O dinamismo das exportações para a China e a perda de gás para os Estados Unidos

Quadro chama mais uma vez a atenção sobre os novos mercados brasileiros, especialmente em relação aos produtos agrícolas. China é consumidora de produtos agrícolas brasileiros; EUA, competidor

Um dos desafios mais relevantes da economia brasileira, depois da fase de destruição institucional perpetrados por Jair Bolsonaro, será a recuperação da pauta de exportações da indústria de transformação.

O acumulado de 12 meses até agosto (em relação a agosto de 2019) mostra uma queda de 11,12% nas exportações da indústria de transformação, e uma alta de 11,61% na agropecuária e 25,28% na extrativa.

Os gráficos abaixo mostram a linha de exportações e importações – no acumulado de 12 meses – e na parte sólida, o saldo do período.

Na agropecuária, o saldo saltou de US$ 30 bi para US$ 40 bi em 5 anos.

Na indústria extrativa, houve uma alta substancial no saldo, em grande parte pela queda das importações, devido ao desaquecimento da economia.  O saldo saltou de cerca de US$ 15 bi para US$ 40 bi.

Na indústria de transformação, pelo contrário, houve queda nas exportações e saldo comercial negativo, apesar da queda das importações.

A composição da pauta de exportações mostra esse fenômeno. De 2015 a 2020, a AGropecuária saltou de 16,8% para 22,4% das exportações totais, enquanto a Indústria de Transformação caiu de 63,5% para 54,9%.

No saldo comercial, houve uma redução no déficit da indústria de tyramsformaçao devido à queda das importações.. Do mesmo modo, o aumento do superávit da industria extrativa se deveu ao menor dinamismo da economia interna, demandando menos insumos importado.

Esse quadro chama mais uma vez a atenção sobre os novos mercados brasileiros, especialmente em relação aos produtos agrícolas. Há uma diferença fundamental entre China e Estados Unidos. China é consumidora de produtos agrícolas brasileiros; Estados Unidos é competidor.

Daí a total falta de senso de isentar a importação de etanol americano sem nenhuma contrapartida.

Abaixo, um retrato das exportações brasileiras para os tres principais mercados, China, Estados Unidos e Mercosul.

As linhas de 3 meses mostram o resultado mais dinâmico de curto prazo. Nela, compraram-se os acumulados trimestrais de cada mês em relação a 12 meses atrás.

Em relação à China , após as quedas provocadas pela pandemia, percebe-se uma recuperação nítida na ponta.

Já em relação aos Estados Unidos, há uma perda ampla de dinamismo. A linha azul mostra os movimentos trimestrais, apontando para baixo.

Finalmente em relação ao Mercosul há uma queda menos drástica.

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