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Rodrigo Janot

Janot usa imprensa para criticar delatores e tentar salvar acusações


Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - Na atual condição de ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot concedeu entrevista para se defender de ataques contra a credibilidade das investigações da Operação Lava Jato e tentar ainda salvar as acusações dos executivos da J&F, ainda que considerando que cometeram irregularidades. Fora do posto maior do Ministério Público Federal (MPF), Janot mostra que não medirá esforços, incluindo espaços públicos e meios de imprensa, para se defender.
 
Nesse intento, apesar de aparentemente os novos áudios de conversa entre o dono da JBS, Joesley Batista, e o executivo Ricardo Saud se apresentarem como um engano, Janot sustentou outra tese: a de que os delatores colocaram os novos arquivos nos autos do processo de forma mascarada para passarem despercebidos.
 
Teria sido um tiro no pé: enquanto a Polícia Federal apurava áudios possivelmente omitidos dos delatores e se aproximava de uma possível recuperação do grampo, eles anexaram a conversa ao processo com outro título e como se fosse referência a outra linha de investigação. Mas os procuradores abriram o áudio e confirmaram que se tratava de outras informações.
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Governistas tentam acelerar CPMI da JBS


Foto: Lula Marques/ AGPT

Jornal GGN - A CPMI da JBS, vista como uma manobra para suspender as delações premiadas e o avanço das investigações da Operação Lava Jato sobre a base parlamentar governista e Michel Temer, está sendo acelerada no Congresso.
 
Nesta quarta-feira (20), o relator da Comissão Mista, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), disse que, para agilizar as atividades que podem levar ao enterro das acusações da JBS, o "plano de trabalho" já foi traçado:
 
"Nós temos que avançar, que começar. Temos um tempo que gostaria até que fosse mais breve. Estamos estabelecendo um plano de trabalho no sentido de que nenhum requerimento seja reprovado", afirmou Marun.
 
O deputado confirmou ainda que pretende ouvir não apenas delatores executivos do grupo J&F, como também delatados. Deixando claro que a prioridade é que os parlamentares (alguns deles próprios implicados nos depoimentos) apurem possíveis irregularidades cometidas no acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República. "Os delatados podem vir a ser ouvidos", disse.
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Não há o que comemorar da Era Janot, por Maria Luisa


Foto: Marcelo Camargo/EBC

Por Maria Luisa

Comentário à publicação "Na consagração de Janot, o populismo em um órgão de Estado, por Luis Nassif"

A Era Janot

No futuro, quem sabe um bom estudo sobre esse período indique que estamos vivenciando um novo paradigma social. A ascensão de uma classe média conservadora, adepta de slogans, moralista, sem grande instrução cultural e/ou filosófica. 

Faço parte dessa geração e conheço muita gente que tem a mesma cabeça dos novos e deslumbrados procuradores, que pensam o País de forma unilateral. Realmente, há uma estreiteza de visão do todo que é espantoso. Não defendo e, creio, ninguém defende aqui a quadrilha que tomou do País e que sempre esteve aglutinada no poder. Porém, misturar tudo e todos usando sempre do dominio do fato foi fatal para o caos se instalar no Brasil. 

De fato, falta além de competência, muito mais conhecimento sobre o processo histórico brasileiro. Parece que sabem mais sobre os Estados Unidos e sua Justiça do que conhecem o proprio País.

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Raquel Dodge toma posse na PGR com discurso em favor das minorias

Foto: Dida Sampaio/Estadão
 
 
Jornal GGN - Com um discurso contido, Raquel Dodge tomou posse do comando da Procuradoria Geral da República na manhã desta segunda (18). Segundo relatos da Folha, a substituta de Rodrigo Janot fez um discurso em defesa da liberdade de religião e credo e em defesa das minorias.
 
"O Ministério Público zela pelos direitos de índios e minorias, pela liberdade de religião e de credo. A cada dois anos nos reunimos nesta casa e reafirmamos a esperança de dias melhores e o nosso compromisso de agirmos com unidade de propósito de cumprir o nosso dever constitucional", disse Dodge.
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Na consagração de Janot, o populismo em um órgão de Estado, por Luis Nassif

Na ciência política trata-se como populista o político que toma uma série de decisões imprudentes com o objetivo único de contentar os eleitores de imediato, sem avaliar as consequências futuras.

