Com família Bolsonaro, milícia sanguinária chegou ao poder

Relações da família Bolsonaro com Adriano da Nóbrega, acusado de comandar uma das milícias mais violentas do Rio de Janeiro, são de mais de uma década

Jornal GGN – A chegada de Jair Bolsonaro à Presidência da República foi também a ascensão da milícia sanguinária ao poder. Não à toa, o ex-capitão da PM Adriano da Nóbrega, acusado de ocupar cargos no gabinete de Flávio na Assembleia e de comandar uma das milícias mais violentas do Rio de Janeiro, foi homenageado por Flávio em 2003, enquanto seu pai, o hoje presidente, o defendia em discurso na Câmara dos Deputados.

O conhecimento de que a família Bolsonaro defende e tem relações próximas com o policial, que está foragido há quase um ano, e é alvo consecutivo de operações da polícia no Rio contra a milícia da cidade e ex-assessores do filho mais velho do mandatário, já é de conhecimento público há mais de 10 anos. A própria esposa de Adriano trabalhou no gabinete de Flávio em 2007, antes de ser a mãe a beneficiada com um cargo.

E “se alguém ainda conseguia acreditar que era tudo coincidência, as informações levantadas pelo Ministério Público estão aí para mostrar que esses vínculos fazem parte da operação política da família”, escreveu Bruno Boghossian, em sua coluna para a Folha de S.Paulo. “Quando Bolsonaro se elegeu presidente, foi esse o grupo que chegou ao poder.”

Nesta semana, mais uma Operação dos investigadores no Rio colocou na mira, novamente, os ex-assessores de Flávio no esquema que ficou conhecido como “rachadinha”, dentro da Assembleia, quando o filho mais velho do mandatário era deputado estadual e manteve Fabrício Queiroz como seu funcionário entre 2007 e 2018. A suspeita é de que os assessores de Flávio Bolsonaro tinham que repassar parte de suas remunerações ao então deputado.

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A mãe de Flávio, Ana Cristina Valle, ex-esposa do presidente Jair Bolsonaro, também chegou a ser alvo de mandados de busca e apreensão. Documentos, celulares e outras possíveis provas do esquema foram recolhidos para tentar sustentar as acusações, quase dosi anos depois do início das apurações contra Queiroz. Neste esquema, Adriano controlava uma das contas bancárias da qual Fabrício tinha remetido parte do dinheiro.

E a mulher de Adriano, Danielle Nóbrega, que foi contratada em 2007 e permaneceu no gabinete do filho do presidente durante 11 anos, chegou a admitir a amigas que era funcionária fantasma e que repassava parte dos recursos à Queiroz. É o que mostrou uma troca de mensagens de Danielle.

“O clã não pode dizer que não sabia quem era o casal. Quando Bolsonaro preparava sua última campanha, Queiroz procurou a mulher para dizer que ela poderia perder o cargo. Contou que a família não queria correr riscos, dada sua relação com o ex-policial”, lembrou Boghossian.

 

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4 comentários

  1. O Queiroz foi introduzido na famílícia quando Flavio Bolsonaro tinha apenas 4 anos de idade, logo ele era amigo, capataz e laranja de Jair. Depois de inserir os filhos na mesma careira de chupinzar o dinheiro público em troca de fazer campanha de ódio, Jair setorizou os filhos: 01 (Flávio) cuidava de assuntos de rachadinhas, propinas milicianas e enriquecimento ilícito da família; 02 (Carlos) cuidava de assuntos referentes às milícias e ferramentas de espionagem e guerras digitais; 03 cuidava da estratégia de inserção política aos grupos de gente indecente no Brasil e exterior.
    Jair é o cabeça e não funciona o papo furado de que é “cada um com seus problemas”, ainda mais quem é dependente emocional dos filhos e disse há dois meses que ‘Se eu puder dar um filé mignon para o meu filho, eu dou, sim’.

  2. E a pena de morte imposta por coronéis corruptos, executada pelos seus jagunços, já atinge em cheio o SUS. Assassinar conselheiro municipal de saúde que “comete” a fiscalização do SUS é algo inadmissível.

  3. E.muito.triste ver o governo acabando com a educação do nosso pais mas oque esperar ne dos nossos politicos.
    Eles nao querem.que tenhamos conecimento se nao vamos exigir os nossos direitos imfelizmemte estamos feios de representante

  4. Já que não seremos libertos das quadrilhas, que ao menos possamos dividir as riquezas de modo mais igualitário, uma quadrilha assaltou os cofres públicos por 16 anos, agora outra quadrilha chega para assaltar por mais alguns anos. …e assim nos tornamos brasileiros.

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