assente num quadro jurídico-institucional que aparentemente proporciona o básico que deveria se ter em qualquer democracia, o governo da maioria. Para obtive-se este governo da maioria periodicamente se produz eleições livres (?) em que através do voto universal o povo elegeria seus representantes para suas casas de representantes. Teoricamente falando, numa eleição numa democracia burguesa, onde há liberdade de associação partidária qualquer grupo de cidadãos teria direito de propor via um partido qualquer solução para o país, estados e municípios, isto se chama a pluralidade democrática.

O quadro organizacional pode parecer perfeito e livre para qualquer tipo de manifestação, deixando para o chamado eleitor livre decidir o futuro do governo, entretanto como diz o ditado alemão:

- O diabo mora nos detalhes.

Ou seja, este quadro perfeito de acesso ao poder é simplesmente golpeado de tempos em tempos para que a mobilização das massas populares volte a zero e se destrua a capacidade destas de assumir ao poder. Em resumo, à medida que a farsa de eleições livres (?) se desnude e o povo tome ciência da manipulação de informações promovidas pela imprensa dominada por um pequeno número reduzido de representantes das classes dominantes, à medida que os eleitores se deem conta que seus eleitos são escolhidos e sustentados pelas mesmas classes dominantes e não aceitem mais a farsa democrática, forças militares, também comandadas pelas mesmas classes dominantes, tomam conta de situação eliminem politicamente ou fisicamente (conforme a necessidade) de todos aqueles que proponham soluções diferentes do que as classes dominantes propõe.

O que estamos passando pelos dias atuais é o desnudamento do sistema de poder, mostrando claramente as diversas artimanhas que as classes dominantes lançam mão para que a democracia se torne a DEMOCRACIA BURGUESA.

Até aqui é algo que se pode ler em qualquer artigo sobre a democracia burguesa, porém o que trata o xadrez é sobre uma face do desmonte deste tipo de sistema político, e tenta desesperadamente entender a dinâmica do porque o golpe não deu certo.

Parece que não entendem aqueles que não colocam uma perspectiva histórica é que o golpe simplesmente não deu certo porque ele ainda não atingiu o seu objetivo final, ou seja, a repressão de todos os movimentos populares e o silencio das vozes dissidentes.

Há mais de dois anos tenho dito que os golpistas são amadores, e evoluiria neste momento para dizer que aqueles que dão a forma do golpe, a CIA, que com o descaramento dos golpistas amadores deixaram claro a intervenção da mesma nos níveis mais altos do governo programou de forma também amadora o golpe no Brasil.

Achavam os golpistas nacionais e estrangeiros que o uso do sistema judicial seria suficiente para perpetuar o golpe, porém, como já escrevi em outro artigo no passado, o sistema judiciário sempre foi utilizado de forma de apoio aos golpes e não como mola mestra do mesmo. Este erro básico vai custar muito caro aos mesmos, pois no lugar de assentar as bases do golpe num poder armado, que poderia ser as forças armadas ou um pool de polícias militares estaduais, os mesmos pensaram e gestar o golpe via judiciário, ou seja, uma inovação que deu certo em alguns países com um sistema político menos complexo que o brasileiro e com uma burguesia nacional meramente associada ao grande capital.

Como o sistema judiciário brasileiro é difuso sem um poder central, não há a mesma capacidade de organizar um golpe completo com repressão maciça a oposição, condição sem a qual o golpe se torna incompleto. Por outro lado o sistema judiciário é um poder que depende do executivo para consumar o golpe, e no duplo comando dos agentes do judiciário e do executivo, no caso Polícia Federal, polícias militares e exército, o golpe não consegue ser consumado.

O que na realidade se tem no Brasil atual é um golpe inconcluso, que como todo o golpe inconcluso geram contragolpes que geralmente são mais poderosos do que o golpe propriamente dito, com um agravante no caso brasileiro, gerou-se uma quantidade razoável de núcleos de contragolpe que seguem a parâmetros diferenciados e o núcleo duro deste contragolpe pela direita foi assumido por verdadeiros Frankensteins ideológicos que somam aos princípios liberais de direita, assuntos como até o Terraplanismo (???) e intolerância religiosa.