O Procurador Geral da República Rodrigo Janot enquadra-se nesse arquétipo. E as homenagens que vêm recebendo da categoria demonstram que os procuradores também se enquadram em uma categoria sociológica especial: a da massa concursada. Isto é, pessoas supostamente bem formadas, mas sem capacidade interna de definir seu rumo e, portanto, com uma autodeterminação enganosa, seguindo movimentos de massa.

No período Janot, uma enorme cegueira coletiva, um deslumbramento irresponsável os tirou da categoria de servidores públicos para transformá-los em ilusórios condutores de povos, membros de uma classe social ascendente, com plena autonomia para exercer o poder na sua forma mais tosca, como autênticos meganhas do direito.

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Janot muda explicação sobre impeachment de Dilma ao sabor da conveniência

Na ação no Supremo que pode anular o impeachment, Janot disse que o processo ocorreu dentro da normalidade constitucional e negou que Eduardo Cunha tenha aceitado o pedido por vingança ou benefício próprio. Já na denúncia contra o "quadrilhão do PMDB", procurador tratou o impeachment como subproduto de um plano frustrado para frear a Lava Jato
 
Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot deu duas versões muito diferentes para os motivos que levaram à derrubada do governo Dilma Rousseff (PT). A mudança de postura ficou registrada em dois documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal no mesmo dia, quinta-feira (14).
 
Primeiro, para posicionar-se contra a anulação do impeachment, Janot disse que o processo se deu dentro da normalidade constitucional, afirmou que as pedaladas fiscais justificavam a condenação da ex-presidenta e garantiu que não houve nenhum "desvio de função" por Eduardo Cunha. O ex-deputado é acusado por Dilma de ter deflagrado o impeachment por vingança e em benefício próprio e de seu grupo político, interessados em escapar da Lava Jato. A narrativa ganhou força após o vazamento de grampo sobre "botar o Michel [Temer]" no poder e "estancar a sangria".
 
Depois, na denúncia que apresentou ao Supremo contra o chamado "quadrilhão do PMDB", Janot mudou a narrativa ao sabor da conveniência: disse que o impeachment foi subproduto de um plano frustrado do PMDB do Senado para frear as investigações.
 
"Como não lograram êxito em suas tratativas, em 29.03.2016, o PMDB decidiu deixar formalmente a base do governo e, em 17.04.2016, o pedido de abertura de impeachment da Presidente Dilma Rousseff foi aprovado pela Câmara dos Deputados", admitiu Janot.
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Temer prepara três frentes de ataque a Janot e autodefesa de nova denúncia


Foto: Reprodução de vídeo
 
Jornal GGN - Na reta final para a saída de Rodrigo Janot da Procuradoria-Geral da República, o presidente Michel Temer pretende enterrar junto com o mandato do procurador a credibilidade de suas investigações, ressaltando nesta última semana os erros e polêmicas da Operação Lava Jato e do acordo de delação premiada de executivos da JBS.
 
Nessa linha, a primeira estratégia é de se autodefender antes mesmo da remessa de uma segunda denúncia pela PGR à Câmara dos Deputados. Para isso, Temer pretende fazer um pronunciamento político, subindo o tom de críticas a Janot. 
 
Em segundo plano, no meio jurídico, Temer seguirá atuando para derrubar a delação, tanto da JBS, quanto de Lúcio Funaro, por meio de possíveis irregularidades detectadas na coleta desses indícios, alegando uma suposta falta de amplo direito de defesa pela omissão de acusações que só apareceram depois, e por possíveis medidas de Janot e/ou auxiliares dentro do MPF que teriam incitado o fechamento do acordo, com ainda possíveis benefícios a procuradores, além dos próprios delatores, conforme o GGN revelou aqui.
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Procurador deve levar irregularidades e bastidores de acordo da JBS à CPMI

Novos capítulos do caso Miller e Ângelo Villela são revelados. Mas interesse de políticos em derrubar credibilidade de Janot fazem caso parar em CPMI
 

Presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, senador Romero Jucá e procurador Angelo Goulart Vilella - Foto: ANPR
 
Jornal GGN - Há três meses, eram noticiadas as primeiras suspeitas sobre a atuação do ex-procurador Marcello Miller no acordo de colaboração premiada dos executivos da JBS, com o indicativo de dupla atuação na cadeira de advogado enquanto ainda não era oficialmente exonerado da Procuradoria da República.
 
