Movimento corinthiano antifascista e pela democracia ocupa a Paulista em manifestação pluritorcidas, por Paulo Endo

Os inimigos da democracia estão nas ruas, porém os amigos da democracia estão voltando a ocupá-la. Hoje eram em número muito maior e, se houvesse o confronto, muitos verde amarelos sairiam machucados.

do Psicanalistas pela Democracia

Movimento corinthiano antifascista e pela democracia ocupa a Paulista em manifestação pluritorcidas

por Paulo Endo

Especial para Psicanalistas pela Democracia

Embaixo do MASP aproximadamente mil pessoas se concentraram na tarde de domingo. O número de policiais era grande, mas a manifestação era antifascista, pró-democracia e pacífica. 100% dos manifestantes vestiam máscaras. Podiam ser vistos torcedores do Corinthians, a grande maioria, ao lado de palmeirenses, são paulinos, santistas e manifestantes com camisas de outros times locais.

São eles que devolveram a palavra democracia às ruas, numa iniciativa importantíssima que conseguiu congregar e aliar times e torcidas historicamente rivais contra os defensores da ditadura, do fascismo e do golpe militar: os adeptos dos bolsonaros.

Sob o MASP a manifestação ecoava na avenida paulista. Era o fato do dia e surpreendia os transeuntes em grande número. Danilo Pássaro, um dos principais organizadores, observava que torcedores do Corinthians atuam em duas frentes simultâneas nesse momento. Uma é a distribuição de marmitex para populações vulneráveis e a outra é a organização de manifestações antifascistas, devido à forte escalada autoritária no Brasil.

O risco existe e as orientações aos manifestantes foram dadas pela internet: cuidados sanitários, parecidos com os que devem ser tomados pelos profissionais de saúde: proteja rosto, nariz, boca, não toque, não converse próximo às pessoas e higienize suas roupas antes de entrar em casa ao voltar.

Os inimigos da democracia estão nas ruas, porém os amigos da democracia estão voltando a ocupá-la. Hoje eram em número muito maior e, se houvesse o confronto, muitos verde amarelos sairiam machucados.

A imagem mais importante do dia foi ver os pouquíssimos defensores da ditadura acuados, amontoados junto à uma viatura da polícia militar por volta das 13 horas. Mais tarde, no entanto, um grupo de nazistas, fascistas e defensores da ditadura se reuniriam sob a proteção da polícia. Houve confrontação verbal.

Já na dispersão da manifestação até então pacífica a polícia militar começa seu showzinho particular. Abusando de bombas de gás contra a manifestação que já se dispersava. Provoca ativamente os manifestantes que reagem com pedras e barricadas. Do outro lado os adeptos da ditadura eram poupados sem qualquer ação da PM. Mais do mesmo.

A partir daí a avenida Paulista foi palco de uma luta que tende a crescer e se intensificar no país. A reação civil e popular democrática versus as forças adeptas e práticas nazistas, ditatoriais e fascistas. Esses que tem como seu representante o maior e pior líder da história do país e um dos mais nefastos líderes do mundo.

Por causa dos corinthianos, palmeirenses, santistas e são paulinos e de sua coragem, a democracia respirou na Avenida Paulista sem aparelhos, e com máscara. Quando o atual líder do governo e outros os chamarem de vândalos, terroristas daí todos terão a certeza de que, ao contrário, eles são aqueles que corajosamente e em meio à pandemia querem salvar o país dos grandes e verdadeiros criminosos.

Foram eles hoje que devolveram à arquitetura do MASP, depois de meses, o seu sentido mais profundo: o de seguir livre, lutar pela liberdade, para os que são e vão livres ao MASP gritar: DE-MO-CRACIA!

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