Neste momento, o principal problema é levar a diante o golpe, sem ter uma única alternativa viável de continuidade. Enquanto a burguesia nacional acostumada a viver do saque mais primário das riquezas nacionais continua no governo, as forças ligadas ao capitalismo internacional, representadas pelos homens que comando a economia nacional se veem atrapalhadas pelo apetite voraz dos antigos oligarcas que não estão dentro do esquema que os excluem do grande capital internacional.

O golpe foi mal planejado, pois modelos utilizados em países de economia mais simples e com sistemas centralizados de decisão, foram utilizados num país em que o sistema da burguesia burguesa é bem mais complexo e alguns passos básicos, que já havia escrito há mais de dois anos, foram desprezados, ficando praticamente impossível a sua continuidade sem que este escape do controle dos golpistas e de seus assessores externos, no caso a CIA.

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Coragem ! O golpe fracassou.

Estamos caminhando para o ponto em que a realidade vai nos obrigar a fazer a "Escolha de Sofia".

Uma alternativa é um grupo sair pelas ruas matando pessoas do outro grupo, ou algum outro tipo de violência caótica.

A outra alternativa é a formalização de um Acordo Político.

O momento histórico oferece uma grande oportunidade para mudanças estruturais no Brasil. É possível iniciarmos a construção de uma República Democrática - o que nunca tivemos. Porém, não pode fazer parte desse Acordo Político os principais líderes do golpe. Se os líderes do golpe não forem extirpados da vida pública, então nada terá mudado e um novo golpe estará em gestação.

É preciso reconhecer que, neste momento, o golpe fracassou e os golpistas precisam de uma saída. Os democratas precisam ter coragem para destruir o poder político dos líderes do golpe.

Para início de conversa, Temer e sua quadrilha devem ir pra prisão. E deve ser imediatamente destruído o poder político da Globo. Penso que estes são dois pré-requisitos para um Acordo Político.

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Edgar Rocha

Golpe gorado não dá gemada.

Lula, cresce como única alternativa para colocar ordem na casa.

Isto é bom? Para quem? Não são perguntas retóricas. É muito difícil respondê-las de chofre.

A esquerda fez críticas e autocríticas severas durante o frigir dos ovos do Golpe e da Lava-jato. Me parece que a última coisa que se gostaria de ver é um retorno conciliatório capaz de "unificar" interesses e colocar o país em algum rumo, ao menos. Soa como uma espécie de abafa-geral, uma trégua pouco auspiciosa em que um novo futuro, um rumo diferente são coisas difíceis de se almejar. Lula se prestaria a isto?

Enfim, com alguma condecendência poderíamos perguntar: em que implicaria o termo "botar ordem na casa"?

Meu medo é, apesar de todo o sofrimento recente, não podermos esperar do PT, da esquerda, dos setores mais inteligentes e menos suicidas das elites nada que possa significar algum avanço civilizatório mínimo nesta sociedade que, sem sombra de dúvida, mostrou o que verdadeiramente é e sempre foi desde 1500. Voltaríamos a colocar a sujeira debaixo do tapete até uma próxima catarse, o próximo quebra-quebra inútil, como um bêbado que chuta o pau da barraca e depois nem se lembra mais do que fez?

Sem estas perguntas, não se pode sequer falar em esperança, a não ser que você seja ruralista, banqueiro, crime organizado ou qualquer vencedor de sempre. Até o momento, esperançoso está só o Joesley.

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Carioca

A piada do Ruy Barbosa

Mais um bom artigo.

Mas, pessoal PQP! o país está parado. Milhões de desempregados. Milhares de empresas continuam fechando. Andem pelas ruas. 