Em pleno ápice das divulgações dos depoimentos e gravações de Joesley Batista, dono da JBS, e do diretor da J&F Ricardo Saud, o nome de outro procurador integrante da Operação Lava Jato era arrolado e encarcerado: Ângelo Goulart Villela.
 
Ele foi acusado de repassar informações privilegiadas à JBS, em troca de recebimento de propina. No início de junho, o jornalista Andrei Meireles publicava coluna em Os Divergentes informando que Villela, recém preso, estava "mandando recados": "ele não seria o único do time da JBS. Teria colegas a entregar em uma delação premiada".
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Ao vivo: STF julga se Janot é suspeito e se provas da J&F são válidas

 
Jornal GGN - Acompanhe, ao vivo, o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que define se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é suspeito e ficará impedido de investigar e denunciar o presidente da República Michel Temer.
 
Na mesma sessão, os ministros analisam se provas entregues pelos delatores da J&F, incluindo o dono da JBS, Joesley Batista, são válidas. Neste momento, o ministro relator Edson Fachin está lendo o seu posicionamento, de que Janot não é parcial para investigar Temer.
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STF julga hoje se Janot é suspeito para denunciar Temer


Foto: Reuters
 
Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estará impedido de oferecer uma segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e de inclusive investigá-lo. Os ministros julgam o caso em sessão desta quarta-feira (13).
 
Na sessão de hoje, os ministros da Suprema Corte ainda decidem se afastam Rodrigo Janot de todos os processos dos quais o mandatário peemedebista é investigado e, ainda, se as provas já entregues pelos delatores da J&F, incluindo o dono da JBS, Joesley Batista, são válidas.
 
Todos estes temas foram incluídos em recurso enviado pela defesa de Michel Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que considera que já é "público e notório" que o procurador-geral "vem extrapolando em  muito os seus limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa" e que, ao que "tudo indica", a motivação do procurador-geral ultrapassa a de um investigador chega a ser "questão pessoal".
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E-mails de Miller indicam que em março a JBS já negociava com o MPF

Contrariando informações iniciais do próprio procurador-geral, novos indícios devem comprometer definitivamente a delação da JBS

 
Jornal GGN - Ao pedir a prisão do ex-procurador e então advogado do acordo de delação da JBS, Marcello Miller, o procurador-geral da República anexou trocas de e-mails em que Miller informa a representantes do escritório Trench, Rossi e Watanabe Advogados que tinha conhecimento sobre o acordo de delação com o Ministério Público Federal (MPF) em março: dois meses antes de ser homologado.
 
As novas revelações desmentem comunicado do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que ele teria sido procurado pela JBS somente em abril. A declaração do PGR foi emitida quando o noticiário passou a caracterizar a negociação dos irmãos Batista como "ultrapremiada", pelos benefícios obtidos. No texto ironizando a reação da opinião pública, intitulado "'Crimes graves': sem acordo de delação dos irmãos Batista, país seria ainda mais lesado", Janot disse: "Em abril deste ano, fui procurado pelos irmãos Batista" (confira abaixo*).
 
Entretanto, as trocas de e-mails anexas para pedir a prisão de Miller, juntamente com a dos executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, revelam que, ainda em março deste ano, o então procurador atuava no escritório e que a JBS já encaminhava a negociação do acordo junto ao MPF. As provas trazidas poderão comprometer definitivamente a delação da JBS.
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Justiça de Brasília submete acordo de leniência da J&F à vontade de Janot


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Ainda que sob riscos, a Justiça Federal de Brasília já homologou o acordo de leniência do grupo J&F em colaboração com o Ministério Público Federal. Mas na decisão, assinada na última sexta-feira (08), o juiz Vallisney de Souza Oliveira alertou que o acordo poderá ter validade questionada.
 
