Intervenção eleitoral explícita, por Ricardo Cappelli

Pouco importa se Eduardo Paes é culpado ou inocente. Por que esperaram ele se lançar candidato para montar o espetáculo? A quem está servindo esta nova "Operação"?

(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Intervenção eleitoral explícita

por Ricardo Cappelli

A justiça autorizou uma busca e apreensão na casa do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes. Indiciou o candidato, a pedido do MP, por diversos crimes. Por que somente hoje?

Pouco importa se Eduardo Paes é culpado ou inocente. Por que esperaram ele se lançar candidato para montar o espetáculo? A quem está servindo esta nova “Operação”?

É inadmissível a intervenção explícita de instituições que se dizem “de Estado” nos processos eleitorais. Os fatos atribuídos a Paes não são novos, pelo contrário, estão na praça há muito tempo.

Juiz bom é aquele que ninguém conhece, que não dá entrevista e que fala somente pelos autos, dentro do trâmite natural dos processos. Juiz bom é aquele que ninguém nota a sua presença em campo.

Ministério Público que vira comitê eleitoral a favor ou contra qualquer candidato se desmoraliza, infelizmente.

Todo mundo tem o direito de fazer política. Mas não travestido de “instituição independente” usufruindo dos meus impostos.

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