Parafraseando aquele escravo surpreendido roubando a galinha no quintal de Ruy Barbosa: 

"Doutor! E nóis ? Nóis vai parar de tomar quando ?"

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O jogo do perde perde é mais

O jogo do perde perde é mais na classe política, nos partidos. O PSDB viu que perdeu "ganhando" do PT. Este de maior perdedor no golpe, se recupera diante da militância e do povo mais pobre. Nada como ser oposição a um governo como esse.

Quem ganhou como nunca nesses anos desde o começa do golpe, na minha opinião no julgamento da AP470, foram os sem voto. As corporações burocráticas de elite do estado e a mídia, Globo principalmente. Sua audiência cai e o faturamento aumenta! Os Marinho cada vez mais ricos. Por outro lado, nunca se viu o PGR tão "empoderado" quanto o Janot desses dias. 

Tudo no Brasil hoje se decide entre a Globo, o resto do pig, o PGR, o STF e a PF. A articulação política dos partidos se restringe ao que fazer para salvar o pescoço dos seus. As tais reformas para os aliados do MT só servem  para um propósito, garantir o apoio do "mercado", para não serem jogados ao mar.

Isso só muda se o "mercado" também fazer parte da turma do perde perde. A rigor, os empresários mais comprometidos com a economia real já entraram nessa turma. Mas seu "anti-lulopetismo" obtuso parece inabalável

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Juliano Santos

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Mauro A C Andrade

Muita conversa fiada do

Muita conversa fiada do Nassif, a coisa é bem mais simples.

Lula cresceu se portando com um semideus, agiu como se o fosse e, com muita propaganda, o povo acreditou em tudo. Ele fez “milagres” com dinheiro público torrado sem controle. O dinheiro acabou e sobrou p Dilma administrar a crise e a recessão...

Ela não era capaz p administrar tamanho estrago. O Brasil afunda na crise.

Todos, exceto os petistas, percebem que Lula é culpado por toda essa herança de Dilma e Lula é jogado no olho do furacão e o PT tem que desviar a atenção dos crimes de Lula.

O vice Michel Temer assume e começa a fazer os empregos retornarem.

Inconformado com essa retomada do crescimento, o PT planeja o Golpe: uma emboscada ao presidente.

Entra em cena o ganancioso Rodrigo Janot e o pau-de-galinheiro Joesley Batista...

O golpe não dá certo, porque o presidente não cede.

O PT precisa continuar a jogar gasolina p a fogueira não apagar, mas Michel Temer é um bombeiro.

O PT e Lula planejam se limpar da roubalheira e da imundície que criaram por 13 anos tentando sujar os outros a sua volta...  e a história continua...........

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André élebê

  Realmente a coisa é bem

  Realmente a coisa é bem mais simples. Você esqueceu de tomar o seu Haldol e até agora, se te perguntarem, não assume que votou no Aécio, aquele rapaz que vai acabar com a roubalheira.

  Com gente com a sua mentalidade os comentaristas deste blog palitamos os dentes e cuspimos fora.

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Moro

Senhores,

Este país encontra-se em estado terminal!!!

O Moro quer condenar Lula de qualquer maneira somente para ser ungido rei da classe média tupiniquim.

Vejamos a loucura: acaba de ser entregue as alegações finais das meninas de Curitiba (Dallganol et caterva) onde o Leo Pinheiro reafirma que quando ele chegou a Banccoop o triplex estava reservado para Lula. Até poderia estar reservado porque a Dna. Marisa era proprietária de uma cota do empreendimento (pagou por 15 anos).

Ao assumir o empreendimento a OAS tentou empurrar o imóvel para o Lula, que recusou.

O que fez entâo? Penhorou o apartamento na Caixa Federal para garantir os negócios da sua empresa!!??? Fato confirmado pela CEF nesta tarde!!!!

 

Meus Deus!!!??? Aonde o apartamento é do LuLa????? Tô ficando maluco!!!!