A decisão 10ª Vara da Justiça do Distrito Federal foi de condicionar o acordo de leniência às decisões tomadas pela Procuradoria-Geral da República e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as delações premiadas já fechadas com os donos da JBS, os irmãos Batista, e executivos do grupo, como Ricardo Saud.
 
No acordo, a J&F se comprometeu a pagar uma multa de R$ 10,3 bilhões por um período de 25 anos, sendo os beneficiários "entidades e órgãos públicos lesados" e "projetos sociais". Por se tratar de pessoa jurídica, o acordo é independente do já fechado em termos de delações premiadas com os empresários e executivos.
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JBS pressiona: prisões são riscos menores do que engavetar investigações

Entenda quais são os próximos passos da negociação que pode afetar os maiores indícios já levantados na Operação Lava Jato contra Michel Temer e políticos
 

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Foi desenhada uma nova estratégia de defesa dos irmãos Batista e executivos da J&F: romper, ainda que aparentemente, com a relação amigável que caracterizou as negociações para o acordo de delação premiada, iniciando enfrentamentos com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
 
Ainda que são grandes as chances desse confronto serem parte de simulações para os próximos passos do acordo já fechado e agora sob revisão, os donos da JBS e funcionários da J&F receberam a ameaça de um fim dos benefícios alcançados no acordo com a prisão neste domingo (10) de Joesley Batista e Ricardo Saud.
 
Neste cenário, o atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deixou a épica denúncia do atual presidente da República Michel Temer como um feito histórico para concluir o seu mandato. Carregada de acusações dos empresários da J&F, para a empreitada, Janot defendeu a legalidade do acordo - combatida pela defesa de Temer - até o último minuto. 
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Xadrez que explica as trapalhadas de Janot, por Luís Nassif

Em que narrativa caberiam os seguintes fatos?

Lance 1 - O Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot pedindo a prisão das principais testemunhas do processo contra Michel Temer e do ex-procurador Marcelo Miller.

Lance 2 - Depois, se encontrando clandestinamente em um boteco com o advogado da JBS, Pierpaulo Botino, um dia depois de ter pedido a prisão de seus clientes. Obviamente para tratar de temas que não poderia tratar em uma reunião oficial.

Lance 3 - Um Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin, trabalhando no final de semana.

Lance 4 - Fachin criando um tipo de pena diferente para a JBS: a suspensão dos benefícios e a prisão temporária de Joesley Batista e Ricardo Sur. Ou se anula o benefício e se prende o colaborador; ou se mantém o benefício e não prende o colaborador. Fachin inovou suspendendo o benefício e prendendo os delatores.

Lance 5 - Apesar de jogar em dobradinha com Janot, Fachin rejeita o pedido de prisão contra Miller, feito por Janot.

Vamos montar uma narrativa onde podem se encaixar essas peças e explicar a notável ansiedade com que Janot vem se comportando nos últimos dias.

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Onde Janot viu crime, Fachin viu indícios a serem apurados

Atualizado às 17:30
 
 
Jornal GGN - Ao negar a prisão temporária do ex-procurador e advogado Marcelo Miller, o ministro relator no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, não absolveu Miller das acusações: disse haver "indícios suficientes" de que os executivos Joesley Batista e Ricardo Saud "omitiram" ilegalidades supostamente cometidas pelo advogado, e pediu apuração.
 
"A análise do áudio e dos documentos juntados na mídia das fls. 15 revela indícios suficientes de que os colaboradores omitiram, no momento da formalização do acordo de colaboração premiada, informações a que estavam obrigados prestar sobre a participação do então Procurador da República Marcello Miller no aconselhamento destes quando das negociações dos termos da avença", apontou Fachin.
 
No mesmo pedido de prisão dos executivos e de Marcello Miller, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia solicitado a revisão dos benefícios no acordo de delação premiada junto aos delatores da JBS. A decisão que tramitava em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) tornou-se pública neste domingo (10), com a prisão de Saud e Batista e a suspensão do acordo até o fim da apuração.
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