 

E um debilmental. o Moro, (basta olhar dentro dos seus olhos para se ter certeza da sua psicopatia) está destruindo o Brasil!!!

 

E aí vem um delegadozinho, reprovado no psicoténico, da Federal quase destrói por inteiro a indústria de proteína animal do Brasil. E não acontece NADA!!!!!!!!

Delegadozinho que precisa explicar de onde vem o dinheiro com o qual está construindo um império imobliário na cidade de Baurú???

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Joao Carlos Campos

Nossa

Quando a nossa atenção se atém a Personagens, a tendencia é esquecermos do Pais.

 

Renovação Total na Politica Nacional.

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André élebê

  E põe quem ou o quê no

  E põe quem ou o quê no lugar?

  E do nada, apenas por unção divina? Não funciona assim.

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Hmagalhaes

Quadrilha

O joesley chamou de quadrilha o temer e seus bad boys. Na verdade estes são apenas os pivetes de uma quadrilha muito maior envolvendo a grande midia e seus asseclas do judiciário e empreiteiros que queriam se safar do descaminho da lava jato, que achava que o pt era corrupto e descobriu que não e virou contida timida e contra gosto uma cpi das emoreiteiras.

A quadilha destroi o pais e fica cada dia mais exposta no enorme é incontrolável desastre que causou.

E agora só tem uma solução: Lula. Incrível ironia do destino.

É Lula, o pcificador, o maior político do planeta, ou o desastre cada dia maior e cadeia para  todos num futuro breve. Empreiteiras, o resto da mídia e stf só se "salfam" com LULA.

 

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CFilho

Janot mais ajuda que atrapalha.

Concordo com o Xadrez. No entanto, mesmo que haja razões para tal, fustigar o Janot nessa altura do campeonato é algo arriscado tamanha a crise em que o país está metido com um presidente ilegítimo e metido em escândalos cabeludos. Janot tem muito mais a ajudar que atrapalhar. 

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Hildermes José Medeiros

Trata-se uma resenha dos

Trata-se uma resenha dos acontecimentos ligados ao golpe jurídico (incluídos o Supremo e procuradores) / legislativo (incluídos esses mesmos setores de alguns e importantes estados) / midiático (praticamente toda a mídia, liderada pela Globo, com a única e importante brecha de análise e denúncias, as páginas da internet). Dessa vez não se fala em acordão, mas ao que parece mostra que se acontecer deve acontecer em torno de Lula, e claro, do PT.  A propósito de o Ministério Público e os procuradores, principalmente do Paraná, desejarem por sua ação inviabilizar o nome de Lula,. diga-se de passagem, que essa ação se dá desde a preparação do golpe sobre Dilma, de forma coordenada com a mídia, esta que há mais de quatorze anos batalha pelo mesmo propósito: inviabilizar Lula e o PT. Tudo bem, acordão: mais em que bases? Que acontecerá com os golpistas mais notórios e atuantes. Sairão ilesos? A mídia continuará sem peias, atuando, com liberdade como deve ser a imprensa, liberdade que dizem defender, mas sem a indispensável isenção, encaminhando partidariamente visões de mundo e da economia (neste caso neoliberal). Se o caminho não está claro, não é exatamente para a oposição. O melhor é, continuando na oposição, esperar que os golpistas, diante de suas contradições, procurem o seu caminho para romper o impasse que aponta, e resolver os problemas que estão em curso. Se o caminho for o acordão, que setores não golpistas do mundo político e empresarial (difícil) procurem se arreglar com a oposição. Não deve existir empecilhos, precisa somente que, de parte a parte, façam uma autocrítica de fato, assumam os erros. Não dá para sair de fininho como se nada tivesse acontecido, porque lá mais na frente, acontecerá novamente. Se não for o melhor, poderá sinalizar o caminho.

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Marcos K

O post dá uma pequena

O post dá uma pequena dimensão do quanto são medíocres aqueles que nos governam.

Pobre país de midiotas...

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Ricardo CP

Queridão

Queridão Luis Nassif,

Não é jogo de perde-perde. É guerra. E, apesar de ferido e marcado pelos embates (o que não te mata, te fortalece!), quem está prestes a vencer a guerra é Lula. Até quem desconfiava dele agora tem certeza de que ele é honesto. Portanto, não tem essa história de saída pacífica com Lula. Só tem vitória nesta guerra com Lula. E numa guerra há perdedores, que pagam o prejuízo. Globo no 1o lugar de "honra" da lista. Não o 1o lugar cronológico, que, como previu o grande profeta Caju, é o "Ah, é sim!". 

;)

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Rui Ribeiro

Prender o Lula com base em convicções

Prender o Lula com base em convicções e deixar o Aécio e o Temer, que foram flagrados com a boca na botija, livres leves e soltos?

Não acredito que façam isso. E mesmo que prendam o Aécio e o Temer, eles o fizeram por merecer. Mas Lula o que fez senão tirar esse país da fossa em que se encontrava até 2002?

 

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João de Paiva

Magnífica análise, Nassif.

Como de hábito, Luís Nassif nos presenteia com mais uma magnífica crônica da série "O xadrez do golpe".

No tópico Ilusão 4, Nassif joga luz sobre o 'acôrdo' Globo-PGR, apontando uma das principais razões, senão a principal razão, para que a Globo tenha se associado ao PGR, Rodrigo Janot. Blindando-se mùtuamente, eles esperam sair vencedores, enquanto o Brasil livre e soberano é destroçado.

É certo que a Globo te poder de fogo para detonar não só o PGR, como outros atores da Fraude a Jato. A Globo sabe de muita coisa sobre os bastidores e submundos da PF, do MPF, da PGR e do PJ. Se esses atores do golpe entrarem em conflito e resolverem lavar as roupas imundas em público, o fedor obrigará milhões de brasileiros a usarem máscaras contra gases tóxicos.

A CBF e as cúpulas de federações de futebol, dentre elas a FIFA, estão sendo investigadas e demolidas pelo FBI, que se arvora polícia do mundo. As ligações umbilicais e incestuosas da Globo com a CBF, com J. Hawilla e outros atores metidos em corrupções e negociatas milionárias, deixam a vênus platinada exposta e fragilizada, pois se em Pindorama ela derruba e empossa presidentes da república, a tigresa tupiniquim é apenas uma gata remelenta diante dos 'donos do mundo'.

O interesse dos EEUU em detonar as empresas brasileiras competitivas no exterior, além de se apossarem de nossas riquezas e setores estratégicos, é mais do que notório, sendo um dos pilares do gope. No setor de proteína animal os EUA tinham interesse no controle, mais do que na destruição; essa é a razão por que a JBS não foi destruída, como ocorreu com as construtoras, de que a Odebrecht é exemplo maior. O ilegal e criminoso acôrdo de cooperação internacional feito pela PGR e o DoJ, com a anuência de Luiz Edson Fachin, mostra que as ordens partiram de lá, dos EUA. O próprio Janot admitiu isso, declarando que recebeu o 'pacote' pronto. A J&F, holding/braço estadunidense da JBS, será a maior fornecedora de proteína animal do mundo, inclusive para mercados sensíveis e estratégicos aos interesses dos EUA, que são Rússia e China.

Como tenho dito, do ponto de vista do alto comando internacional do golpe de Estado, o processo transcorre em vôo de cruzeiro, sem solavancos, com pontualidade suíça.

Em Pindorama, o comando local do golpe (PGR) trava uma luta intestina de poder e influência com outros atores golpistas (Gilmar Mendes, STF, núcleo curitibano da Fraude a Jato, direita política golpista e integrada por quadrilhas - como as do PSDB e do PMDB - , empresariado parasita e entreguista, banca financeira nacional e internacional, etc.). A Globo se associou à PGR para se blindar também dos processos de evasão fiscal, como aquele em que subornou uma funcionária da RFB, para que ela roubasse o original de um processo contra a emissora, em que é mostrado o esquema para sonegar mais R$615 milhões em impostos, sobre os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. Em valores atuais, a dívida deve ultrabassar R$2 bilhões. A funcionária que roubou o processo foi afastada, mas ela recebeu não só um HC de Gilmar Mendes como autorização para mudar a identidade civil, ou seja, trocar o nome.

Notem que nesse crime fiscal estão enredados Gilmar Mendes, a PGR (portanto Rodrigo Janot), a RFB, a PF e a Globo.

Fico sabendo que Rodrigo Janot está concedendo entrevistas e publicando artigos raivosos no jornal O Globo, atacando e desqualificando os que criticam a ORCRIM da Fraude a Jato. Se Janot faz isso é porque as críticas são pertinentes e o desmascararam e desnudaram, expondo os abusos e ilegalidades criminosas cometidas por ele e outros procuradores do MPF. Há um filão imenso a ser explorado pelos jornalistas independentes. É preciso partir para cima da PGR e do PGR, sem dó nem piedade. 

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Rui Ribeiro

Herança Maldita

Não é na conta do interino que debitou-se a dureza da primeira fase do governo cleptocrático golpista:

“Não falarei em herança de espécie nenhuma, apenas revelo a verdade dos fatos para que oportunistas não venham a debitar os erros dessa herança em nosso governo”. - Michel Temer

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/culpa-da-dilma-miriam-leitao-e-porta-voz-da-propaganda-da-heranca-maldita-de-temer-por-kiko-nogueira/

 

 

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jossimar

"Todo esse jogo tem como pano

"Todo esse jogo tem como pano de fundo os últimos capítulos das investigações do FBI sobre a FIFA. Com o indiciamento do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, o escândalo finalmente chega à Globo. Será cada vez mais difícil ao MPF – e à cooperação internacional – justificar a inação no fornecimento de informações ao FBI."

Qualquer um que seja elevado ao governo central não pode deixar de utilizar esta investigação para começar a detonar a globo do mapa.

Além disso, temos crimes de sonegação, roubo de processo, ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro, destruição de área ambiental, etc etc

Este grupo empresarial se uniu a lava rato para destruir várias empresas e projetos nacionais importantes. Nem a globo e muito menos a lava rato podem sair incólumes da desgraça que provocaram.

No mínimo cadeia para toda lava rato de curitiba, para os marinho e vários jornalistas da globo. Digo cadeia, mas o que eles mereciam mesmo é fuzilamento.

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Rui Ribeiro

Fase inicial dura debitada na conta do interino?

"6.     Com as medidas, haverá uma fase inicial dura, que será debitada na conta do interino. Depois, uma economia em recuperação, em voo de cruzeiro, que será cavalgada pelo campeão em 2018". - Luis Nassif

A fase inicial, a fase média e também a fase final duras sempre foram debitadas à Dilma Rousseff. Confira-se:

 

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/09/30/michel-temer-sobre-a-crise...

“Não é culpa minha” - Michel Temer sobre os Desempregados

http://www.dn.pt/mundo/interior/governo-temer-culpa-dilma-pela-pior-rece...

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2017/01/31/temer-culpa-gestao-dilma-p...

http://clickpolitica.com.br/brasil/apos-criticas-temer-culpa-dilma-por-c...

De acordo com o Michel Temer, a “gigantesca crise” enfrentada pelo país é resultado da tentativa de “disfarçar a realidade”. “Ao assumir o governo federal, encontrei o país imerso em uma das piores crises da nossa história e cabia a nós introduzir uma mudança de atitude”, criticou. “Nós só faremos o Brasil crescer substituindo o ilusionismo pela lucidez”.

“Por trás desses dados estão homens e mulheres que pagam um preço inaceitável. Chegamos a quase 12 milhões de desempregados. E reitero que não foi culpa minha.”

 

O Michel Temer põe a culpa de sua incompetência e da sua corrupção na Dilma.

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